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Thus saith the LORD, The heaven is my throne, and the earth is my footstool: where is the house that ye build unto me? and where is the place of my rest? For all those things hath mine hand made, and all those things have been, saith the LORD: but to this man will I look, even to him that is poor and of a contrite spirit, and trembleth at my word. [Isaiah 66: 1-2]

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Old Testament (324 dias)

Almeida Corrigida Fiel: 159 of 324 days Today

Jó: 19
1. Respondeu, porém, Jó, dizendo:
2. Até quando afligireis a minha alma, e me quebrantareis com palavras?
3. Já dez vezes me vituperastes; não tendes vergonha de injuriar-me.
4. Embora haja eu, na verdade, errado, comigo ficará o meu erro.
5. Se deveras vos quereis engrandecer contra mim, e repreender-me pelo meu opróbrio,
6. Sabei agora que Deus é o que me transtornou, e com a sua rede me cercou.
7. Eis que clamo: Violência! Porém não sou ouvido. Grito: Socorro! Porém não há justiça.
8. O meu caminho ele entrincheirou, e já não posso passar, e nas minhas veredas pôs trevas.
9. Da minha honra me despojou; e tirou-me a coroa da minha cabeça.
10. Quebrou-me de todos os lados, e eu me vou; e arrancou a minha esperança, como a uma árvore.
11. E fez inflamar contra mim a sua ira, e me reputou para consigo, como a seus inimigos.
12. Juntas vieram as suas tropas, e prepararam contra mim o seu caminho, e se acamparam ao redor da minha tenda.
13. Pôs longe de mim a meus irmãos, e os que me conhecem, como estranhos se apartaram de mim.
14. Os meus parentes me deixaram, e os meus conhecidos se esqueceram de mim.
15. Os meus domésticos e as minhas servas me reputaram como um estranho, e vim a ser um estrangeiro aos seus olhos.
16. Chamei a meu criado, e ele não me respondeu; cheguei a suplicar-lhe com a minha própria boca.
17. O meu hálito se fez estranho à minha mulher; tanto que supliquei o interesse dos filhos do meu corpo.
18. Até os pequeninos me desprezam, e, levantando-me eu, falam contra mim.
19. Todos os homens da minha confidência me abominam, e até os que eu amava se tornaram contra mim.
20. Os meus ossos se apegaram à minha pele e à minha carne, e escapei só com a pele dos meus dentes.
21. Compadecei-vos de mim, amigos meus, compadecei-vos de mim, porque a mão de Deus me tocou.
22. Por que me perseguis assim como Deus, e da minha carne não vos fartais?
23. Quem me dera agora, que as minhas palavras fossem escritas! Quem me dera, fossem gravadas num livro!
24. E que, com pena de ferro, e com chumbo, para sempre fossem esculpidas na rocha.
25. Porque eu sei que o meu Redentor vive, e que por fim se levantará sobre a terra.
26. E depois de consumida a minha pele, contudo ainda em minha carne verei a Deus,
27. Vê-lo-ei, por mim mesmo, e os meus olhos, e não outros o contemplarão; e por isso as minhas entranhas se consomem no meu interior.
28. Na verdade, que devíeis dizer: Por que o perseguimos? Pois a raiz da acusação se acha em mim.
29. Temei vós mesmos a espada; porque o furor traz os castigos da espada, para saberdes que há um juízo.
Jó: 20
1. Então respondeu Zofar, o naamatita, e disse:
2. Visto que os meus pensamentos me fazem responder, eu me apresso.
3. Eu ouvi a repreensão, que me envergonha, mas o espírito do meu entendimento responderá por mim.
4. Porventura não sabes tu que desde a antiguidade, desde que o homem foi posto sobre a terra,
5. O júbilo dos ímpios é breve, e a alegria dos hipócritas momentânea?
6. Ainda que a sua altivez suba até ao céu, e a sua cabeça chegue até às nuvens.
7. Contudo, como o seu próprio esterco, perecerá para sempre; e os que o viam dirão: Onde está?
8. Como um sonho voará, e não será achado, e será afugentado como uma visão da noite.
9. O olho, que já o viu, jamais o verá, nem o seu lugar o verá mais.
10. Os seus filhos procurarão agradar aos pobres, e as suas mãos restituirão os seus bens.
11. Os seus ossos estão cheios do vigor da sua mocidade, mas este se deitará com ele no pó.
12. Ainda que o mal lhe seja doce na boca, e ele o esconda debaixo da sua língua,
13. E o guarde, e não o deixe, antes o retenha no seu paladar,
14. Contudo a sua comida se mudará nas suas entranhas; fel de áspides será interiormente.
15. Engoliu riquezas, porém vomitá-las-á; do seu ventre Deus as lançará.
16. Veneno de áspides sorverá; língua de víbora o matará.
17. Não verá as correntes, os rios e os ribeiros de mel e manteiga.
18. Restituirá o seu trabalho, e não o engolirá; conforme ao poder de sua mudança, e não saltará de gozo.
19. Porquanto oprimiu e desamparou os pobres, e roubou a casa que não edificou.
20. Porquanto não sentiu sossego no seu ventre; nada salvará das coisas por ele desejadas.
21. Nada lhe sobejará do que coma; por isso as suas riquezas não durarão.
22. Sendo plena a sua abastança, estará angustiado; toda a força da miséria virá sobre ele.
23. Mesmo estando ele a encher a sua barriga, Deus mandará sobre ele o ardor da sua ira, e a fará chover sobre ele quando for comer.
24. Ainda que fuja das armas de ferro, o arco de bronze o atravessará.
25. Desembainhará a espada que sairá do seu corpo, e resplandecendo virá do seu fel; e haverá sobre ele assombros.
26. Toda a escuridão se ocultará nos seus esconderijos; um fogo não assoprado o consumirá, irá mal com o que ficar na sua tenda.
27. Os céus manifestarão a sua iniquidade; e a terra se levantará contra ele.
28. As riquezas de sua casa serão transportadas; no dia da sua ira todas se derramarão.
29. Esta, da parte de Deus, é a porção do homem ímpio; esta é a herança que Deus lhe decretou.
Jó: 21
1. Respondeu, porém, Jó, dizendo:
2. Ouvi atentamente as minhas razões; e isto vos sirva de consolação.
3. Sofrei-me, e eu falarei; e havendo eu falado, zombai.
4. Porventura eu me queixo de algum homem? Porém, ainda que assim fosse, por que não se angustiaria o meu espírito?
5. Olhai para mim, e pasmai; e ponde a mão sobre a boca.
6. Porque, quando me lembro disto me perturbo, e a minha carne é sobressaltada de horror.
7. Por que razão vivem os ímpios, envelhecem, e ainda se robustecem em poder?
8. A sua descendência se estabelece com eles perante a sua face; e os seus renovos perante os seus olhos.
9. As suas casas têm paz, sem temor; e a vara de Deus não está sobre eles.
10. O seu touro gera, e não falha; pare a sua vaca, e não aborta.
11. Fazem sair as suas crianças, como a um rebanho, e seus filhos andam saltando.
12. Levantam a voz, ao som do tamboril e da harpa, e alegram-se ao som do órgão.
13. Na prosperidade gastam os seus dias, e num momento descem à sepultura.
14. E, todavia, dizem a Deus: Retira-te de nós; porque não desejamos ter conhecimento dos teus caminhos.
15. Quem é o Todo-Poderoso, para que nós o sirvamos? E que nos aproveitará que lhe façamos orações?
16. Vede, porém, que a prosperidade não está nas mãos deles; esteja longe de mim o conselho dos ímpios!
17. Quantas vezes sucede que se apaga a lâmpada dos ímpios, e lhes sobrevém a sua destruição? E Deus na sua ira lhes reparte dores!
18. Porque são como a palha diante do vento, e como a pragana, que arrebata o redemoinho.
19. Deus guarda a sua violência para seus filhos, e dá-lhe o pago, para que o conheça.
20. Seus olhos verão a sua ruína, e ele beberá do furor do Todo-Poderoso.
21. Por que, que prazer teria na sua casa, depois de morto, cortando-se-lhe o número dos seus meses?
22. Porventura a Deus se ensinaria conhecimento, a ele que julga os excelsos?
23. Um morre na força da sua plenitude, estando inteiramente sossegado e tranquilo.
24. Com seus baldes cheios de leite, e a medula dos seus ossos umedecida.
25. E outro, ao contrário, morre na amargura do seu coração, não havendo provado do bem.
26. Juntamente jazem no pó, e os vermes os cobrem.
27. Eis que conheço bem os vossos pensamentos; e os maus intentos com que injustamente me fazeis violência.
28. Porque direis: Onde está a casa do príncipe, e onde a tenda em que moravam os ímpios?
29. Porventura não perguntastes aos que passam pelo caminho, e não conheceis os seus sinais,
30. Que o mau é preservado para o dia da destruição; e arrebatado no dia do furor?
31. Quem acusará diante dele o seu caminho, e quem lhe dará o pago do que faz?
32. Finalmente é levado à sepultura, e vigiam-lhe o túmulo.
33. Os torrões do vale lhe são doces, e o seguirão todos os homens; e adiante dele foram inumeráveis.
34. Como, pois, me consolais com vaidade? Pois nas vossas respostas ainda resta a transgressão.

Almeida Corrigida Fiel: 159 of 324 days


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