Thus saith the LORD, The heaven is my throne, and the earth is my footstool: where is the house that ye build unto me? and where is the place of my rest? For all those things hath mine hand made, and all those things have been, saith the LORD: but to this man will I look, even to him that is poor and of a contrite spirit, and trembleth at my word. [Isaiah 66: 1-2]
Here, you automatically follow the current day's Bible reading, but you can freely navigate between days, versions, and plans as needed. This page was designed to be your daily starting point — simple, straightforward, and always within reach.
Old Testament (324 dias)
Almeida Revista e Atualizada: 162 of 324 days
| Jó: 28 |
|---|
| 1. Na verdade, a prata tem suas minas, e o ouro, que se refina, o seu lugar. |
| 2. O ferro tira-se da terra, e da pedra se funde o cobre. |
| 3. Os homens põem termo à escuridão e até aos últimos confins procuram as pedras ocultas nas trevas e na densa escuridade. |
| 4. Abrem entrada para minas longe da habitação dos homens, esquecidos dos transeuntes; e, assim, longe deles, dependurados, oscilam de um lado para outro. |
| 5. Da terra procede o pão, mas embaixo é revolvida como por fogo. |
| 6. Nas suas pedras se encontra safira, e há pó que contém ouro. |
| 7. Essa vereda, a ave de rapina a ignora, e jamais a viram os olhos do falcão. |
| 8. Nunca a pisaram feras majestosas, nem o leãozinho passou por ela. |
| 9. Estende o homem a mão contra o rochedo e revolve os montes desde as suas raízes. |
| 10. Abre canais nas pedras, e os seus olhos veem tudo o que há de mais precioso. |
| 11. Tapa os veios de água, e nem uma gota sai deles, e traz à luz o que estava escondido. |
| 12. Mas onde se achará a sabedoria? E onde está o lugar do entendimento? |
| 13. O homem não conhece o valor dela, nem se acha ela na terra dos viventes. |
| 14. O abismo diz: Ela não está em mim; e o mar diz: Não está comigo. |
| 15. Não se dá por ela ouro fino, nem se pesa prata em câmbio dela. |
| 16. O seu valor não se pode avaliar pelo ouro de Ofir, nem pelo precioso ônix, nem pela safira. |
| 17. O ouro não se iguala a ela, nem o cristal; ela não se trocará por joia de ouro fino; |
| 18. ela faz esquecer o coral e o cristal; a aquisição da sabedoria é melhor que a das pérolas. |
| 19. Não se lhe igualará o topázio da Etiópia, nem se pode avaliar por ouro puro. |
| 20. Donde, pois, vem a sabedoria, e onde está o lugar do entendimento? |
| 21. Está encoberta aos olhos de todo vivente e oculta às aves do céu. |
| 22. O abismo e a morte dizem: Ouvimos com os nossos ouvidos a sua fama. |
| 23. Deus lhe entende o caminho, e ele é quem sabe o seu lugar. |
| 24. Porque ele perscruta até as extremidades da terra, vê tudo o que há debaixo dos céus. |
| 25. Quando regulou o peso do vento e fixou a medida das águas; |
| 26. quando determinou leis para a chuva e caminho para o relâmpago dos trovões, |
| 27. então, viu ele a sabedoria e a manifestou; estabeleceu-a e também a esquadrinhou. |
| 28. E disse ao homem: Eis que o temor do Senhor é a sabedoria, e o apartar-se do mal é o entendimento. |
| Jó: 29 |
| 1. Prosseguiu Jó no seu discurso e disse: |
| 2. Ah! Quem me dera ser como fui nos meses passados, como nos dias em que Deus me guardava! |
| 3. Quando fazia resplandecer a sua lâmpada sobre a minha cabeça, quando eu, guiado por sua luz, caminhava pelas trevas; |
| 4. como fui nos dias do meu vigor, quando a amizade de Deus estava sobre a minha tenda; |
| 5. quando o Todo-Poderoso ainda estava comigo, e os meus filhos, em redor de mim; |
| 6. quando eu lavava os pés em leite, e da rocha me corriam ribeiros de azeite. |
| 7. Quando eu saía para a porta da cidade, e na praça me era dado sentar-me, |
| 8. os moços me viam e se retiravam; os idosos se levantavam e se punham em pé; |
| 9. os príncipes reprimiam as suas palavras e punham a mão sobre a boca; |
| 10. a voz dos nobres emudecia, e a sua língua se apegava ao paladar. |
| 11. Ouvindo-me algum ouvido, esse me chamava feliz; vendo-me algum olho, dava testemunho de mim; |
| 12. porque eu livrava os pobres que clamavam e também o órfão que não tinha quem o socorresse. |
| 13. A bênção do que estava a perecer vinha sobre mim, e eu fazia rejubilar-se o coração da viúva. |
| 14. Eu me cobria de justiça, e esta me servia de veste; como manto e turbante era a minha equidade. |
| 15. Eu me fazia de olhos para o cego e de pés para o coxo. |
| 16. Dos necessitados era pai e até as causas dos desconhecidos eu examinava. |
| 17. Eu quebrava os queixos do iníquo e dos seus dentes lhe fazia eu cair a vítima. |
| 18. Eu dizia: no meu ninho expirarei, multiplicarei os meus dias como a areia. |
| 19. A minha raiz se estenderá até às águas, e o orvalho ficará durante a noite sobre os meus ramos; |
| 20. a minha honra se renovará em mim, e o meu arco se reforçará na minha mão. |
| 21. Os que me ouviam esperavam o meu conselho e guardavam silêncio para ouvi-lo. |
| 22. Havendo eu falado, não replicavam; as minhas palavras caíam sobre eles como orvalho. |
| 23. Esperavam-me como à chuva, abriam a boca como à chuva de primavera. |
| 24. Sorria-me para eles quando não tinham confiança; e a luz do meu rosto não desprezavam. |
| 25. Eu lhes escolhia o caminho, assentava-me como chefe e habitava como rei entre as suas tropas, como quem consola os que pranteiam. |
| Jó: 30 |
| 1. Mas agora se riem de mim os de menos idade do que eu, e cujos pais eu teria desdenhado de pôr ao lado dos cães do meu rebanho. |
| 2. De que também me serviria a força das suas mãos, homens cujo vigor já pereceu? |
| 3. De míngua e fome se debilitaram; roem os lugares secos, desde muito em ruínas e desolados. |
| 4. Apanham malvas e folhas dos arbustos e se sustentam de raízes de zimbro. |
| 5. Do meio dos homens são expulsos; grita-se contra eles, como se grita atrás de um ladrão; |
| 6. habitam nos desfiladeiros sombrios, nas cavernas da terra e das rochas. |
| 7. Bramam entre os arbustos e se ajuntam debaixo dos espinheiros. |
| 8. São filhos de doidos, raça infame, e da terra são escorraçados. |
| 9. Mas agora sou a sua canção de motejo e lhes sirvo de provérbio. |
| 10. Abominam-me, fogem para longe de mim e não se abstêm de me cuspir no rosto. |
| 11. Porque Deus afrouxou a corda do meu arco e me oprimiu; pelo que sacudiram de si o freio perante o meu rosto. |
| 12. À direita se levanta uma súcia, e me empurra, e contra mim prepara o seu caminho de destruição. |
| 13. Arruínam a minha vereda, promovem a minha calamidade; gente para quem já não há socorro. |
| 14. Vêm contra mim como por uma grande brecha e se revolvem avante entre as ruínas. |
| 15. Sobrevieram-me pavores, como pelo vento é varrida a minha honra; como nuvem passou a minha felicidade. |
| 16. Agora, dentro de mim se me derrama a alma; os dias da aflição se apoderaram de mim. |
| 17. A noite me verruma os ossos e os desloca, e não descansa o mal que me rói. |
| 18. Pela grande violência do meu mal está desfigurada a minha veste, mal que me cinge como a gola da minha túnica. |
| 19. Deus, tu me lançaste na lama, e me tornei semelhante ao pó e à cinza. |
| 20. Clamo a ti, e não me respondes; estou em pé, mas apenas olhas para mim. |
| 21. Tu foste cruel comigo; com a força da tua mão tu me combates. |
| 22. Levantas-me sobre o vento e me fazes cavalgá-lo; dissolves-me no estrondo da tempestade. |
| 23. Pois eu sei que me levarás à morte e à casa destinada a todo vivente. |
| 24. De um montão de ruínas não estenderá o homem a mão e na sua desventura não levantará um grito por socorro? |
| 25. Acaso, não chorei sobre aquele que atravessava dias difíceis ou não se angustiou a minha alma pelo necessitado? |
| 26. Aguardava eu o bem, e eis que me veio o mal; esperava a luz, veio-me a escuridão. |
| 27. O meu íntimo se agita sem cessar; e dias de aflição me sobrevêm. |
| 28. Ando de luto, sem a luz do sol; levanto-me na congregação e clamo por socorro. |
| 29. Sou irmão dos chacais e companheiro de avestruzes. |
| 30. Enegrecida se me cai a pele, e os meus ossos queimam em febre. |
| 31. Por isso, a minha harpa se me tornou em prantos de luto, e a minha flauta, em voz dos que choram. |
Almeida Revista e Atualizada: 162 of 324 days