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Assim diz o SENHOR: O céu é o meu trono, e a terra o escabelo dos meus pés; que casa me edificaríeis vós? E qual seria o lugar do meu descanso? Porque a minha mão fez todas estas coisas, e assim todas elas foram feitas, diz o SENHOR; mas para esse olharei, para o pobre e abatido de espírito, e que treme da minha palavra. [Isaías 66: 1-2]

    Êxodo 1

  • 1. Estes pois são os nomes dos filhos de Israel, que entraram no Egito com Jacó; cada um entrou com sua casa:
  • 2. Rúben, Simeão, Levi, e Judá;
  • 3. Issacar, Zebulom, e Benjamim;
  • 4. Dã e Naftali, Gade e Aser.
  • 5. Todas as almas, pois, que procederam dos lombos de Jacó, foram setenta almas; José, porém, estava no Egito.
  • 6. Faleceu José, e todos os seus irmãos, e toda aquela geração.
  • 7. E os filhos de Israel frutificaram, aumentaram muito, e multiplicaram-se, e foram fortalecidos grandemente; de maneira que a terra se encheu deles.
  • 8. E levantou-se um novo rei sobre o Egito, que não conhecera a José;
  • 9. O qual disse ao seu povo: Eis que o povo dos filhos de Israel é muito, e mais poderoso do que nós.
  • 10. Eia, usemos de sabedoria para com eles, para que não se multipliquem, e aconteça que, vindo guerra, eles também se ajuntem com os nossos inimigos, e pelejem contra nós, e subam da terra.
  • 11. E puseram sobre eles maiorais de tributos, para os afligirem com suas cargas. Porque edificaram a Faraó cidades-armazéns, Pitom e Ramessés.
  • 12. Mas quanto mais os afligiam, tanto mais se multiplicavam, e tanto mais cresciam; de maneira que se enfadavam por causa dos filhos de Israel.
  • 13. E os egípcios faziam servir os filhos de Israel com dureza;
  • 14. Assim que lhes fizeram amargar a vida com dura servidão, em barro e em tijolos, e com todo o trabalho no campo; com todo o seu serviço, em que os obrigavam com dureza.
  • 15. E o rei do Egito falou às parteiras das hebreias (das quais o nome de uma era Sifrá, e o da outra Puá),
  • 16. E disse: Quando ajudardes a dar à luz às hebreias, e as virdes sobre os assentos, se for filho, matai-o; mas se for filha, então viva.
  • 17. As parteiras, porém, temeram a Deus e não fizeram como o rei do Egito lhes dissera, antes conservavam os meninos com vida.
  • 18. Então o rei do Egito chamou as parteiras e disse-lhes: Por que fizestes isto, deixando os meninos com vida?
  • 19. E as parteiras disseram a Faraó: É que as mulheres hebreias não são como as egípcias; porque são vivas, e já têm dado à luz antes que a parteira venha a elas.
  • 20. Portanto Deus fez bem às parteiras. E o povo se aumentou, e se fortaleceu muito.
  • 21. E aconteceu que, como as parteiras temeram a Deus, ele estabeleceu-lhes casas.
  • 22. Então ordenou Faraó a todo o seu povo, dizendo: A todos os filhos que nascerem lançareis no rio, mas a todas as filhas guardareis com vida.
  • Lucas 6

  • 1. E aconteceu que, no segundo sábado após o primeiro, ele passou pelas searas, e os seus discípulos iam arrancando espigas e, esfregando-as com as mãos, as comiam.
  • 2. E alguns dos fariseus lhes disseram: Por que fazeis o que não é lícito fazer nos sábados?
  • 3. E Jesus, respondendo-lhes, disse: Nunca lestes o que fez Davi quando teve fome, ele e os que com ele estavam?
  • 4. Como entrou na casa de Deus, e tomou os pães da proposição, e os comeu, e deu também aos que estavam com ele, os quais não é lícito comer senão só aos sacerdotes?
  • 5. E dizia-lhes: O Filho do homem é Senhor até do sábado.
  • 6. E aconteceu também noutro sábado, que entrou na sinagoga, e estava ensinando; e havia ali um homem que tinha a mão direita mirrada.
  • 7. E os escribas e fariseus observavam-no, se o curaria no sábado, para acharem de que o acusar.
  • 8. Mas ele bem conhecia os seus pensamentos; e disse ao homem que tinha a mão mirrada: Levanta-te, e fica em pé no meio. E, levantando-se ele, ficou em pé.
  • 9. Então Jesus lhes disse: Uma coisa vos hei de perguntar: É lícito nos sábados fazer bem, ou fazer mal? Salvar a vida, ou matar?
  • 10. E, olhando para todos em redor, disse ao homem: Estende a tua mão. E ele assim o fez, e a mão lhe foi restituída sã como a outra.
  • 11. E ficaram cheios de furor, e uns com os outros conferenciavam sobre o que fariam a Jesus.
  • 12. E aconteceu que naqueles dias saiu ao monte a orar, e passou a noite em oração a Deus.
  • 13. E, quando já era dia, chamou a si os seus discípulos, e escolheu doze deles, a quem também deu o nome de apóstolos:
  • 14. Simão, ao qual também chamou Pedro, e André, seu irmão; Tiago e João; Filipe e Bartolomeu;
  • 15. Mateus e Tomé; Tiago, filho de Alfeu, e Simão, chamado Zelote;
  • 16. E Judas, irmão de Tiago, e Judas Iscariotes, que foi o traidor.
  • 17. E, descendo com eles, parou num lugar plano, e também um grande número de seus discípulos, e grande multidão de povo de toda a Judeia, e de Jerusalém, e da costa marítima de Tiro e de Sidom; os quais tinham vindo para o ouvir, e serem curados das suas enfermidades,
  • 18. Como também os atormentados dos espíritos imundos; e eram curados.
  • 19. E toda a multidão procurava tocar-lhe, porque saía dele poder, e curava a todos.
  • 20. E, levantando ele os olhos para os seus discípulos, dizia: Bem-aventurados vós, os pobres, porque vosso é o reino de Deus.
  • 21. Bem-aventurados vós, que agora tendes fome, porque sereis fartos. Bem-aventurados vós, que agora chorais, porque haveis de rir.
  • 22. Bem-aventurados sereis quando os homens vos odiarem e quando vos separarem, e vos injuriarem, e rejeitarem o vosso nome como mau, por causa do Filho do homem.
  • 23. Folgai nesse dia, exultai; porque eis que é grande o vosso galardão no céu, pois assim faziam os seus pais aos profetas.
  • 24. Mas ai de vós, ricos! Porque já tendes a vossa consolação.
  • 25. Ai de vós, os que estais fartos, porque tereis fome. Ai de vós, os que agora rides, porque vos lamentareis e chorareis.
  • 26. Ai de vós quando todos os homens de vós disserem bem, porque assim faziam seus pais aos falsos profetas.
  • 27. Mas a vós, que isto ouvis, digo: Amai a vossos inimigos, fazei bem aos que vos odeiam;
  • 28. Bendizei os que vos maldizem, e orai pelos que vos caluniam.
  • 29. Ao que te ferir numa face, oferece-lhe também a outra; e ao que te houver tirado a capa, nem a túnica recuses;
  • 30. E dá a qualquer que te pedir; e ao que tomar o que é teu, não lho tornes a pedir.
  • 31. E como vós quereis que os homens vos façam, da mesma maneira lhes fazei vós, também.
  • 32. E se amardes aos que vos amam, que recompensa tereis? Também os pecadores amam aos que os amam.
  • 33. E se fizerdes bem aos que vos fazem bem, que recompensa tereis? Também os pecadores fazem o mesmo.
  • 34. E se emprestardes àqueles de quem esperais tornar a receber, que recompensa tereis? Também os pecadores emprestam aos pecadores, para tornarem a receber outro tanto.
  • 35. Amai, pois, a vossos inimigos, e fazei bem, e emprestai, sem nada esperardes, e será grande o vosso galardão, e sereis filhos do Altíssimo; porque ele é benigno até para com os ingratos e maus.
  • 36. Sede, pois, misericordiosos, como também vosso Pai é misericordioso.
  • 37. Não julgueis, e não sereis julgados; não condeneis, e não sereis condenados; soltai, e soltar-vos-ão.
  • 38. Dai, e ser-vos-á dado; boa medida, recalcada, sacudida e transbordando, vos deitarão no vosso regaço; porque com a mesma medida com que medirdes também vos medirão de novo.
  • 39. E dizia-lhes uma parábola: Pode porventura o cego guiar o cego? Não cairão ambos na cova?
  • 40. O discípulo não é superior a seu mestre, mas todo o que for perfeito será como o seu mestre.
  • 41. E por que atentas tu no argueiro que está no olho de teu irmão, e não reparas na trave que está no teu próprio olho?
  • 42. Ou como podes dizer a teu irmão: Irmão, deixa-me tirar o argueiro que está no teu olho, não atentando tu mesmo na trave que está no teu olho? Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho, e então verás bem para tirar o argueiro que está no olho de teu irmão.
  • 43. Porque não há boa árvore que dê mau fruto, nem má árvore que dê bom fruto.
  • 44. Porque cada árvore se conhece pelo seu próprio fruto; pois não se colhem figos dos espinheiros, nem se vindimam uvas dos abrolhos.
  • 45. O homem bom, do bom tesouro do seu coração tira o bem, e o homem mau, do mau tesouro do seu coração tira o mal, porque da abundância do seu coração fala a sua boca.
  • 46. E por que me chamais, Senhor, Senhor, e não fazeis o que eu digo?
  • 47. Qualquer que vem a mim e ouve as minhas palavras, e as observa, eu vos mostrarei a quem é semelhante:
  • 48. É semelhante ao homem que edificou uma casa, e cavou, e abriu bem fundo, e pôs os alicerces sobre a rocha; e, vindo a enchente, bateu com ímpeto a corrente naquela casa, e não a pôde abalar, porque estava fundada sobre a rocha.
  • 49. Mas o que ouve e não pratica é semelhante ao homem que edificou uma casa sobre terra, sem alicerces, na qual bateu com ímpeto a corrente, e logo caiu; e foi grande a ruína daquela casa.
  • Jó 19

  • 1. Respondeu, porém, Jó, dizendo:
  • 2. Até quando afligireis a minha alma, e me quebrantareis com palavras?
  • 3. Já dez vezes me vituperastes; não tendes vergonha de injuriar-me.
  • 4. Embora haja eu, na verdade, errado, comigo ficará o meu erro.
  • 5. Se deveras vos quereis engrandecer contra mim, e repreender-me pelo meu opróbrio,
  • 6. Sabei agora que Deus é o que me transtornou, e com a sua rede me cercou.
  • 7. Eis que clamo: Violência! Porém não sou ouvido. Grito: Socorro! Porém não há justiça.
  • 8. O meu caminho ele entrincheirou, e já não posso passar, e nas minhas veredas pôs trevas.
  • 9. Da minha honra me despojou; e tirou-me a coroa da minha cabeça.
  • 10. Quebrou-me de todos os lados, e eu me vou; e arrancou a minha esperança, como a uma árvore.
  • 11. E fez inflamar contra mim a sua ira, e me reputou para consigo, como a seus inimigos.
  • 12. Juntas vieram as suas tropas, e prepararam contra mim o seu caminho, e se acamparam ao redor da minha tenda.
  • 13. Pôs longe de mim a meus irmãos, e os que me conhecem, como estranhos se apartaram de mim.
  • 14. Os meus parentes me deixaram, e os meus conhecidos se esqueceram de mim.
  • 15. Os meus domésticos e as minhas servas me reputaram como um estranho, e vim a ser um estrangeiro aos seus olhos.
  • 16. Chamei a meu criado, e ele não me respondeu; cheguei a suplicar-lhe com a minha própria boca.
  • 17. O meu hálito se fez estranho à minha mulher; tanto que supliquei o interesse dos filhos do meu corpo.
  • 18. Até os pequeninos me desprezam, e, levantando-me eu, falam contra mim.
  • 19. Todos os homens da minha confidência me abominam, e até os que eu amava se tornaram contra mim.
  • 20. Os meus ossos se apegaram à minha pele e à minha carne, e escapei só com a pele dos meus dentes.
  • 21. Compadecei-vos de mim, amigos meus, compadecei-vos de mim, porque a mão de Deus me tocou.
  • 22. Por que me perseguis assim como Deus, e da minha carne não vos fartais?
  • 23. Quem me dera agora, que as minhas palavras fossem escritas! Quem me dera, fossem gravadas num livro!
  • 24. E que, com pena de ferro, e com chumbo, para sempre fossem esculpidas na rocha.
  • 25. Porque eu sei que o meu Redentor vive, e que por fim se levantará sobre a terra.
  • 26. E depois de consumida a minha pele, contudo ainda em minha carne verei a Deus,
  • 27. Vê-lo-ei, por mim mesmo, e os meus olhos, e não outros o contemplarão; e por isso as minhas entranhas se consomem no meu interior.
  • 28. Na verdade, que devíeis dizer: Por que o perseguimos? Pois a raiz da acusação se acha em mim.
  • 29. Temei vós mesmos a espada; porque o furor traz os castigos da espada, para saberdes que há um juízo.

Almeida Corrigida Fiel

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