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Assim diz o SENHOR: O céu é o meu trono, e a terra o escabelo dos meus pés; que casa me edificaríeis vós? E qual seria o lugar do meu descanso? Porque a minha mão fez todas estas coisas, e assim todas elas foram feitas, diz o SENHOR; mas para esse olharei, para o pobre e abatido de espírito, e que treme da minha palavra. [Isaías 66: 1-2]

    Gênesis 43

  • 1. A fome continuava rigorosa na terra.
  • 2. Assim, quando acabou todo o trigo que os filhos de Jacó tinham trazido do Egito, seu pai lhes disse: “Voltem e comprem um pouco mais de comida para nós”.
  • 3. Mas Judá lhe disse: “O homem nos advertiu severamente: ‘Não voltem à minha presença, a não ser que tragam o seu irmão’.
  • 4. Se enviares o nosso irmão conosco, desceremos e compraremos comida para ti.
  • 5. Mas, se não o enviares conosco, não iremos, porque foi assim que o homem falou: ‘Não voltem à minha presença, a não ser que tragam o seu irmão’ ”.
  • 6. Israel perguntou: “Por que me causaram esse mal, contando àquele homem que tinham outro irmão?”
  • 7. E lhe responderam: “Ele nos interrogou sobre nós e sobre nossa família. E também nos perguntou: ‘O pai de vocês ainda está vivo? Vocês têm outro irmão?’ Nós simplesmente respondemos ao que ele nos perguntou. Como poderíamos saber que ele exigiria que levássemos o nosso irmão?”
  • 8. Então disse Judá a Israel, seu pai: “Deixa o jovem ir comigo e partiremos imediatamente, a fim de que tu, nós e nossas crianças sobrevivamos e não venhamos a morrer.
  • 9. Eu me comprometo pessoalmente pela segurança dele; podes me considerar responsável por ele. Se eu não o trouxer de volta e não o colocar bem aqui na tua presença, serei culpado diante de ti pelo resto da minha vida.
  • 10. Como se vê, se não tivéssemos demorado tanto, já teríamos ido e voltado duas vezes”.
  • 11. Então Israel, seu pai, lhes disse: “Se tem que ser assim, que seja! Coloquem alguns dos melhores produtos da nossa terra na bagagem e levem-nos como presente ao tal homem: um pouco de bálsamo, um pouco de mel, algumas especiarias e mirra, algumas nozes de pistache e amêndoas.
  • 12. Levem prata em dobro, e devolvam a prata que foi colocada de volta na boca da bagagem de vocês. Talvez isso tenha acontecido por engano.
  • 13. Peguem também o seu irmão e voltem àquele homem.
  • 14. Que o Deus todo-poderoso lhes conceda misericórdia diante daquele homem, para que ele permita que o seu outro irmão e Benjamim voltem com vocês. Quanto a mim, se ficar sem filhos, sem filhos ficarei”.
  • 15. Então os homens desceram ao Egito, levando o presente, prata em dobro e Benjamim, e foram à presença de José.
  • 16. Quando José viu Benjamim com eles, disse ao administrador de sua casa: “Leve estes homens à minha casa, mate um animal e prepare-o; eles almoçarão comigo ao meio-dia”.
  • 17. Ele fez o que lhe fora ordenado e levou-os à casa de José.
  • 18. Eles ficaram com medo, quando foram levados à casa de José, e pensaram: “Trouxeram-nos aqui por causa da prata que foi devolvida às nossas bagagens na primeira vez. Ele quer atacar-nos, subjugar-nos, tornar-nos escravos e tomar de nós os nossos jumentos”.
  • 19. Por isso, dirigiram-se ao administrador da casa de José e lhe disseram à entrada da casa:
  • 20. “Ouça, senhor! A primeira vez que viemos aqui foi realmente para comprar comida.
  • 21. Mas, no lugar em que paramos para pernoitar, abrimos nossas bagagens e cada um de nós encontrou a prata que tinha trazido, na quantia exata. Por isso a trouxemos de volta conosco,
  • 22. além de mais prata, para comprar comida. Não sabemos quem pôs a prata em nossa bagagem”.
  • 23. “Fiquem tranquilos”, disse o administrador. “Não tenham medo. O seu Deus, o Deus de seu pai, foi quem lhes deu um tesouro em suas bagagens, porque a prata de vocês eu recebi.” Então soltou Simeão e o levou à presença deles.
  • 24. Em seguida, os levou à casa de José, deu-lhes água para lavarem os pés e forragem para os seus jumentos.
  • 25. Eles então prepararam o presente para a chegada de José ao meio-dia, porque ficaram sabendo que iriam almoçar ali.
  • 26. Quando José chegou, eles o presentearam com o que tinham trazido e curvaram-se diante dele até o chão.
  • 27. Ele então lhes perguntou como passavam e disse em seguida: “Como vai o pai de vocês, o homem idoso de quem me falaram? Ainda está vivo?”
  • 28. Eles responderam: “Teu servo, nosso pai, ainda vive e passa bem”. E se curvaram para prestar-lhe honra.
  • 29. Olhando ao redor e vendo seu irmão Benjamim, filho de sua mãe, José perguntou: “É este o irmão caçula de quem me falaram?” E acrescentou: “Deus lhe conceda graça, meu filho”.
  • 30. Profundamente emocionado por causa de seu irmão, José apressou-se em sair à procura de um lugar para chorar, e, entrando em seu quarto, chorou.
  • 31. Depois de lavar o rosto, saiu e, controlando-se, disse: “Sirvam a comida”.
  • 32. Serviram a ele em separado dos seus irmãos e também dos egípcios que comiam com ele, porque os egípcios não podiam comer com os hebreus, pois isso era sacrilégio para eles.
  • 33. Seus irmãos foram colocados à mesa perante ele por ordem de idade, do mais velho ao mais moço, e olhavam perplexos uns para os outros.
  • 34. Então lhes serviram da comida da mesa de José, e a porção de Benjamim era cinco vezes maior que a dos outros. E eles festejaram e beberam à vontade.
  • Marcos 14

  • 1. Faltavam apenas dois dias para a Páscoa e para a festa dos pães sem fermento. Os chefes dos sacerdotes e os mestres da lei estavam procurando um meio de flagrar Jesus em algum erro e matá-lo.
  • 2. Mas diziam: “Não durante a festa, para que não haja tumulto entre o povo”.
  • 3. Estando Jesus em Betânia, reclinado à mesa na casa de um homem conhecido como Simão, o leproso, aproximou-se dele certa mulher com um frasco de alabastro contendo um perfume muito caro, feito de nardo puro. Ela quebrou o frasco e derramou o perfume sobre a cabeça de Jesus.
  • 4. Alguns dos presentes começaram a dizer uns aos outros, indignados: “Por que este desperdício de perfume?
  • 5. Ele poderia ser vendido por trezentos denários , e o dinheiro ser dado aos pobres”. E eles a repreendiam severamente.
  • 6. “Deixem-na em paz”, disse Jesus. “Por que a estão perturbando? Ela praticou uma boa ação para comigo.
  • 7. Pois os pobres vocês sempre terão com vocês e poderão ajudá-los sempre que o desejarem. Mas a mim vocês nem sempre terão.
  • 8. Ela fez o que pôde. Derramou o perfume em meu corpo antecipadamente, preparando-o para o sepultamento.
  • 9. Eu asseguro que onde quer que o evangelho for anunciado, em todo o mundo, também o que ela fez será contado em sua memória.”
  • 10. Então Judas Iscariotes, um dos Doze, dirigiu-se aos chefes dos sacerdotes a fim de lhes entregar Jesus.
  • 11. A proposta muito os alegrou, e lhe prometeram dinheiro. Assim, ele procurava uma oportunidade para entregá-lo.
  • 12. No primeiro dia da festa dos pães sem fermento, quando se costumava sacrificar o cordeiro pascal, os discípulos de Jesus lhe perguntaram: “Aonde queres que vamos e te preparemos a refeição da Páscoa?”
  • 13. Então ele enviou dois de seus discípulos, dizendo-lhes: “Entrem na cidade, e um homem carregando um pote de água virá ao encontro de vocês. Sigam-no
  • 14. e digam ao dono da casa em que ele entrar: O Mestre pergunta: Onde é o meu salão de hóspedes, no qual poderei comer a Páscoa com meus discípulos?
  • 15. Ele mostrará uma ampla sala no andar superior, mobiliada e pronta. Façam ali os preparativos para nós”.
  • 16. Os discípulos se retiraram, entraram na cidade e encontraram tudo como Jesus lhes tinha dito. E prepararam a Páscoa.
  • 17. Ao anoitecer, Jesus chegou com os Doze.
  • 18. Quando estavam comendo, reclinados à mesa, Jesus disse: “Digo que certamente um de vocês me trairá, alguém que está comendo comigo”.
  • 19. Eles ficaram tristes e, um por um, lhe disseram: “Com certeza não sou eu!”
  • 20. Afirmou Jesus: “É um dos Doze, alguém que come comigo do mesmo prato.
  • 21. O Filho do homem vai, como está escrito a seu respeito. Mas ai daquele que trai o Filho do homem! Melhor lhe seria não haver nascido”.
  • 22. Enquanto comiam, Jesus tomou o pão, deu graças, partiu-o, e o deu aos discípulos, dizendo: “Tomem; isto é o meu corpo”.
  • 23. Em seguida tomou o cálice, deu graças, ofereceu-o aos discípulos, e todos beberam.
  • 24. E disse-lhes: “Isto é o meu sangue da aliança , que é derramado em favor de muitos.
  • 25. Eu afirmo que não beberei outra vez do fruto da videira, até aquele dia em que beberei o vinho novo no Reino de Deus”.
  • 26. Depois de terem cantado um hino, saíram para o monte das Oliveiras.
  • 27. Disse-lhes Jesus: “Vocês todos me abandonarão. Pois está escrito: “ ‘Ferirei o pastor, e as ovelhas serão dispersas’.
  • 28. Mas, depois de ressuscitar, irei adiante de vocês para a Galileia”.
  • 29. Pedro declarou: “Ainda que todos te abandonem, eu não te abandonarei!”
  • 30. Respondeu Jesus: “Asseguro que ainda hoje, esta noite, antes que duas vezes cante o galo, três vezes você me negará”.
  • 31. Mas Pedro insistia ainda mais: “Mesmo que seja preciso que eu morra contigo, nunca te negarei”. E todos os outros disseram o mesmo.
  • 32. Então foram para um lugar chamado Getsêmani, e Jesus disse aos seus discípulos: “Sentem-se aqui enquanto vou orar”.
  • 33. Levou consigo Pedro, Tiago e João, e começou a ficar aflito e angustiado.
  • 34. E lhes disse: “A minha alma está profundamente triste, numa tristeza mortal. Fiquem aqui e vigiem”.
  • 35. Indo um pouco mais adiante, prostrou-se e orava para que, se possível, fosse afastada dele aquela hora.
  • 36. E dizia: “Aba , Pai, tudo te é possível. Afasta de mim este cálice; contudo, não seja o que eu quero, mas sim o que tu queres”.
  • 37. Então, voltou aos seus discípulos e os encontrou dormindo. “Simão”, disse ele a Pedro, “você está dormindo? Não pôde vigiar nem por uma hora?
  • 38. Vigiem e orem para que não caiam em tentação. O espírito está pronto, mas a carne é fraca.”
  • 39. Mais uma vez ele se afastou e orou, repetindo as mesmas palavras.
  • 40. Quando voltou, de novo os encontrou dormindo, porque seus olhos estavam pesados. Eles não sabiam o que lhe dizer.
  • 41. Voltando pela terceira vez, ele lhes disse: “Vocês ainda dormem e descansam? Basta! Chegou a hora! Eis que o Filho do homem está sendo entregue nas mãos dos pecadores.
  • 42. Levantem-se e vamos! Aí vem aquele que me trai!”
  • 43. Enquanto ele ainda falava, apareceu Judas, um dos Doze. Com ele estava uma multidão armada de espadas e varas, enviada pelos chefes dos sacerdotes, mestres da lei e líderes religiosos.
  • 44. O traidor havia combinado um sinal com eles: “Aquele a quem eu saudar com um beijo, é ele: prendam-no e levem-no em segurança”.
  • 45. Dirigindo-se imediatamente a Jesus, Judas disse: “Mestre!”, e o beijou.
  • 46. Os homens agarraram Jesus e o prenderam.
  • 47. Então, um dos que estavam por perto puxou a espada e feriu o servo do sumo sacerdote, decepando-lhe a orelha.
  • 48. Disse Jesus: “Estou eu chefiando alguma rebelião, para que vocês venham me prender com espadas e varas?
  • 49. Todos os dias eu estive com vocês, ensinando no templo, e vocês não me prenderam. Mas as Escrituras precisam ser cumpridas”.
  • 50. Então todos o abandonaram e fugiram.
  • 51. Um jovem, vestindo apenas um lençol de linho, estava seguindo Jesus. Quando tentaram prendê-lo,
  • 52. ele fugiu nu, deixando o lençol para trás.
  • 53. Levaram Jesus ao sumo sacerdote; e então se reuniram todos os chefes dos sacerdotes, os líderes religiosos e os mestres da lei.
  • 54. Pedro o seguiu de longe até o pátio do sumo sacerdote. Sentando-se ali com os guardas, esquentava-se junto ao fogo.
  • 55. Os chefes dos sacerdotes e todo o Sinédrio estavam procurando depoimentos contra Jesus, para que pudessem condená-lo à morte, mas não encontravam nenhum.
  • 56. Muitos testemunharam falsamente contra ele, mas as declarações deles não eram coerentes.
  • 57. Então se levantaram alguns e declararam falsamente contra ele:
  • 58. “Nós o ouvimos dizer: ‘Destruirei este templo feito por mãos humanas e em três dias construirei outro, não feito por mãos de homens’ ”.
  • 59. Mas, nem mesmo assim, o depoimento deles era coerente.
  • 60. Depois o sumo sacerdote levantou-se diante deles e perguntou a Jesus: “Você não vai responder à acusação que estes fazem sobre você?”
  • 61. Mas Jesus permaneceu em silêncio e nada respondeu. Outra vez o sumo sacerdote lhe perguntou: “Você é o Cristo, o Filho do Deus Bendito?”
  • 62. “Sou”, disse Jesus. “E vereis o Filho do homem assentado à direita do Poderoso vindo com as nuvens do céu.”
  • 63. O sumo sacerdote, rasgando as próprias vestes, perguntou: “Por que precisamos de mais testemunhas?
  • 64. Vocês ouviram a blasfêmia. Que acham?” Todos o julgaram digno de morte.
  • 65. Então alguns começaram a cuspir nele; vendaram-lhe os olhos e, dando-lhe murros, diziam: “Profetize!” E os guardas o levaram, dando-lhe tapas.
  • 66. Estando Pedro embaixo, no pátio, uma das criadas do sumo sacerdote passou por ali.
  • 67. Vendo Pedro a aquecer-se, olhou bem para ele e disse: “Você também estava com Jesus, o Nazareno”.
  • 68. Contudo ele o negou, dizendo: “Não o conheço, nem sei do que você está falando”. E saiu para o alpendre.
  • 69. Quando a criada o viu lá, disse novamente aos que estavam por perto: “Esse aí é um deles”.
  • 70. De novo ele negou. Pouco tempo depois, os que estavam sentados ali perto disseram a Pedro: “Certamente você é um deles. Você é galileu!”
  • 71. Ele começou a se amaldiçoar e a jurar: “Não conheço o homem de quem vocês estão falando!”
  • 72. E logo o galo cantou pela segunda vez. Então Pedro se lembrou da palavra que Jesus lhe tinha dito: “Antes que duas vezes cante o galo, você me negará três vezes”. E se pôs a chorar.
  • Jó 10

  • 1. “Minha vida só me dá desgosto; por isso darei vazão à minha queixa e de alma amargurada me expressarei.
  • 2. Direi a Deus: Não me condenes; revela-me que acusações tens contra mim.
  • 3. Tens prazer em oprimir-me, em rejeitar a obra de tuas mãos, enquanto sorris para o plano dos ímpios?
  • 4. Acaso tens olhos de carne? Enxergas como os mortais?
  • 5. Teus dias são como os de qualquer mortal? Os anos de tua vida são como os do homem?
  • 6. Pois investigas a minha iniquidade e vasculhas o meu pecado,
  • 7. embora saibas que não sou culpado e que ninguém pode livrar-me das tuas mãos.
  • 8. “Foram as tuas mãos que me formaram e me fizeram. Irás agora voltar-te e destruir-me?
  • 9. Lembra-te de que me moldaste como o barro; e agora me farás voltar ao pó?
  • 10. Acaso não me despejaste como leite e não me coalhaste como queijo?
  • 11. Não me vestiste de pele e carne e não me juntaste com ossos e tendões?
  • 12. Deste-me vida e foste bondoso para comigo e na tua providência cuidaste do meu espírito.
  • 13. “Mas algo escondeste em teu coração, e agora sei o que pensavas.
  • 14. Se eu pecasse, estarias me observando e não deixarias sem punição a minha ofensa.
  • 15. Se eu fosse culpado, ai de mim! Mesmo sendo inocente, não posso erguer a cabeça, pois estou dominado pela vergonha e mergulhado na minha aflição.
  • 16. Se mantenho a cabeça erguida, ficas à minha espreita como um leão e, de novo, manifestas contra mim o teu poder tremendo.
  • 17. Trazes novas testemunhas contra mim e contra mim aumentas a tua ira; teus exércitos atacam-me em batalhões sucessivos.
  • 18. “Então, por que me fizeste sair do ventre? Eu preferia ter morrido antes que alguém pudesse ver-me.
  • 19. Se tão somente eu jamais tivesse existido, ou fosse levado direto do ventre para a sepultura!
  • 20. Já estariam no fim os meus poucos dias? Afasta-te de mim, para que eu tenha um instante de alegria,
  • 21. antes que eu vá para o lugar do qual não há retorno, para a terra de sombras e densas trevas ,
  • 22. para a terra tenebrosa como a noite, terra de trevas e de caos, onde até mesmo a luz é escuridão”.

Nova Versão Internacional

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