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Assim diz o SENHOR: O céu é o meu trono, e a terra o escabelo dos meus pés; que casa me edificaríeis vós? E qual seria o lugar do meu descanso? Porque a minha mão fez todas estas coisas, e assim todas elas foram feitas, diz o SENHOR; mas para esse olharei, para o pobre e abatido de espírito, e que treme da minha palavra. [Isaías 66: 1-2]

    Josué 10

  • 1. Sucedeu que Adoni-Zedeque, rei de Jerusalém, soube que Josué tinha conquistado Ai e a tinha destruído totalmente, fazendo com Ai e seu rei o que fizera com Jericó e seu rei, e que o povo de Gibeom tinha feito a paz com Israel e estava vivendo no meio deles.
  • 2. Ele e o seu povo ficaram com muito medo, pois Gibeom era tão importante como uma cidade governada por um rei; era maior do que Ai, e todos os seus homens eram bons guerreiros.
  • 3. Por isso Adoni-Zedeque, rei de Jerusalém, fez o seguinte apelo a Hoão, rei de Hebrom, a Piram, rei de Jarmute, a Jafia, rei de Laquis, e a Debir, rei de Eglom:
  • 4. “Venham para cá e ajudem-me a atacar Gibeom, pois ela fez a paz com Josué e com os israelitas”.
  • 5. Então os cinco reis dos amorreus, os reis de Jerusalém, de Hebrom, de Jarmute, de Laquis e de Eglom reuniram-se e vieram com todos os seus exércitos. Cercaram Gibeom e a atacaram.
  • 6. Os gibeonitas enviaram esta mensagem a Josué, no acampamento de Gilgal: “Não abandone os seus servos. Venha depressa! Salve-nos! Ajude-nos, pois todos os reis amorreus que vivem nas montanhas se uniram contra nós!”
  • 7. Josué partiu de Gilgal com todo o seu exército, inclusive com os seus melhores guerreiros.
  • 8. E disse o SENHOR a Josué: “Não tenha medo desses reis; eu os entreguei nas suas mãos. Nenhum deles conseguirá resistir a você”.
  • 9. Depois de uma noite inteira de marcha desde Gilgal, Josué os apanhou de surpresa.
  • 10. O SENHOR os lançou em confusão diante de Israel, que lhes impôs grande derrota em Gibeom. Os israelitas os perseguiram na subida para Bete-Horom e os mataram por todo o caminho até Azeca e Maquedá.
  • 11. Enquanto fugiam de Israel na descida de Bete-Horom para Azeca, do céu o SENHOR lançou sobre eles grandes pedras de granizo, que mataram mais gente do que as espadas dos israelitas.
  • 12. No dia em que o SENHOR entregou os amorreus aos israelitas, Josué exclamou ao SENHOR, na presença de Israel: “Sol, pare sobre Gibeom! E você, ó lua, sobre o vale de Aijalom!”
  • 13. O sol parou, e a lua se deteve, até a nação vingar-se dos seus inimigos, como está escrito no Livro de Jasar. O sol parou no meio do céu e por quase um dia inteiro não se pôs.
  • 14. Nunca antes nem depois houve um dia como aquele, quando o SENHOR atendeu a um homem. Sem dúvida o SENHOR lutava por Israel!
  • 15. Então Josué voltou com todo o Israel ao acampamento em Gilgal.
  • 16. Os cinco reis fugiram e se esconderam na caverna de Maquedá.
  • 17. Avisaram a Josué que eles tinham sido achados numa caverna em Maquedá.
  • 18. Disse ele: “Rolem grandes pedras até a entrada da caverna, e deixem ali alguns homens de guarda.
  • 19. Mas não se detenham! Persigam os inimigos. Ataquem-nos pela retaguarda e não os deixem chegar às suas cidades, pois o SENHOR, o seu Deus, os entregou em suas mãos”.
  • 20. Assim Josué e os israelitas os derrotaram por completo, quase exterminando-os. Mas alguns conseguiram escapar e se refugiaram em suas cidades fortificadas.
  • 21. O exército inteiro voltou então em segurança a Josué, ao acampamento de Maquedá, e, depois disso, ninguém mais ousou abrir a boca para provocar os israelitas.
  • 22. Então disse Josué: “Abram a entrada da caverna e tragam-me aqueles cinco reis”.
  • 23. Os cinco reis foram tirados da caverna. Eram os reis de Jerusalém, de Hebrom, de Jarmute, de Laquis e de Eglom.
  • 24. Quando os levaram a Josué, ele convocou todos os homens de Israel e disse aos comandantes do exército que o tinham acompanhado: “Venham aqui e ponham o pé no pescoço destes reis”. E eles obedeceram.
  • 25. Disse-lhes Josué: “Não tenham medo! Não desanimem! Sejam fortes e corajosos! É isso que o SENHOR fará com todos os inimigos que vocês tiverem que combater”.
  • 26. Depois Josué matou os reis e mandou pendurá-los em cinco árvores, onde ficaram até a tarde.
  • 27. Ao pôr do sol, sob as ordens de Josué, eles foram tirados das árvores e jogados na caverna onde haviam se escondido. Na entrada da caverna colocaram grandes pedras, que lá estão até hoje.
  • 28. Naquele dia Josué tomou Maquedá. Atacou a cidade e matou o seu rei à espada e exterminou todos os que nela viviam, sem deixar sobreviventes. E fez com o rei de Maquedá o que tinha feito com o rei de Jericó.
  • 29. Então Josué, e todo o Israel com ele, avançou de Maquedá para Libna e a atacou.
  • 30. O SENHOR entregou também aquela cidade e seu rei nas mãos dos israelitas. Josué atacou a cidade e matou à espada todos os que nela viviam, sem deixar nenhum sobrevivente ali. E fez com o seu rei o que fizera com o rei de Jericó.
  • 31. Depois Josué, e todo o Israel com ele, avançou de Libna para Laquis, cercou-a e a atacou.
  • 32. O SENHOR entregou Laquis nas mãos dos israelitas, e Josué tomou-a no dia seguinte. Atacou a cidade e matou à espada todos os que nela viviam, como tinha feito com Libna.
  • 33. Nesse meio-tempo Horão, rei de Gezer, fora socorrer Laquis, mas Josué o derrotou, a ele e ao seu exército, sem deixar sobrevivente algum.
  • 34. Josué, e todo o Israel com ele, avançou de Laquis para Eglom, cercou-a e a atacou.
  • 35. Eles a conquistaram naquele mesmo dia, feriram-na à espada e exterminaram os que nela viviam, como tinham feito com Laquis.
  • 36. Então Josué, e todo o Israel com ele, foi de Eglom para Hebrom e a atacou.
  • 37. Tomaram a cidade e a feriram à espada, como também o seu rei, os seus povoados e todos os que nela viviam, sem deixar sobrevivente algum. Destruíram totalmente a cidade e todos os que nela viviam, como tinham feito com Eglom.
  • 38. Depois Josué, e todo o Israel com ele, voltou e atacou Debir.
  • 39. Tomaram a cidade, seu rei e seus povoados e os mataram à espada. Exterminaram os que nela viviam, sem deixar sobrevivente algum. Fizeram com Debir e seu rei o que tinham feito com Libna e seu rei e com Hebrom.
  • 40. Assim Josué conquistou a região toda, incluindo a serra central, o Neguebe, a Sefelá e as vertentes, e derrotou todos os seus reis, sem deixar sobrevivente algum. Exterminou tudo o que respirava, conforme o SENHOR, o Deus de Israel, tinha ordenado.
  • 41. Josué os derrotou desde Cades-Barneia até Gaza, e toda a região de Gósen, e de lá até Gibeom.
  • 42. Também subjugou todos esses reis e conquistou suas terras numa única campanha, pois o SENHOR, o Deus de Israel, lutou por Israel.
  • 43. Então Josué retornou com todo o Israel ao acampamento em Gilgal.
  • Salmos 142

  • 1. Em alta voz clamo ao SENHOR; elevo a minha voz ao SENHOR, suplicando misericórdia.
  • 2. Derramo diante dele o meu lamento; a ele apresento a minha angústia.
  • 3. Quando o meu espírito desanima, és tu quem conhece o caminho que devo seguir. Na vereda por onde ando esconderam uma armadilha contra mim.
  • 4. Olha para a minha direita e vê; ninguém se preocupa comigo. Não tenho abrigo seguro; ninguém se importa com a minha vida.
  • 5. Clamo a ti, SENHOR, e digo: Tu és o meu refúgio; és tudo o que tenho na terra dos viventes.
  • 6. Dá atenção ao meu clamor, pois estou muito abatido; livra-me dos que me perseguem, pois são mais fortes do que eu.
  • 7. Liberta-me da prisão, e renderei graças ao teu nome. Então os justos se reunirão à minha volta por causa da tua bondade para comigo.
  • Salmos 143

  • 1. Ouve, SENHOR, a minha oração, dá ouvidos à minha súplica; responde-me por tua fidelidade e por tua justiça.
  • 2. Mas não leves o teu servo a julgamento, pois ninguém é justo diante de ti.
  • 3. O inimigo persegue-me e esmaga-me ao chão; ele me faz morar nas trevas, como os que há muito morreram.
  • 4. O meu espírito desanima; o meu coração está em pânico.
  • 5. Eu me recordo dos tempos antigos; medito em todas as tuas obras e considero o que as tuas mãos têm feito.
  • 6. Estendo as minhas mãos para ti; como a terra árida, tenho sede de ti. [Pausa]
  • 7. Apressa-te em responder-me, SENHOR! O meu espírito se abate. Não escondas de mim o teu rosto, ou serei como os que descem à cova.
  • 8. Faze-me ouvir do teu amor leal pela manhã, pois em ti confio. Mostra-me o caminho que devo seguir, pois a ti elevo a minha alma.
  • 9. Livra-me dos meus inimigos, SENHOR, pois em ti eu me abrigo.
  • 10. Ensina-me a fazer a tua vontade, pois tu és o meu Deus; que o teu bondoso Espírito me conduza por terreno plano.
  • 11. Preserva-me a vida, SENHOR, por causa do teu nome; por tua justiça, tira-me desta angústia.
  • 12. E no teu amor leal, aniquila os meus inimigos; destrói todos os meus adversários, pois sou teu servo.
  • Jeremias 4

  • 1. “Se você voltar, ó Israel, volte para mim”, diz o SENHOR. “Se você afastar para longe de minha vista os seus ídolos detestáveis e não se desviar,
  • 2. se você jurar pelo nome do SENHOR com fidelidade, justiça e retidão, então as nações serão por ele abençoadas e nele se gloriarão.”
  • 3. Assim diz o SENHOR ao povo de Judá e de Jerusalém: “Lavrem seus campos não arados e não semeiem entre espinhos.
  • 4. Purifiquem-se para o SENHOR, sejam fiéis à aliança , homens de Judá e habitantes de Jerusalém! Se não fizerem isso, a minha ira se acenderá e queimará como fogo, por causa do mal que vocês fizeram; queimará e ninguém conseguirá apagá-la.
  • 5. “Anunciem em Judá! Proclamem em Jerusalém: Toquem a trombeta por toda esta terra! Gritem bem alto e digam: Reúnam-se! Fujamos para as cidades fortificadas!
  • 6. Ergam o sinal indicando Sião. Fujam sem demora em busca de abrigo! Porque do norte eu estou trazendo desgraça, uma grande destruição”.
  • 7. Um leão saiu da sua toca, um destruidor de nações se pôs a caminho. Ele saiu de onde vive para arrasar a sua terra. Suas cidades ficarão em ruínas e sem habitantes.
  • 8. Por isso, ponham vestes de lamento, chorem e gritem, pois o fogo da ira do SENHOR não se desviou de nós.
  • 9. “Naquele dia”, diz o SENHOR, “o rei e os seus oficiais perderão a coragem, os sacerdotes ficarão horrorizados e os profetas, perplexos.”
  • 10. Então eu disse: Ah, Soberano SENHOR, como enganaste completamente este povo e a Jerusalém dizendo: “Vocês terão paz” quando a espada está em nossa garganta.
  • 11. Naquela época, será dito a este povo e a Jerusalém: “Um vento escaldante, que vem das dunas do deserto, sopra na direção da minha filha, do meu povo, mas não para peneirar nem para limpar.
  • 12. É um vento forte demais, que vem da minha parte. Agora eu pronunciarei as minhas sentenças contra eles”.
  • 13. Vejam! Ele avança como as nuvens; os seus carros de guerra são como um furacão e os seus cavalos são mais velozes do que as águias. Ai de nós! Estamos perdidos!
  • 14. Ó Jerusalém, lave o mal do seu coração para que você seja salva. Até quando você vai acolher projetos malignos no íntimo?
  • 15. Ouve-se uma voz proclamando desde Dã, desde os montes de Efraim se anuncia calamidade.
  • 16. “Relatem isto a esta nação e proclamem contra Jerusalém: Um exército inimigo está vindo de uma terra distante, dando seu grito de guerra contra as cidades de Judá.
  • 17. Eles a cercam como homens que guardam um campo, pois ela se rebelou contra mim”, declara o SENHOR.
  • 18. “A sua própria conduta e as suas ações trouxeram isso sobre você. Como é amargo esse seu castigo! Ele atinge até o seu coração!”
  • 19. Ah, minha angústia, minha angústia! Eu me contorço de dor. Ó paredes do meu coração! O meu coração dispara dentro de mim; não posso ficar calado. Ouvi o som da trombeta, ouvi o grito de guerra.
  • 20. Um desastre depois do outro; toda a minha terra foi devastada. Num instante as minhas tendas foram destruídas; e os meus abrigos, num momento.
  • 21. Até quando verei o sinal levantado e ouvirei o som da trombeta?
  • 22. “O meu povo é tolo, eles não me conhecem”. “São crianças insensatas que nada compreendem. São hábeis para praticar o mal, mas não sabem fazer o bem.”
  • 23. Olhei para a terra, e ela era sem forma e vazia; para os céus, e a sua luz tinha desaparecido.
  • 24. Olhei para os montes e eles tremiam; todas as colinas oscilavam.
  • 25. Olhei, e não havia mais gente; todas as aves do céu tinham fugido em revoada.
  • 26. Olhei, e a terra fértil era um deserto; todas as suas cidades estavam em ruínas por causa do SENHOR, por causa do fogo da sua ira.
  • 27. Assim diz o SENHOR: “Toda esta terra ficará devastada, embora eu não vá destruí-la completamente.
  • 28. Por causa disso, a terra ficará de luto e o céu, em cima, se escurecerá; porque eu falei e não me arrependi, decidi e não voltarei atrás”.
  • 29. Quando se ouvem os cavaleiros e os flecheiros, todos os habitantes da cidade fogem. Alguns vão para o meio dos arbustos; outros escalam as rochas. Todas as cidades são abandonadas e ficam sem habitantes.
  • 30. O que você está fazendo, ó cidade devastada? Por que se veste de vermelho e se enfeita com joias de ouro? Por que você pinta os olhos? Você se embeleza em vão, pois os seus amantes a desprezam e querem tirar sua vida.
  • 31. Ouvi um grito, como de mulher em trabalho de parto, como a agonia de uma mulher ao dar à luz o primeiro filho. É o grito da cidade de Sião, que está ofegante e estende as mãos, dizendo: “Ai de mim! Estou desfalecendo. Minha vida está nas mãos de assassinos!”

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