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Assim diz o SENHOR: O céu é o meu trono, e a terra o escabelo dos meus pés; que casa me edificaríeis vós? E qual seria o lugar do meu descanso? Porque a minha mão fez todas estas coisas, e assim todas elas foram feitas, diz o SENHOR; mas para esse olharei, para o pobre e abatido de espírito, e que treme da minha palavra. [Isaías 66: 1-2]

    Rute 2

  • 1. Noemi tinha um parente por parte do marido. Era um homem rico e influente, pertencia ao clã de Elimeleque e chamava-se Boaz.
  • 2. Rute, a moabita, disse a Noemi: “Vou recolher espigas no campo daquele que me permitir”. “Vá, minha filha”, respondeu-lhe Noemi.
  • 3. Então ela foi e começou a recolher espigas atrás dos ceifeiros. Casualmente entrou justo na parte da plantação que pertencia a Boaz, que era do clã de Elimeleque.
  • 4. Naquele exato momento, Boaz chegou de Belém e saudou os ceifeiros: “O SENHOR esteja com vocês!” Eles responderam: “O SENHOR te abençoe!”
  • 5. Boaz perguntou ao capataz dos ceifeiros: “A quem pertence aquela moça?”
  • 6. O capataz respondeu: “É uma moabita que voltou de Moabe com Noemi.
  • 7. Ela me pediu que a deixasse recolher e juntar espigas entre os feixes, após os ceifeiros. Ela chegou cedo e está em pé até agora. Só sentou-se um pouco no abrigo”.
  • 8. Disse então Boaz a Rute: “Ouça bem, minha filha, não vá colher noutra lavoura, nem se afaste daqui. Fique com minhas servas.
  • 9. Preste atenção onde os homens estão ceifando, e vá atrás das moças que vão colher. Darei ordem aos rapazes para que não toquem em você. Quando tiver sede, beba da água dos potes que os rapazes encheram”.
  • 10. Ela inclinou-se e, prostrada com o rosto em terra, exclamou: “Por que achei favor a seus olhos, ao ponto de o senhor se importar comigo, uma estrangeira?”
  • 11. Boaz respondeu: “Contaram-me tudo o que você tem feito por sua sogra, depois que você perdeu o seu marido: como deixou seu pai, sua mãe e sua terra natal para viver com um povo que você não conhecia bem.
  • 12. O SENHOR retribua a você o que você tem feito! Que seja ricamente recompensada pelo SENHOR, o Deus de Israel, sob cujas asas você veio buscar refúgio!”
  • 13. E disse ela: “Continue eu a ser bem acolhida, meu senhor! O senhor me deu ânimo e encorajou sua serva —e eu sequer sou uma de suas servas!”
  • 14. Na hora da refeição, Boaz lhe disse: “Venha cá! Pegue um pedaço de pão e molhe-o no vinagre”. Quando ela se sentou junto aos ceifeiros, Boaz lhe ofereceu grãos tostados. Ela comeu até ficar satisfeita e ainda sobrou.
  • 15. Quando ela se levantou para recolher espigas, Boaz deu estas ordens a seus servos: “Mesmo que ela recolha entre os feixes, não a repreendam!
  • 16. Ao contrário, quando estiverem colhendo, tirem para ela algumas espigas dos feixes e deixem-nas cair para que ela as recolha, e não a impeçam”.
  • 17. E assim Rute colheu na lavoura até o entardecer. Depois debulhou o que tinha ajuntado: quase uma arroba de cevada.
  • 18. Carregou-a para o povoado, e sua sogra viu quanto Rute havia recolhido quando ela lhe ofereceu o que havia sobrado da refeição.
  • 19. A sogra lhe perguntou: “Onde você colheu hoje? Onde trabalhou? Bendito seja aquele que se importou com você!” Então Rute contou à sogra com quem tinha trabalhado: “O nome do homem com quem trabalhei hoje é Boaz”.
  • 20. E Noemi exclamou: “Seja ele abençoado pelo SENHOR, que não deixa de ser leal e bondoso com os vivos e com os mortos!” E acrescentou: “Aquele homem é nosso parente; é um de nossos resgatadores!”
  • 21. E Rute, a moabita, continuou: “Pois ele mesmo me disse também: ‘Fique com os meus ceifeiros até que terminem toda a minha colheita’ ”.
  • 22. Então Noemi aconselhou à sua nora Rute: “É melhor mesmo você ir com as servas dele, minha filha. Noutra lavoura poderiam molestá-la”.
  • 23. Assim Rute ficou com as servas de Boaz para recolher espigas, até acabarem as colheitas de cevada e de trigo. E continuou morando com a sua sogra.
  • Atos 27

  • 1. Quando ficou decidido que navegaríamos para a Itália, Paulo e alguns outros presos foram entregues a um centurião chamado Júlio, que pertencia ao Regimento Imperial.
  • 2. Embarcamos num navio de Adramítio, que estava de partida para alguns lugares da província da Ásia, e saímos ao mar, estando conosco Aristarco, um macedônio de Tessalônica.
  • 3. No dia seguinte, ancoramos em Sidom; e Júlio, num gesto de bondade para com Paulo, permitiu-lhe que fosse ao encontro dos seus amigos, para que estes suprissem as suas necessidades.
  • 4. Quando partimos de lá, passamos ao norte de Chipre, porque os ventos nos eram contrários.
  • 5. Tendo atravessado o mar aberto ao longo da Cilícia e da Panfília, ancoramos em Mirra, na Lícia.
  • 6. Ali, o centurião encontrou um navio alexandrino que estava de partida para a Itália e nele nos fez embarcar.
  • 7. Navegamos vagarosamente por muitos dias e tivemos dificuldade para chegar a Cnido. Não sendo possível prosseguir em nossa rota, devido aos ventos contrários, navegamos ao sul de Creta, defronte de Salmona.
  • 8. Costeamos a ilha com dificuldade e chegamos a um lugar chamado Bons Portos, perto da cidade de Laseia.
  • 9. Tínhamos perdido muito tempo, e agora a navegação se tornara perigosa, pois já havia passado o Jejum. Por isso Paulo os advertiu:
  • 10. “Senhores, vejo que a nossa viagem será desastrosa e acarretará grande prejuízo para o navio, para a carga e também para a nossa vida”.
  • 11. Mas o centurião, em vez de ouvir o que Paulo falava, seguiu o conselho do piloto e do dono do navio.
  • 12. Visto que o porto não era próprio para passar o inverno, a maioria decidiu que deveríamos continuar navegando, com a esperança de alcançar Fenice e ali passar o inverno. Este era um porto de Creta, que dava para sudoeste e noroeste.
  • 13. Começando a soprar suavemente o vento sul, eles pensaram que haviam obtido o que desejavam; por isso levantaram âncoras e foram navegando ao longo da costa de Creta.
  • 14. Pouco tempo depois, desencadeou-se da ilha um vento muito forte, chamado Nordeste.
  • 15. O navio foi arrastado pela tempestade, sem poder resistir ao vento; assim, cessamos as manobras e ficamos à deriva.
  • 16. Passando ao sul de uma pequena ilha chamada Clauda, foi com dificuldade que conseguimos recolher o barco salva-vidas.
  • 17. Levantando-o, lançaram mão de todos os meios para reforçar o navio com cordas; e, temendo que ele encalhasse nos bancos de areia de Sirte, baixaram as velas e deixaram o navio à deriva.
  • 18. No dia seguinte, sendo violentamente castigados pela tempestade, começaram a lançar fora a carga.
  • 19. No terceiro dia, lançaram fora, com as próprias mãos, a armação do navio.
  • 20. Não aparecendo nem sol nem estrelas por muitos dias e continuando a abater-se sobre nós grande tempestade, finalmente perdemos toda a esperança de salvamento.
  • 21. Visto que os homens tinham passado muito tempo sem comer, Paulo levantou-se diante deles e disse: “Os senhores deviam ter aceitado o meu conselho de não partir de Creta, pois assim teriam evitado este dano e prejuízo.
  • 22. Mas agora recomendo que tenham coragem, pois nenhum de vocês perderá a vida; apenas o navio será destruído.
  • 23. Pois ontem à noite apareceu-me um anjo do Deus a quem pertenço e a quem adoro, dizendo-me:
  • 24. ‘Paulo, não tenha medo. É preciso que você compareça perante César; Deus, por sua graça, deu-lhe a vida de todos os que estão navegando com você’.
  • 25. Assim, tenham ânimo, senhores! Creio em Deus que acontecerá conforme me foi dito.
  • 26. Devemos ser arrastados para alguma ilha”.
  • 27. Na décima quarta noite, ainda estávamos sendo levados de um lado para outro no mar Adriático , quando, por volta da meia-noite, os marinheiros imaginaram que estávamos próximos da terra.
  • 28. Lançando a sonda, verificaram que a profundidade era de trinta e sete metros ; pouco tempo depois, lançaram novamente a sonda e encontraram vinte e sete metros.
  • 29. Temendo que fôssemos jogados contra as pedras, lançaram quatro âncoras da popa e faziam preces para que amanhecesse o dia.
  • 30. Tentando escapar do navio, os marinheiros baixaram o barco salva-vidas ao mar, a pretexto de lançar âncoras da proa.
  • 31. Então Paulo disse ao centurião e aos soldados: “Se estes homens não ficarem no navio, vocês não poderão salvar-se”.
  • 32. Com isso os soldados cortaram as cordas que prendiam o barco salva-vidas e o deixaram cair.
  • 33. Pouco antes do amanhecer, Paulo insistia que todos se alimentassem, dizendo: “Hoje faz catorze dias que vocês têm estado em vigília constante, sem nada comer.
  • 34. Agora eu os aconselho a comer algo, pois só assim poderão sobreviver. Nenhum de vocês perderá um fio de cabelo sequer”.
  • 35. Tendo dito isso, tomou pão e deu graças a Deus diante de todos. Então o partiu e começou a comer.
  • 36. Todos se reanimaram e também comeram algo.
  • 37. Estavam a bordo duzentas e setenta e seis pessoas.
  • 38. Depois de terem comido até ficarem satisfeitos, aliviaram o peso do navio, atirando todo o trigo ao mar.
  • 39. Quando amanheceu não reconheceram a terra, mas viram uma enseada com uma praia, para onde decidiram conduzir o navio, se fosse possível.
  • 40. Cortando as âncoras, deixaram-nas no mar, desatando ao mesmo tempo as cordas que prendiam os lemes. Então, alçando a vela da proa ao vento, dirigiram-se para a praia.
  • 41. Mas o navio encalhou num banco de areia, onde tocou o fundo. A proa encravou-se e ficou imóvel, e a popa foi quebrada pela violência das ondas.
  • 42. Os soldados resolveram matar os presos para impedir que algum deles fugisse, jogando-se ao mar.
  • 43. Mas o centurião queria poupar a vida de Paulo e os impediu de executar o plano. Então ordenou aos que sabiam nadar que se lançassem primeiro ao mar em direção à terra.
  • 44. Os outros teriam que salvar-se em tábuas ou em pedaços do navio. Dessa forma, todos chegaram a salvo em terra.
  • Jeremias 37

  • 1. Zedequias, filho de Josias, rei de Judá, foi designado rei por Nabucodonosor, rei da Babilônia. Ele reinou em lugar de Joaquim , filho de Jeoaquim.
  • 2. Nem ele, nem seus conselheiros, nem o povo da terra deram atenção às palavras que o SENHOR tinha falado por meio do profeta Jeremias.
  • 3. O rei Zedequias, porém, mandou Jucal, filho de Selemias, e o sacerdote Sofonias, filho de Maaseias, ao profeta Jeremias com esta mensagem: “Ore ao SENHOR, ao nosso Deus, em nosso favor”.
  • 4. Naquela época, Jeremias estava livre para circular entre o povo, pois ainda não tinha sido preso.
  • 5. Enquanto isso, o exército do faraó tinha saído do Egito. E, quando os babilônios que cercavam Jerusalém ouviram isso, retiraram o cerco.
  • 6. O SENHOR dirigiu esta palavra ao profeta Jeremias:
  • 7. “Assim diz o SENHOR, o Deus de Israel: Digam ao rei de Judá, que os mandou para consultar-me: O exército do faraó, que saiu do Egito para vir ajudá-los, retornará à sua própria terra, ao Egito.
  • 8. Os babilônios voltarão e atacarão esta cidade; eles a conquistarão e a destruirão a fogo”.
  • 9. Assim diz o SENHOR: “Não se enganem, dizendo: ‘Os babilônios certamente vão embora’. Porque eles não vão.
  • 10. Ainda que vocês derrotassem todo o exército babilônio que está atacando vocês, e só lhe restassem homens feridos em suas tendas, eles se levantariam e incendiariam esta cidade”.
  • 11. Depois que o exército babilônio se retirou de Jerusalém por causa do exército do faraó,
  • 12. Jeremias saiu da cidade para ir ao território de Benjamim a fim de tomar posse da propriedade que tinha entre o povo daquele lugar.
  • 13. Mas, quando chegou à porta de Benjamim, o capitão da guarda, cujo nome era Jerias, filho de Selemias, filho de Hananias, o prendeu e disse: “Você está desertando para o lado dos babilônios!”
  • 14. “Isso não é verdade!”, disse Jeremias. “Não estou passando para o lado dos babilônios.” Mas Jerias não quis ouvi-lo; e, prendendo Jeremias, o levou aos líderes.
  • 15. Eles ficaram furiosos com Jeremias, espancaram-no e o prenderam na casa do secretário Jônatas, que tinham transformado numa prisão.
  • 16. Jeremias foi posto numa cela subterrânea da prisão, onde ficou por muito tempo.
  • 17. Então o rei mandou buscá-lo, e Jeremias foi trazido ao palácio. E, secretamente, o rei lhe perguntou: “Há alguma palavra da parte do SENHOR?” “Há”, respondeu Jeremias, “você será entregue nas mãos do rei da Babilônia.”
  • 18. Então Jeremias disse ao rei Zedequias: “Que crime cometi contra você ou contra os seus conselheiros ou contra este povo para que você me mandasse para a prisão?
  • 19. Onde estão os seus profetas que profetizaram para você: ‘O rei da Babilônia não atacará nem a vocês nem a esta terra’?
  • 20. Mas, agora, ó rei, meu senhor, escute-me, por favor. Permita-me apresentar-lhe a minha súplica: Não me mande de volta à casa de Jônatas, o secretário, para que eu não morra ali”.
  • 21. Então o rei Zedequias deu ordens para que Jeremias fosse colocado no pátio da guarda e que diariamente recebesse pão da rua dos padeiros, enquanto houvesse pão na cidade. Assim, Jeremias permaneceu no pátio da guarda.

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