Thus saith the LORD, The heaven is my throne, and the earth is my footstool: where is the house that ye build unto me? and where is the place of my rest? For all those things hath mine hand made, and all those things have been, saith the LORD: but to this man will I look, even to him that is poor and of a contrite spirit, and trembleth at my word. [Isaiah 66: 1-2]
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Old Testament (324 dias)
Almeida Revista e Atualizada: 157 of 324 days
| Jó: 13 |
|---|
| 1. Eis que tudo isso viram os meus olhos, e os meus ouvidos o ouviram e entenderam. |
| 2. Como vós o sabeis, também eu o sei; não vos sou inferior. |
| 3. Mas falarei ao Todo-Poderoso e quero defender-me perante Deus. |
| 4. Vós, porém, besuntais a verdade com mentiras e vós todos sois médicos que não valem nada. |
| 5. Tomara vos calásseis de todo, que isso seria a vossa sabedoria! |
| 6. Ouvi agora a minha defesa e atentai para os argumentos dos meus lábios. |
| 7. Porventura, falareis perversidade em favor de Deus e a seu favor falareis mentiras? |
| 8. Sereis parciais por ele? Contendereis a favor de Deus? |
| 9. Ser-vos-ia bom, se ele vos esquadrinhasse? Ou zombareis dele, como se zomba de um homem qualquer? |
| 10. Acerbamente vos repreenderá, se em oculto fordes parciais. |
| 11. Porventura, não vos amedrontará a sua dignidade, e não cairá sobre vós o seu terror? |
| 12. As vossas máximas são como provérbios de cinza, os vossos baluartes, baluartes de barro. |
| 13. Calai-vos perante mim, e falarei eu, e venha sobre mim o que vier. |
| 14. Tomarei a minha carne nos meus dentes e porei a vida na minha mão. |
| 15. Eis que me matará, já não tenho esperança; contudo, defenderei o meu procedimento. |
| 16. Também isto será a minha salvação, o fato de o ímpio não vir perante ele. |
| 17. Atentai para as minhas razões e dai ouvidos à minha exposição. |
| 18. Tenho já bem-encaminhada minha causa e estou certo de que serei justificado. |
| 19. Quem há que possa contender comigo? Neste caso, eu me calaria e renderia o espírito. |
| 20. Concede-me somente duas coisas; então, me não esconderei do teu rosto: |
| 21. alivia a tua mão de sobre mim, e não me espante o teu terror. |
| 22. Interpela-me, e te responderei ou deixa-me falar e tu me responderás. |
| 23. Quantas culpas e pecados tenho eu? Notifica-me a minha transgressão e o meu pecado. |
| 24. Por que escondes o rosto e me tens por teu inimigo? |
| 25. Queres aterrorizar uma folha arrebatada pelo vento? E perseguirás a palha seca? |
| 26. Pois decretas contra mim coisas amargas e me atribuis as culpas da minha mocidade. |
| 27. Também pões os meus pés no tronco, observas todos os meus caminhos e traças limites à planta dos meus pés, |
| 28. apesar de eu ser como uma coisa podre que se consome e como a roupa que é comida da traça. |
| Jó: 14 |
| 1. O homem, nascido de mulher, vive breve tempo, cheio de inquietação. |
| 2. Nasce como a flor e murcha; foge como a sombra e não permanece; |
| 3. e sobre tal homem abres os olhos e o fazes entrar em juízo contigo? |
| 4. Quem da imundícia poderá tirar coisa pura? Ninguém! |
| 5. Visto que os seus dias estão contados, contigo está o número dos seus meses; tu ao homem puseste limites além dos quais não passará. |
| 6. Desvia dele os olhares, para que tenha repouso, até que, como o jornaleiro, tenha prazer no seu dia. |
| 7. Porque há esperança para a árvore, pois, mesmo cortada, ainda se renovará, e não cessarão os seus rebentos. |
| 8. Se envelhecer na terra a sua raiz, e no chão morrer o seu tronco, |
| 9. ao cheiro das águas brotará e dará ramos como a planta nova. |
| 10. O homem, porém, morre e fica prostrado; expira o homem e onde está? |
| 11. Como as águas do lago se evaporam, e o rio se esgota e seca, |
| 12. assim o homem se deita e não se levanta; enquanto existirem os céus, não acordará, nem será despertado do seu sono. |
| 13. Que me encobrisses na sepultura e me ocultasses até que a tua ira se fosse, e me pusesses um prazo e depois te lembrasses de mim! |
| 14. Morrendo o homem, porventura tornará a viver? Todos os dias da minha luta esperaria, até que eu fosse substituído. |
| 15. Chamar-me-ias, e eu te responderia; terias saudades da obra de tuas mãos; |
| 16. e até contarias os meus passos e não levarias em conta os meus pecados. |
| 17. A minha transgressão estaria selada num saco, e terias encoberto as minhas iniquidades. |
| 18. Como o monte que se esboroa e se desfaz, e a rocha que se remove do seu lugar, |
| 19. como as águas gastam as pedras, e as cheias arrebatam o pó da terra, assim destróis a esperança do homem. |
| 20. Tu prevaleces para sempre contra ele, e ele passa, mudas-lhe o semblante e o despedes para o além. |
| 21. Os seus filhos recebem honras, e ele o não sabe; são humilhados, e ele o não percebe. |
| 22. Ele sente as dores apenas de seu próprio corpo, e só a seu respeito sofre a sua alma. |
| Jó: 15 |
| 1. Então, respondeu Elifaz, o temanita: |
| 2. Porventura, dará o sábio em resposta ciência de vento? E encher-se-á a si mesmo de vento oriental, |
| 3. arguindo com palavras que de nada servem e com razões de que nada aproveita? |
| 4. Tornas vão o temor de Deus e diminuis a devoção a ele devida. |
| 5. Pois a tua iniquidade ensina à tua boca, e tu escolheste a língua dos astutos. |
| 6. A tua própria boca te condena, e não eu; os teus lábios testificam contra ti. |
| 7. És tu, porventura, o primeiro homem que nasceu? Ou foste formado antes dos outeiros? |
| 8. Ou ouviste o secreto conselho de Deus e a ti só limitaste a sabedoria? |
| 9. Que sabes tu, que nós não saibamos? Que entendes, que não haja em nós? |
| 10. Também há entre nós encanecidos e idosos, muito mais idosos do que teu pai. |
| 11. Porventura, fazes pouco caso das consolações de Deus e das suaves palavras que te dirigimos nós? |
| 12. Por que te arrebata o teu coração? Por que flamejam os teus olhos, |
| 13. para voltares contra Deus o teu furor e deixares sair tais palavras da tua boca? |
| 14. Que é o homem, para que seja puro? E o que nasce de mulher, para ser justo? |
| 15. Eis que Deus não confia nem nos seus santos; nem os céus são puros aos seus olhos, |
| 16. quanto menos o homem, que é abominável e corrupto, que bebe a iniquidade como a água! |
| 17. Escuta-me, mostrar-to-ei; e o que tenho visto te contarei, |
| 18. o que os sábios anunciaram, que o ouviram de seus pais e não o ocultaram |
| 19. (aos quais somente se dera a terra, e nenhum estranho passou por entre eles): |
| 20. Todos os dias o perverso é atormentado, no curto número de anos que se reservam para o opressor. |
| 21. O sonido dos horrores está nos seus ouvidos; na prosperidade lhe sobrevém o assolador. |
| 22. Não crê que tornará das trevas, e sim que o espera a espada. |
| 23. Por pão anda vagueando, dizendo: Onde está? Bem sabe que o dia das trevas lhe está preparado, à mão. |
| 24. Assombram-no a angústia e a tribulação; prevalecem contra ele, como o rei preparado para a peleja, |
| 25. porque estendeu a mão contra Deus e desafiou o Todo-Poderoso; |
| 26. arremete contra ele obstinadamente, atrás da grossura dos seus escudos, |
| 27. porquanto cobriu o rosto com a sua gordura e criou enxúndia nas ilhargas; |
| 28. habitou em cidades assoladas, em casas em que ninguém devia morar, que estavam destinadas a se fazerem montões de ruínas. |
| 29. Por isso, não se enriquecerá, nem subsistirá a sua fazenda, nem se estenderão seus bens pela terra. |
| 30. Não escapará das trevas; a chama do fogo secará os seus renovos, e ao assopro da boca de Deus será arrebatado. |
| 31. Não confie, pois, na vaidade, enganando-se a si mesmo, porque a vaidade será a sua recompensa. |
| 32. Esta se lhe consumará antes dos seus dias, e o seu ramo não reverdecerá. |
| 33. Sacudirá as suas uvas verdes, como a vide, e deixará cair a sua flor, como a oliveira; |
| 34. pois a companhia dos ímpios será estéril, e o fogo consumirá as tendas de suborno. |
| 35. Concebem a malícia e dão à luz a iniquidade, pois o seu coração só prepara enganos. |
Almeida Revista e Atualizada: 157 of 324 days