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Assim diz o SENHOR: O céu é o meu trono, e a terra o escabelo dos meus pés; que casa me edificaríeis vós? E qual seria o lugar do meu descanso? Porque a minha mão fez todas estas coisas, e assim todas elas foram feitas, diz o SENHOR; mas para esse olharei, para o pobre e abatido de espírito, e que treme da minha palavra. [Isaías 66: 1-2]

Leitura do Antigo Testamento em 324 dias

Nova Versão Internacional: 279 de 324 dias.

    Ezequiel 1

  • 1. Era o quinto dia do quarto mês do trigésimo ano , e eu estava entre os exilados, junto ao rio Quebar. Abriram-se os céus, e eu tive visões de Deus.
  • 2. Foi no quinto ano do exílio do rei Joaquim, no quinto dia do quarto mês.
  • 3. A palavra do SENHOR veio ao sacerdote Ezequiel, filho de Buzi, junto ao rio Quebar, na terra dos caldeus. Ali a mão do SENHOR esteve sobre ele.
  • 4. Olhei e vi uma tempestade que vinha do norte: uma nuvem imensa, com relâmpagos e faíscas, cercada por uma luz brilhante. O centro do fogo parecia metal reluzente,
  • 5. e no meio do fogo havia quatro vultos que pareciam seres viventes. Na aparência tinham forma de homem,
  • 6. mas cada um deles tinha quatro rostos e quatro asas.
  • 7. Suas pernas eram retas; seus pés eram como os de um bezerro e reluziam como bronze polido.
  • 8. Debaixo de suas asas, nos quatro lados, eles tinham mãos humanas. Os quatro tinham rostos e asas,
  • 9. e as suas asas encostavam umas nas outras. Quando se moviam, andavam para a frente e não se viravam.
  • 10. Quanto à aparência dos seus rostos, os quatro tinham rosto de homem, rosto de leão no lado direito, rosto de boi no lado esquerdo e rosto de águia.
  • 11. Assim eram os seus rostos. Suas asas estavam estendidas para cima; cada um deles tinha duas asas que se encostavam na de outro ser vivente, de um lado e do outro, e duas asas que cobriam os seus corpos.
  • 12. Cada um deles ia sempre para a frente. Para onde quer que fosse o Espírito, eles iam e não se viravam quando se moviam.
  • 13. Os seres viventes pareciam carvão aceso; eram como tochas. O fogo ia de um lado a outro entre os seres viventes, e do fogo saíam relâmpagos e faíscas.
  • 14. Os seres viventes iam e vinham como relâmpagos.
  • 15. Enquanto eu olhava para eles, vi uma roda ao lado de cada um deles, diante dos seus quatro rostos.
  • 16. Esta era a aparência das rodas e a sua estrutura: reluziam como o berilo; as quatro tinham aparência semelhante. Cada roda parecia estar entrosada na outra.
  • 17. Quando se moviam, seguiam nas quatro direções dos quatro rostos e não se viravam enquanto iam.
  • 18. Seus aros eram altos e impressionantes e estavam cheios de olhos ao redor.
  • 19. Quando os seres viventes se moviam, as rodas ao seu lado se moviam; quando se elevavam do chão, as rodas também se elevavam.
  • 20. Para onde quer que o Espírito fosse, os seres viventes iam, e as rodas os seguiam, porque o mesmo Espírito estava nelas.
  • 21. Quando os seres viventes se moviam, elas também se moviam; quando eles ficavam imóveis, elas também ficavam; e, quando os seres viventes se elevavam do chão, as rodas também se elevavam com eles, porque o mesmo Espírito deles estava nelas.
  • 22. Acima das cabeças dos seres viventes estava o que parecia uma abóbada, reluzente como gelo, e impressionante.
  • 23. Debaixo dela cada ser vivente estendia duas asas ao que lhe estava mais próximo e com as outras duas asas cobria o corpo.
  • 24. Ouvi o ruído de suas asas quando voavam. Parecia o ruído de muitas águas, parecia a voz do Todo-poderoso. Era um ruído estrondoso, como o de um exército. Quando paravam, fechavam as asas.
  • 25. Então veio uma voz de cima da abóbada sobre as suas cabeças, enquanto eles ficavam de asas fechadas.
  • 26. Acima da abóbada sobre as suas cabeças havia o que parecia um trono de safira e, bem no alto—sobre o trono—havia uma figura que parecia um homem.
  • 27. Vi que a parte de cima do que parecia ser a cintura dele parecia metal brilhante, como se estivesse cheia de fogo, e a parte de baixo parecia fogo; e uma luz brilhante o cercava.
  • 28. Tal como a aparência do arco-íris nas nuvens de um dia chuvoso, assim era o resplendor ao seu redor. Essa era a aparência da figura da glória do SENHOR. Quando a vi, prostrei-me com o rosto em terra e ouvi a voz de alguém falando.
  • Ezequiel 2

  • 1. Ele me disse: “Filho do homem, fique em pé, pois eu vou falar com você”.
  • 2. Enquanto ele falava, o Espírito entrou em mim e me pôs em pé, e ouvi aquele que me falava.
  • 3. Ele disse: “Filho do homem, vou enviá-lo aos israelitas, nação rebelde que se revoltou contra mim; até hoje eles e os seus antepassados têm se revoltado contra mim.
  • 4. O povo a quem vou enviá-lo é obstinado e rebelde. Diga-lhe: ‘Assim diz o Soberano, o SENHOR’.
  • 5. E, quer aquela nação rebelde ouça quer deixe de ouvir, saberá que um profeta esteve no meio dela.
  • 6. E você, filho do homem, não tenha medo dessa gente nem das suas palavras. Não tenha medo, ainda que o cerquem espinheiros e você viva entre escorpiões. Não tenha medo do que disserem nem fique apavorado ao vê-los, embora sejam uma nação rebelde.
  • 7. Você lhes falará as minhas palavras, quer ouçam quer deixem de ouvir, pois são rebeldes.
  • 8. Mas você, filho do homem, ouça o que digo. Não seja rebelde como aquela nação; abra a boca e coma o que vou dar a você”.
  • 9. Então olhei e vi a mão de alguém estendida para mim. Nela estava o rolo de um livro,
  • 10. que ele desenrolou diante de mim. Em ambos os lados do rolo estavam escritas palavras de lamento, pranto e ais.
  • Ezequiel 3

  • 1. E ele me disse: “Filho do homem, coma este rolo; depois vá falar à nação de Israel”.
  • 2. Eu abri a boca, e ele me deu o rolo para eu comer.
  • 3. E acrescentou: “Filho do homem, coma este rolo que estou dando a você e encha o seu estômago com ele”. Então eu o comi, e em minha boca era doce como mel.
  • 4. Depois ele me disse: “Filho do homem, vá agora à nação de Israel e diga-lhe as minhas palavras.
  • 5. Você não está sendo enviado a um povo de fala obscura e de língua difícil, mas à nação de Israel;
  • 6. não irá a muitos povos de fala obscura e de língua difícil, cujas palavras você não conseguiria entender. Certamente, se eu o enviasse, eles o ouviriam.
  • 7. Mas a nação de Israel não vai querer ouvi-lo porque não quer me ouvir, pois toda a nação de Israel está endurecida e obstinada.
  • 8. Porém eu tornarei você tão inflexível e endurecido quanto eles.
  • 9. Tornarei a sua testa como a mais dura das pedras, mais dura que a pederneira. Não tenha medo deles nem fique apavorado ao vê-los, embora sejam uma nação rebelde”.
  • 10. E continuou: “Filho do homem, ouça atentamente e guarde no coração todas as palavras que eu disser a você.
  • 11. Vá agora aos seus compatriotas que estão no exílio e fale com eles. Diga-lhes, quer ouçam quer deixem de ouvir: ‘Assim diz o Soberano, o SENHOR’ ”.
  • 12. Depois o Espírito elevou-me, e ouvi esta estrondosa aclamação: “Que a glória do SENHOR seja louvada em sua habitação!”
  • 13. E ouvi o som das asas dos seres viventes roçando umas nas outras e, atrás deles, o som das rodas—um forte estrondo!
  • 14. Então o Espírito elevou-me e tirou-me de lá, com o meu espírito cheio de amargura e de ira e com a forte mão do SENHOR sobre mim.
  • 15. Fui aos exilados que moravam em Tel-Abibe, perto do rio Quebar. Sete dias fiquei lá entre eles—atônito!
  • 16. Ao fim dos sete dias a palavra do SENHOR veio a mim:
  • 17. “Filho do homem”, disse ele, “eu o fiz sentinela para a nação de Israel; por isso ouça a palavra que digo e leve a eles a minha advertência.
  • 18. Quando eu disser a um ímpio que ele vai morrer e você não o advertir nem lhe falar para dissuadi-lo dos seus maus caminhos e salvar a vida dele, aquele ímpio morrerá por sua iniquidade; para mim, porém, você será responsável pela morte dele.
  • 19. Se, porém, você advertir o ímpio e ele não se desviar de sua impiedade ou dos seus maus caminhos, ele morrerá por sua iniquidade, mas você estará livre dessa culpa.
  • 20. “Da mesma forma, quando um justo se desviar de sua justiça e fizer o mal, e eu puser uma pedra de tropeço diante dele, ele morrerá. Uma vez que você não o advertiu, ele morrerá pelo pecado que cometeu. As práticas justas dele não serão lembradas; para mim, porém, você será responsável pela morte dele.
  • 21. Se, porém, você advertir o justo e ele não pecar, certamente ele viverá porque aceitou a advertência, e você estará livre dessa culpa”.
  • 22. A mão do SENHOR esteve ali sobre mim, e ele me disse: “Levante-se e vá para a planície, e lá falarei com você”.
  • 23. Então me levantei e fui para a planície. E lá estava a glória do SENHOR, glória como a que eu tinha visto junto ao rio Quebar. Prostrei-me com o rosto em terra,
  • 24. mas o Espírito entrou em mim e me pôs em pé. Ele me disse: “Vá para casa e tranque-se.
  • 25. Pois você, filho do homem, será amarrado com cordas; você ficará preso e não conseguirá sair para o meio do povo.
  • 26. Farei sua língua apegar-se ao céu da boca para que você fique calado e não possa repreendê-los, embora sejam uma nação rebelde.
  • 27. Mas, quando eu falar com você, abrirei sua boca e você lhes dirá: ‘Assim diz o Soberano, o SENHOR’. Quem quiser ouvir ouça, e quem não quiser não ouça; pois são uma nação rebelde.

Nova Versão Internacional: 279 de 324 dias.


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