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Assim diz o SENHOR: O céu é o meu trono, e a terra o escabelo dos meus pés; que casa me edificaríeis vós? E qual seria o lugar do meu descanso? Porque a minha mão fez todas estas coisas, e assim todas elas foram feitas, diz o SENHOR; mas para esse olharei, para o pobre e abatido de espírito, e que treme da minha palavra. [Isaías 66: 1-2]

Leitura do Antigo Testamento em 324 dias

Nova Versão Internacional: 48 de 324 dias.

    Números 22

  • 1. Os israelitas partiram e acamparam nas campinas de Moabe, para além do Jordão, perto de Jericó.
  • 2. Balaque, filho de Zipor, viu tudo o que Israel tinha feito aos amorreus,
  • 3. e Moabe teve muito medo do povo, porque era muita gente. Moabe teve pavor dos israelitas.
  • 4. Então os moabitas disseram aos líderes de Midiã: “Essa multidão devorará tudo o que há ao nosso redor, como o boi devora o capim do pasto”. Balaque, filho de Zipor, rei de Moabe naquela época,
  • 5. enviou mensageiros para chamar Balaão, filho de Beor, que estava em Petor, perto do Eufrates , em sua terra natal. A mensagem de Balaque dizia: “Um povo que saiu do Egito cobre a face da terra e se estabeleceu perto de mim.
  • 6. Venha agora lançar uma maldição contra ele, pois é forte demais para mim. Talvez então eu tenha condições de derrotá-lo e de expulsá-lo da terra. Pois sei que aquele que você abençoa é abençoado, e aquele que você amaldiçoa é amaldiçoado”.
  • 7. Os líderes de Moabe e os de Midiã partiram, levando consigo a quantia necessária para pagar os encantamentos mágicos. Quando chegaram, comunicaram a Balaão o que Balaque tinha dito.
  • 8. Disse-lhes Balaão: “Passem a noite aqui, e eu trarei a vocês a resposta que o SENHOR me der”. E os líderes moabitas ficaram com ele.
  • 9. Deus veio a Balaão e lhe perguntou: “Quem são esses homens que estão com você?”
  • 10. Balaão respondeu a Deus: “Balaque, filho de Zipor, rei de Moabe, enviou-me esta mensagem:
  • 11. ‘Um povo que saiu do Egito cobre a face da terra. Venha agora lançar uma maldição contra ele. Talvez então eu tenha condições de derrotá-lo e de expulsá-lo’ ”.
  • 12. Mas Deus disse a Balaão: “Não vá com eles. Você não poderá amaldiçoar este povo, porque é povo abençoado”.
  • 13. Na manhã seguinte Balaão se levantou e disse aos líderes de Balaque: “Voltem para a sua terra, pois o SENHOR não permitiu que eu os acompanhe”.
  • 14. Os líderes moabitas voltaram a Balaque e lhe disseram: “Balaão recusou-se a acompanhar-nos”.
  • 15. Balaque enviou outros líderes, em maior número e mais importantes do que os primeiros.
  • 16. Eles foram a Balaão e lhe disseram: “Assim diz Balaque, filho de Zipor: ‘Que nada o impeça de vir a mim,
  • 17. porque o recompensarei generosamente e farei tudo o que você me disser. Venha, por favor, e lance para mim uma maldição contra este povo’ ”.
  • 18. Balaão, porém, respondeu aos conselheiros de Balaque: “Mesmo que Balaque me desse o seu palácio cheio de prata e de ouro, eu não poderia fazer coisa alguma, grande ou pequena, que vá além da ordem do SENHOR, o meu Deus.
  • 19. Agora, fiquem vocês também aqui esta noite, e eu descobrirei o que mais o SENHOR tem para dizer-me”.
  • 20. Naquela noite, Deus veio a Balaão e lhe disse: “Visto que esses homens vieram chamá-lo, vá com eles, mas faça apenas o que eu disser a você”.
  • 21. Balaão levantou-se pela manhã, pôs a sela sobre a sua jumenta e foi com os líderes de Moabe.
  • 22. Mas acendeu-se a ira de Deus quando ele foi, e o Anjo do SENHOR pôs-se no caminho para impedi-lo de prosseguir. Balaão ia montado em sua jumenta, e seus dois servos o acompanhavam.
  • 23. Quando a jumenta viu o Anjo do SENHOR parado no caminho, empunhando uma espada, saiu do caminho e prosseguiu pelo campo. Balaão bateu nela para fazê-la voltar ao caminho.
  • 24. Então o Anjo do SENHOR se pôs num caminho estreito entre duas vinhas, com muros dos dois lados.
  • 25. Quando a jumenta viu o Anjo do SENHOR, encostou-se no muro, apertando o pé de Balaão contra ele. Por isso ele bateu nela de novo.
  • 26. O Anjo do SENHOR foi adiante e se colocou num lugar estreito, onde não havia espaço para desviar-se, nem para a direita nem para a esquerda.
  • 27. Quando a jumenta viu o Anjo do SENHOR, deitou-se debaixo de Balaão. Acendeu-se a ira de Balaão, que bateu nela com uma vara.
  • 28. Então o SENHOR abriu a boca da jumenta, e ela disse a Balaão: “Que foi que eu fiz a você, para você bater em mim três vezes?”
  • 29. Balaão respondeu à jumenta: “Você me fez de tolo! Quem dera eu tivesse uma espada na mão; eu a mataria agora mesmo”.
  • 30. Mas a jumenta disse a Balaão: “Não sou sua jumenta, que você sempre montou até o dia de hoje? Tenho eu o costume de fazer isso com você?” “Não”, disse ele.
  • 31. Então o SENHOR abriu os olhos de Balaão, e ele viu o Anjo do SENHOR parado no caminho, empunhando a sua espada. Então Balaão inclinou-se e prostrou-se com o rosto em terra.
  • 32. E o Anjo do SENHOR lhe perguntou: “Por que você bateu três vezes em sua jumenta? Eu vim aqui para impedi-lo de prosseguir porque o seu caminho me desagrada.
  • 33. A jumenta me viu e se afastou de mim por três vezes. Se ela não se afastasse, certamente eu já o teria matado; mas a jumenta eu teria poupado”.
  • 34. Balaão disse ao Anjo do SENHOR: “Pequei. Não percebi que estavas parado no caminho para me impedires de prosseguir. Agora, se o que estou fazendo te desagrada, eu voltarei”.
  • 35. Então o Anjo do SENHOR disse a Balaão: “Vá com os homens, mas fale apenas o que eu disser a você”. Assim Balaão foi com os príncipes de Balaque.
  • 36. Quando Balaque soube que Balaão estava chegando, foi ao seu encontro na cidade moabita da fronteira do Arnom, no limite do seu território.
  • 37. E Balaque disse a Balaão: “Não mandei chamá-lo urgentemente? Por que não veio? Acaso não tenho condições de recompensá-lo?”
  • 38. “Aqui estou!”, respondeu Balaão. “Mas seria eu capaz de dizer alguma coisa? Direi somente o que Deus puser em minha boca”.
  • 39. Então Balaão foi com Balaque até Quiriate-Huzote.
  • 40. Balaque sacrificou bois e ovelhas, e deu parte da carne a Balaão e aos líderes que com ele estavam.
  • 41. Na manhã seguinte Balaque levou Balaão até o alto de Bamote-Baal, de onde viu uma parte do povo.
  • Números 23

  • 1. Balaão disse a Balaque: “Construa para mim aqui sete altares e prepare-me sete novilhos e sete carneiros”.
  • 2. Balaque fez o que Balaão pediu, e os dois ofereceram um novilho e um carneiro em cada altar.
  • 3. E Balaão disse a Balaque: “Fique aqui junto ao seu holocausto, enquanto eu me retiro. Talvez o SENHOR venha ao meu encontro. O que ele me revelar eu contarei a você”. E foi para um monte.
  • 4. Deus o encontrou, e Balaão disse: “Preparei sete altares, e em cada altar ofereci um novilho e um carneiro”.
  • 5. O SENHOR pôs uma mensagem na boca de Balaão e disse: “Volte a Balaque e dê-lhe essa mensagem”.
  • 6. Ele voltou a Balaque e o encontrou ao lado de seu holocausto, e com ele todos os líderes de Moabe.
  • 7. Então Balaão pronunciou este oráculo: “Balaque trouxe-me de Arã, o rei de Moabe buscou-me nas montanhas do oriente. ‘Venha, amaldiçoe a Jacó para mim’, disse ele, ‘venha, pronuncie ameaças contra Israel!’
  • 8. Como posso amaldiçoar a quem Deus não amaldiçoou? Como posso pronunciar ameaças contra quem o SENHOR não quis ameaçar?
  • 9. Dos cumes rochosos eu os vejo, dos montes eu os avisto. Vejo um povo que vive separado e não se considera como qualquer nação.
  • 10. Quem pode contar o pó de Jacó ou o número da quarta parte de Israel? Morra eu a morte dos justos, e seja o meu fim como o deles!”
  • 11. Então Balaque disse a Balaão: “Que foi que você me fez? Eu o chamei para amaldiçoar meus inimigos, mas você nada fez senão abençoá-los!”
  • 12. E ele respondeu: “Será que não devo dizer o que o SENHOR põe em minha boca?”
  • 13. Balaque lhe disse: “Venha comigo a outro lugar de onde você poderá vê-los; você verá só uma parte, mas não todos eles. E dali amaldiçoe este povo para mim”.
  • 14. Então ele o levou para o campo de Zofim, no topo do Pisga, e ali construiu sete altares e ofereceu um novilho e um carneiro em cada altar.
  • 15. Balaão disse a Balaque: “Fique aqui ao lado de seu holocausto enquanto vou me encontrar com ele ali adiante”.
  • 16. Encontrando-se o SENHOR com Balaão, pôs uma mensagem em sua boca e disse: “Volte a Balaque e dê-lhe essa mensagem”.
  • 17. Ele voltou e o encontrou ao lado de seu holocausto, e com ele os líderes de Moabe. Balaque perguntou-lhe: “O que o SENHOR disse?”
  • 18. Então ele pronunciou este oráculo: “Levante-se, Balaque, e ouça-me; escute-me, filho de Zipor.
  • 19. Deus não é homem para que minta, nem filho de homem para que se arrependa. Acaso ele fala e deixa de agir? Acaso promete e deixa de cumprir?
  • 20. Recebi uma ordem para abençoar; ele abençoou, e não o posso mudar.
  • 21. Nenhuma desgraça se vê em Jacó, nenhum sofrimento em Israel. O SENHOR, o seu Deus, está com eles; o brado de aclamação do Rei está no meio deles.
  • 22. Deus os está trazendo do Egito; eles têm a força do boi selvagem.
  • 23. Não há magia que possa contra Jacó, nem encantamento contra Israel. Agora se dirá de Jacó e de Israel: ‘Vejam o que Deus tem feito!’
  • 24. O povo se levanta como leoa; levanta-se como o leão, que não se deita até que devore a sua presa e beba o sangue das suas vítimas”.
  • 25. Balaque disse então a Balaão: “Não os amaldiçoe nem os abençoe!”
  • 26. Balaão respondeu: “Não disse a você que devo fazer tudo o que o SENHOR disser?”
  • 27. Balaque disse a Balaão: “Venha, deixe-me levá-lo a outro lugar. Talvez Deus se agrade que dali você os amaldiçoe para mim”.
  • 28. E Balaque levou Balaão para o topo do Peor, de onde se vê o deserto de Jesimom.
  • 29. Balaão disse a Balaque: “Edifique-me aqui sete altares e prepare-me sete novilhos e sete carneiros”.
  • 30. Balaque fez o que Balaão disse e ofereceu um novilho e um carneiro em cada altar.
  • Números 24

  • 1. Quando Balaão viu que agradava ao SENHOR abençoar Israel, não recorreu à magia como nas outras vezes, mas voltou o rosto para o deserto.
  • 2. Então viu Israel acampado, tribo por tribo; e o Espírito de Deus veio sobre ele,
  • 3. e ele pronunciou este oráculo: “Palavra de Balaão, filho de Beor, palavra daquele cujos olhos veem claramente,
  • 4. palavra daquele que ouve as palavras de Deus, daquele que vê a visão que vem do Todo-poderoso , daquele que cai prostrado e vê com clareza:
  • 5. “Quão belas são as suas tendas, ó Jacó, as suas habitações, ó Israel!
  • 6. Como vales estendem-se, como jardins que margeiam rios, como aloés plantados pelo SENHOR, como cedros junto às águas.
  • 7. Seus reservatórios de água transbordarão; suas lavouras serão bem irrigadas. “O seu rei será maior do que Agague; o seu reino será exaltado.
  • 8. Deus os está trazendo do Egito; eles têm a força do boi selvagem. Devoram nações inimigas e despedaçam seus ossos; com suas flechas os atravessam.
  • 9. Como o leão e a leoa eles se abaixam e se deitam, quem ousará despertá-los? Sejam abençoados os que os abençoarem, e amaldiçoados os que os amaldiçoarem!”
  • 10. Então acendeu-se a ira de Balaque contra Balaão, e, batendo as palmas das mãos, disse: “Eu o chamei para amaldiçoar meus inimigos, mas você já os abençoou três vezes!
  • 11. Agora, fuja para a sua casa! Eu disse que daria a você generosa recompensa, mas o SENHOR o impediu de recebê-la”.
  • 12. Mas Balaão respondeu a Balaque: “Eu bem que avisei aos mensageiros que você me enviou:
  • 13. ‘Mesmo que Balaque me desse o seu palácio cheio de prata e de ouro, eu não poderia fazer coisa alguma de minha própria vontade, boa ou má, que vá além da ordem do SENHOR, e devo dizer somente o que o SENHOR disser.’
  • 14. Agora estou voltando para o meu povo, mas venha, deixe-me adverti-lo do que este povo fará ao seu povo nos dias futuros”.
  • 15. Então pronunciou este seu oráculo: “Palavra de Balaão, filho de Beor, palavra daquele cujos olhos veem claramente,
  • 16. daquele que ouve as palavras de Deus, que possui o conhecimento do Altíssimo, daquele que vê a visão que vem do Todo-poderoso, daquele que cai prostrado, e vê com clareza:
  • 17. Eu o vejo, mas não agora; eu o avisto, mas não de perto. Uma estrela surgirá de Jacó; um cetro se levantará de Israel. Ele esmagará as frontes de Moabe e o crânio de todos os descendentes de Sete.
  • 18. Edom será dominado; Seir, seu inimigo, também será dominado; mas Israel se fortalecerá.
  • 19. De Jacó sairá o governo; ele destruirá os sobreviventes das cidades”.
  • 20. Balaão viu Amaleque e pronunciou este oráculo: “Amaleque foi o primeiro das nações, mas o seu fim será destruição”.
  • 21. Depois viu os queneus e pronunciou este oráculo: “Sua habitação é segura, seu ninho está firmado na rocha;
  • 22. todavia, vocês, queneus, serão destruídos quando Assur os levar prisioneiros”.
  • 23. Finalmente pronunciou este oráculo: “Ah, quem poderá viver quando Deus fizer isto?
  • 24. Navios virão da costa de Quitim e subjugarão Assur e Héber, mas o seu fim também será destruição”.
  • 25. Então Balaão se levantou e voltou para casa, e Balaque seguiu o seu caminho.

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