Thus saith the LORD, The heaven is my throne, and the earth is my footstool: where is the house that ye build unto me? and where is the place of my rest? For all those things hath mine hand made, and all those things have been, saith the LORD: but to this man will I look, even to him that is poor and of a contrite spirit, and trembleth at my word. [Isaiah 66: 1-2]
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Old Testament (324 dias)
Almeida Revista e Atualizada: 14 of 324 days
| Gênesis: 40 |
|---|
| 1. Passadas estas coisas, aconteceu que o mordomo do rei do Egito e o padeiro ofenderam o seu senhor, o rei do Egito. |
| 2. Indignou-se Faraó contra os seus dois oficiais, o copeiro-chefe e o padeiro-chefe. |
| 3. E mandou detê-los na casa do comandante da guarda, no cárcere onde José estava preso. |
| 4. O comandante da guarda pô-los a cargo de José, para que os servisse; e por algum tempo estiveram na prisão. |
| 5. E ambos sonharam, cada um o seu sonho, na mesma noite; cada sonho com a sua própria significação, o copeiro e o padeiro do rei do Egito, que se achavam encarcerados. |
| 6. Vindo José, pela manhã, viu-os, e eis que estavam turbados. |
| 7. Então, perguntou aos oficiais de Faraó, que com ele estavam no cárcere da casa do seu senhor: Por que tendes, hoje, triste o semblante? |
| 8. Eles responderam: Tivemos um sonho, e não há quem o possa interpretar. Disse-lhes José: Porventura, não pertencem a Deus as interpretações? Contai-me o sonho. |
| 9. Então, o copeiro-chefe contou o seu sonho a José e lhe disse: Em meu sonho havia uma videira perante mim. |
| 10. E, na videira, três ramos; ao brotar a vide, havia flores, e seus cachos produziam uvas maduras. |
| 11. O copo de Faraó estava na minha mão; tomei as uvas, e as espremi no copo de Faraó, e o dei na própria mão de Faraó. |
| 12. Então, lhe disse José: Esta é a sua interpretação: os três ramos são três dias; |
| 13. dentro ainda de três dias, Faraó te reabilitará e te reintegrará no teu cargo, e tu lhe darás o copo na própria mão dele, segundo o costume antigo, quando lhe eras copeiro. |
| 14. Porém lembra-te de mim, quando tudo te correr bem; e rogo-te que sejas bondoso para comigo, e faças menção de mim a Faraó, e me faças sair desta casa; |
| 15. porque, de fato, fui roubado da terra dos hebreus; e, aqui, nada fiz, para que me pusessem nesta masmorra. |
| 16. Vendo o padeiro-chefe que a interpretação era boa, disse a José: Eu também sonhei, e eis que três cestos de pão alvo me estavam sobre a cabeça; |
| 17. e no cesto mais alto havia de todos os manjares de Faraó, arte de padeiro; e as aves os comiam do cesto na minha cabeça. |
| 18. Então, lhe disse José: A interpretação é esta: os três cestos são três dias; |
| 19. dentro ainda de três dias, Faraó te tirará fora a cabeça e te pendurará num madeiro, e as aves te comerão as carnes. |
| 20. No terceiro dia, que era aniversário de nascimento de Faraó, deu este um banquete a todos os seus servos; e, no meio destes, reabilitou o copeiro-chefe e condenou o padeiro-chefe. |
| 21. Ao copeiro-chefe reintegrou no seu cargo, no qual dava o copo na mão de Faraó; |
| 22. mas ao padeiro-chefe enforcou, como José havia interpretado. |
| 23. O copeiro-chefe, todavia, não se lembrou de José, porém dele se esqueceu. |
| Gênesis: 41 |
| 1. Passados dois anos completos, Faraó teve um sonho. Parecia-lhe achar-se ele de pé junto ao Nilo. |
| 2. Do rio subiam sete vacas formosas à vista e gordas e pastavam no carriçal. |
| 3. Após elas subiam do rio outras sete vacas, feias à vista e magras; e pararam junto às primeiras, na margem do rio. |
| 4. As vacas feias à vista e magras comiam as sete formosas à vista e gordas. Então, acordou Faraó. |
| 5. Tornando a dormir, sonhou outra vez. De uma só haste saíam sete espigas cheias e boas. |
| 6. E após elas nasciam sete espigas mirradas, crestadas do vento oriental. |
| 7. As espigas mirradas devoravam as sete espigas grandes e cheias. Então, acordou Faraó. Fora isto um sonho. |
| 8. De manhã, achando-se ele de espírito perturbado, mandou chamar todos os magos do Egito e todos os seus sábios e lhes contou os sonhos; mas ninguém havia que lhos interpretasse. |
| 9. Então, disse a Faraó o copeiro-chefe: Lembro-me hoje das minhas ofensas. |
| 10. Estando Faraó mui indignado contra os seus servos e pondo-me sob prisão na casa do comandante da guarda, a mim e ao padeiro-chefe, |
| 11. tivemos um sonho na mesma noite, eu e ele; sonhamos, e cada sonho com a sua própria significação. |
| 12. Achava-se conosco um jovem hebreu, servo do comandante da guarda; contamos-lhe os nossos sonhos, e ele no-los interpretou, a cada um segundo o seu sonho. |
| 13. E como nos interpretou, assim mesmo se deu: eu fui restituído ao meu cargo, o outro foi enforcado. |
| 14. Então, Faraó mandou chamar a José, e o fizeram sair à pressa da masmorra; ele se barbeou, mudou de roupa e foi apresentar-se a Faraó. |
| 15. Este lhe disse: Tive um sonho, e não há quem o interprete. Ouvi dizer, porém, a teu respeito que, quando ouves um sonho, podes interpretá-lo. |
| 16. Respondeu-lhe José: Não está isso em mim; mas Deus dará resposta favorável a Faraó. |
| 17. Então, contou Faraó a José: No meu sonho, estava eu de pé na margem do Nilo, |
| 18. e eis que subiam dele sete vacas gordas e formosas à vista e pastavam no carriçal. |
| 19. Após estas subiam outras vacas, fracas, mui feias à vista e magras; nunca vi outras assim disformes, em toda a terra do Egito. |
| 20. E as vacas magras e ruins comiam as primeiras sete gordas; |
| 21. e, depois de as terem engolido, não davam aparência de as terem devorado, pois o seu aspecto continuava ruim como no princípio. Então, acordei. |
| 22. Depois, vi, em meu sonho, que sete espigas saíam da mesma haste, cheias e boas; |
| 23. após elas nasceram sete espigas secas, mirradas e crestadas do vento oriental. |
| 24. As sete espigas mirradas devoravam as sete espigas boas. Contei-o aos magos, mas ninguém houve que mo interpretasse. |
| 25. Então, lhe respondeu José: O sonho de Faraó é apenas um; Deus manifestou a Faraó o que há de fazer. |
| 26. As sete vacas boas serão sete anos; as sete espigas boas, também sete anos; o sonho é um só. |
| 27. As sete vacas magras e feias, que subiam após as primeiras, serão sete anos, bem como as sete espigas mirradas e crestadas do vento oriental serão sete anos de fome. |
| 28. Esta é a palavra, como acabo de dizer a Faraó, que Deus manifestou a Faraó que ele há de fazer. |
| 29. Eis aí vêm sete anos de grande abundância por toda a terra do Egito. |
| 30. Seguir-se-ão sete anos de fome, e toda aquela abundância será esquecida na terra do Egito, e a fome consumirá a terra; |
| 31. e não será lembrada a abundância na terra, em vista da fome que seguirá, porque será gravíssima. |
| 32. O sonho de Faraó foi dúplice, porque a coisa é estabelecida por Deus, e Deus se apressa a fazê-la. |
| 33. Agora, pois, escolha Faraó um homem ajuizado e sábio e o ponha sobre a terra do Egito. |
| 34. Faça isso Faraó, e ponha administradores sobre a terra, e tome a quinta parte dos frutos da terra do Egito nos sete anos de fartura. |
| 35. Ajuntem os administradores toda a colheita dos bons anos que virão, recolham cereal debaixo do poder de Faraó, para mantimento nas cidades, e o guardem. |
| 36. Assim, o mantimento será para abastecer a terra nos sete anos da fome que haverá no Egito; para que a terra não pereça de fome. |
| 37. O conselho foi agradável a Faraó e a todos os seus oficiais. |
| 38. Disse Faraó aos seus oficiais: Acharíamos, porventura, homem como este, em quem há o Espírito de Deus? |
| 39. Depois, disse Faraó a José: Visto que Deus te fez saber tudo isto, ninguém há tão ajuizado e sábio como tu. |
| 40. Administrarás a minha casa, e à tua palavra obedecerá todo o meu povo; somente no trono eu serei maior do que tu. |
| 41. Disse mais Faraó a José: Vês que te faço autoridade sobre toda a terra do Egito. |
| 42. Então, tirou Faraó o seu anel de sinete da mão e o pôs na mão de José, fê-lo vestir roupas de linho fino e lhe pôs ao pescoço um colar de ouro. |
| 43. E fê-lo subir ao seu segundo carro, e clamavam diante dele: Inclinai-vos! Desse modo, o constituiu sobre toda a terra do Egito. |
| 44. Disse ainda Faraó a José: Eu sou Faraó, contudo sem a tua ordem ninguém levantará mão ou pé em toda a terra do Egito. |
| 45. E a José chamou Faraó de Zafenate-Paneia e lhe deu por mulher a Asenate, filha de Potífera, sacerdote de Om; e percorreu José toda a terra do Egito. |
| 46. Era José da idade de trinta anos quando se apresentou a Faraó, rei do Egito, e andou por toda a terra do Egito. |
| 47. Nos sete anos de fartura a terra produziu abundantemente. |
| 48. E ajuntou José todo o mantimento que houve na terra do Egito durante os sete anos e o guardou nas cidades; o mantimento do campo ao redor de cada cidade foi guardado na mesma cidade. |
| 49. Assim, ajuntou José muitíssimo cereal, como a areia do mar, até perder a conta, porque ia além das medidas. |
| 50. Antes de chegar a fome, nasceram dois filhos a José, os quais lhe deu Asenate, filha de Potífera, sacerdote de Om. |
| 51. José ao primogênito chamou de Manassés, pois disse: Deus me fez esquecer de todos os meus trabalhos e de toda a casa de meu pai. |
| 52. Ao segundo, chamou-lhe Efraim, pois disse: Deus me fez próspero na terra da minha aflição. |
| 53. Passados os sete anos de abundância, que houve na terra do Egito, |
| 54. começaram a vir os sete anos de fome, como José havia predito; e havia fome em todas as terras, mas em toda a terra do Egito havia pão. |
| 55. Sentindo toda a terra do Egito a fome, clamou o povo a Faraó por pão; e Faraó dizia a todos os egípcios: Ide a José; o que ele vos disser fazei. |
| 56. Havendo, pois, fome sobre toda a terra, abriu José todos os celeiros e vendia aos egípcios; porque a fome prevaleceu na terra do Egito. |
| 57. E todas as terras vinham ao Egito, para comprar de José, porque a fome prevaleceu em todo o mundo. |
| Gênesis: 42 |
| 1. Sabedor Jacó de que havia mantimento no Egito, disse a seus filhos: Por que estais aí a olhar uns para os outros? |
| 2. E ajuntou: Tenho ouvido que há cereais no Egito; descei até lá e comprai-nos deles, para que vivamos e não morramos. |
| 3. Então, desceram dez dos irmãos de José, para comprar cereal do Egito. |
| 4. A Benjamim, porém, irmão de José, não enviou Jacó na companhia dos irmãos, porque dizia: Para que não lhe suceda, acaso, algum desastre. |
| 5. Entre os que iam, pois, para lá, foram também os filhos de Israel; porque havia fome na terra de Canaã. |
| 6. José era governador daquela terra; era ele quem vendia a todos os povos da terra; e os irmãos de José vieram e se prostraram rosto em terra, perante ele. |
| 7. Vendo José a seus irmãos, reconheceu-os, porém não se deu a conhecer, e lhes falou asperamente, e lhes perguntou: Donde vindes? Responderam: Da terra de Canaã, para comprar mantimento. |
| 8. José reconheceu os irmãos; porém eles não o reconheceram. |
| 9. Então, se lembrou José dos sonhos que tivera a respeito deles e lhes disse: Vós sois espiões e viestes para ver os pontos fracos da terra. |
| 10. Responderam-lhe: Não, senhor meu; mas vieram os teus servos para comprar mantimento. |
| 11. Somos todos filhos de um mesmo homem; somos homens honestos; os teus servos não são espiões. |
| 12. Ele, porém, lhes respondeu: Nada disso; pelo contrário, viestes para ver os pontos fracos da terra. |
| 13. Eles disseram: Nós, teus servos, somos doze irmãos, filhos de um homem na terra de Canaã; o mais novo está hoje com nosso pai, outro já não existe. |
| 14. Então, lhes falou José: É como já vos disse: sois espiões. |
| 15. Nisto sereis provados: pela vida de Faraó, daqui não saireis, sem que primeiro venha o vosso irmão mais novo. |
| 16. Enviai um dentre vós, que traga vosso irmão; vós ficareis detidos para que sejam provadas as vossas palavras, se há verdade no que dizeis; ou se não, pela vida de Faraó, sois espiões. |
| 17. E os meteu juntos em prisão três dias. |
| 18. Ao terceiro dia, disse-lhes José: Fazei o seguinte e vivereis, pois temo a Deus. |
| 19. Se sois homens honestos, fique detido um de vós na casa da vossa prisão; vós outros ide, levai cereal para suprir a fome das vossas casas. |
| 20. E trazei-me vosso irmão mais novo, com o que serão verificadas as vossas palavras, e não morrereis. E eles se dispuseram a fazê-lo. |
| 21. Então, disseram uns aos outros: Na verdade, somos culpados, no tocante a nosso irmão, pois lhe vimos a angústia da alma, quando nos rogava, e não lhe acudimos; por isso, nos vem esta ansiedade. |
| 22. Respondeu-lhes Rúben: Não vos disse eu: Não pequeis contra o jovem? E não me quisestes ouvir. Pois vedes aí que se requer de nós o seu sangue. |
| 23. Eles, porém, não sabiam que José os entendia, porque lhes falava por intérprete. |
| 24. E, retirando-se deles, chorou; depois, tornando, lhes falou; tomou a Simeão dentre eles e o algemou na presença deles. |
| 25. Ordenou José que lhes enchessem de cereal os sacos, e lhes restituíssem o dinheiro, a cada um no saco de cereal, e os suprissem de comida para o caminho; e assim lhes foi feito. |
| 26. E carregaram o cereal sobre os seus jumentos e partiram dali. |
| 27. Abrindo um deles o saco de cereal, para dar de comer ao seu jumento na estalagem, deu com o dinheiro na boca do saco de cereal. |
| 28. Então, disse aos irmãos: Devolveram o meu dinheiro; aqui está na boca do saco de cereal. Desfaleceu-lhes o coração, e, atemorizados, entreolhavam-se, dizendo: Que é isto que Deus nos fez? |
| 29. E vieram para Jacó, seu pai, na terra de Canaã, e lhe contaram tudo o que lhes acontecera, dizendo: |
| 30. O homem, o senhor da terra, falou conosco asperamente e nos tratou como espiões da terra. |
| 31. Dissemos-lhe: Somos homens honestos; não somos espiões; |
| 32. somos doze irmãos, filhos de um mesmo pai; um já não existe, e o mais novo está hoje com nosso pai na terra de Canaã. |
| 33. Respondeu-nos o homem, o senhor da terra: Nisto conhecerei que sois homens honestos: deixai comigo um de vossos irmãos, tomai o cereal para remediar a fome de vossas casas e parti; |
| 34. trazei-me vosso irmão mais novo; assim saberei que não sois espiões, mas homens honestos. Então, vos entregarei vosso irmão, e negociareis na terra. |
| 35. Aconteceu que, despejando eles os sacos de cereal, eis cada um tinha a sua trouxinha de dinheiro no saco de cereal; e viram as trouxinhas com o dinheiro, eles e seu pai, e temeram. |
| 36. Então, lhes disse Jacó, seu pai: Tendes-me privado de filhos: José já não existe, Simeão não está aqui, e ides levar a Benjamim! Todas estas coisas me sobrevêm. |
| 37. Mas Rúben disse a seu pai: Mata os meus dois filhos, se to não tornar a trazer; entrega-mo, e eu to restituirei. |
| 38. Ele, porém, disse: Meu filho não descerá convosco; seu irmão é morto, e ele ficou só; se lhe sucede algum desastre no caminho por onde fordes, fareis descer minhas cãs com tristeza à sepultura. |
Almeida Revista e Atualizada: 14 of 324 days