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Assim diz o SENHOR: O céu é o meu trono, e a terra o escabelo dos meus pés; que casa me edificaríeis vós? E qual seria o lugar do meu descanso? Porque a minha mão fez todas estas coisas, e assim todas elas foram feitas, diz o SENHOR; mas para esse olharei, para o pobre e abatido de espírito, e que treme da minha palavra. [Isaías 66: 1-2]

Leitura do Antigo Testamento em 324 dias

Nova Versão Internacional: 277 de 324 dias.

    Lamentações 1

  • 1. Como está deserta a cidade, antes tão cheia de gente! Como se parece com uma viúva, a que antes era grandiosa entre as nações! A que era a princesa das províncias agora tornou-se uma escrava.
  • 2. Chora amargamente à noite, as lágrimas rolam por seu rosto. De todos os seus amantes nenhum a consola. Todos os seus amigos a traíram; tornaram-se seus inimigos.
  • 3. Em aflição e sob trabalhos forçados, Judá foi levado ao exílio. Vive entre as nações sem encontrar repouso. Todos os que a perseguiram a capturaram em meio ao seu desespero.
  • 4. Os caminhos para Sião pranteiam, porque ninguém comparece às suas festas fixas. Todas as suas portas estão desertas, seus sacerdotes gemem, suas moças se entristecem, e ela se encontra em angústia profunda.
  • 5. Seus adversários são os seus chefes; seus inimigos estão tranquilos. O SENHOR lhe trouxe tristeza por causa dos seus muitos pecados. Seus filhos foram levados ao exílio, prisioneiros dos adversários.
  • 6. Todo o esplendor fugiu da cidade de Sião. Seus líderes são como corças que não encontram pastagem; sem forças fugiram diante do perseguidor.
  • 7. Nos dias da sua aflição e do seu desnorteio, Jerusalém se lembra de todos os tesouros que lhe pertenciam nos tempos passados. Quando o seu povo caiu nas mãos do inimigo, ninguém veio ajudá-la. Seus inimigos olharam para ela e zombaram da sua queda.
  • 8. Jerusalém cometeu graves pecados; por isso tornou-se impura. Todos os que a honravam agora a desprezam, porque viram a sua nudez; ela mesma geme e se desvia deles.
  • 9. Sua impureza prende-se às suas saias; ela não esperava que chegaria o seu fim. Sua queda foi surpreendente; ninguém veio consolá-la. “Olha, SENHOR, para a minha aflição, pois o inimigo triunfou.”
  • 10. O adversário saqueia todos os seus tesouros; ela viu nações pagãs entrarem em seu santuário, sendo que tu as tinhas proibido de participar das tuas assembleias.
  • 11. Todo o seu povo se lamenta enquanto vai em busca de pão; e, para sobreviverem, trocam tesouros por comida. “Olha, SENHOR, e considera, pois tenho sido desprezada.
  • 12. Vocês não se comovem, todos vocês que passam por aqui? Olhem ao redor e vejam se há sofrimento maior do que o que me foi imposto, e que o SENHOR trouxe sobre mim no dia em que se acendeu a sua ira.
  • 13. Do alto ele fez cair fogo sobre os meus ossos. Armou uma rede para os meus pés e me derrubou de costas. Deixou-me desolada, e desfalecida o dia todo.
  • 14. Os meus pecados foram amarrados num jugo; suas mãos os ataram todos juntos e os colocaram em meu pescoço; o Senhor abateu a minha força. Ele me entregou àqueles que não consigo vencer.
  • 15. O Senhor dispersou todos os guerreiros que me apoiavam; convocou um exército contra mim para destruir os meus jovens. O Senhor pisou no seu lagar a virgem, a cidade de Judá.
  • 16. É por isso que eu choro; as lágrimas inundam os meus olhos. Ninguém está por perto para consolar-me, não há ninguém que restaure o meu espírito. Meus filhos estão desamparados porque o inimigo prevaleceu.”
  • 17. Suplicante, Sião estende as mãos, mas não há quem a console. O SENHOR decretou que os vizinhos de Jacó se tornem seus adversários; Jerusalém tornou-se coisa imunda entre eles.
  • 18. “O SENHOR é justo, mas eu me rebelei contra a sua ordem. Ouçam, todos os povos; olhem para o meu sofrimento. Meus jovens e minhas moças foram para o exílio.
  • 19. Chamei os meus aliados, mas eles me traíram. Meus sacerdotes e meus líderes pereceram na cidade, enquanto procuravam comida para poderem sobreviver.
  • 20. Veja, SENHOR, como estou angustiada! Estou atormentada no íntimo e no meu coração me perturbo, pois tenho sido muito rebelde. Lá fora, a espada a todos consome; dentro, impera a morte.
  • 21. Os meus lamentos têm sido ouvidos, mas não há ninguém que me console. Todos os meus inimigos sabem da minha agonia; eles se alegram com o que fizeste. Quem dera trouxesses o dia que anunciaste para que eles ficassem como eu!
  • 22. Que toda a maldade deles seja conhecida diante de ti; faze com eles o que fizeste comigo por causa de todos os meus pecados. Os meus gemidos são muitos e o meu coração desfalece.”
  • Lamentações 2

  • 1. O Senhor cobriu a cidade de Sião com a nuvem da sua ira! Lançou por terra o esplendor de Israel, que se elevava para os céus; não se lembrou do estrado dos seus pés no dia da sua ira.
  • 2. Sem piedade o Senhor devorou todas as habitações de Jacó; em sua ira destruiu as fortalezas da filha de Judá. Derrubou ao chão e desonrou o seu reino e os seus líderes.
  • 3. Em sua flamejante ira, cortou todo o poder de Israel. Retirou a sua mão direita diante da aproximação do inimigo. Queimou Jacó como um fogo ardente que consome tudo ao redor.
  • 4. Como um inimigo, preparou o seu arco; como um adversário, a sua mão direita está pronta. Ele massacrou tudo o que era agradável contemplar; derramou sua ira como fogo sobre a tenda da cidade de Sião.
  • 5. O Senhor é como um inimigo; ele tem devorado Israel. Tem devorado todos os seus palácios e destruído as suas fortalezas. Tem feito multiplicar os prantos e as lamentações da filha de Judá.
  • 6. Ele destroçou a sua morada como se fosse um simples jardim; destruiu o seu local de reuniões. O SENHOR fez esquecidas em Sião suas festas fixas e seus sábados; em seu grande furor rejeitou o rei e o sacerdote.
  • 7. O Senhor rejeitou o seu altar e abandonou o seu santuário. Entregou aos inimigos os muros dos seus palácios, e eles deram gritos na casa do SENHOR, como fazíamos nos dias de festa.
  • 8. O SENHOR está decidido a derrubar os muros da cidade de Sião. Esticou a trena e não poupou a sua mão destruidora. Fez com que os muros e as paredes se lamentassem; juntos eles desmoronaram.
  • 9. Suas portas caíram por terra; suas trancas ele quebrou e destruiu. O seu rei e os seus líderes foram exilados para diferentes nações, e a lei já não existe; seus profetas já não recebem visões do SENHOR.
  • 10. Os líderes da cidade de Sião sentam-se no chão em silêncio; despejam pó sobre a cabeça e usam vestes de lamento. As moças de Jerusalém inclinam a cabeça até o chão.
  • 11. Meus olhos estão cansados de chorar, minha alma está atormentada, meu coração se derrama, porque o meu povo está destruído, porque crianças e bebês desmaiam pelas ruas da cidade.
  • 12. Eles clamam às suas mães: “Onde estão o pão e o vinho?” Ao mesmo tempo em que desmaiam pelas ruas da cidade, como os feridos, e suas vidas se desvanecem nos braços de suas mães.
  • 13. Que posso dizer a seu favor? Com que posso compará-la, ó cidade de Jerusalém? Com que posso assemelhá-la, a fim de trazer-lhe consolo, ó virgem, ó cidade de Sião? Sua ferida é tão profunda quanto o oceano; quem pode curá-la?
  • 14. As visões dos seus profetas eram falsas e inúteis; eles não expuseram o seu pecado para evitar o seu cativeiro. As mensagens que eles lhe deram eram falsas e enganosas.
  • 15. Todos os que cruzam o seu caminho batem palmas; eles zombam e meneiam a cabeça diante da cidade de Jerusalém: “É esta a cidade que era chamada a perfeição da beleza, a alegria de toda a terra?”
  • 16. Todos os seus inimigos escancaram a boca contra você; eles zombam, rangem os dentes e dizem: “Nós a devoramos. Este é o dia que esperávamos; e eis que vivemos até vê-lo chegar!”
  • 17. O SENHOR fez o que planejou; cumpriu a sua palavra, que há muito havia decretado. Derrubou tudo sem piedade, permitiu que o inimigo zombasse de você, exaltou o poder dos seus adversários.
  • 18. O coração do povo clama ao Senhor. Ó muro da cidade de Sião, corram como um rio as suas lágrimas dia e noite; não se permita nenhum descanso nem dê repouso à menina dos seus olhos.
  • 19. Levante-se, grite no meio da noite, quando começam as vigílias noturnas; derrame o seu coração como água na presença do Senhor. Levante para ele as mãos em favor da vida de seus filhos, que desmaiam de fome nas esquinas de todas as ruas.
  • 20. “Olha, SENHOR, e considera: A quem trataste dessa maneira? Deverão as mulheres comer seus próprios filhos, que elas criaram com tanto amor? Deverão os profetas e os sacerdotes ser assassinados no santuário do Senhor?
  • 21. Jovens e velhos espalham-se em meio ao pó das ruas; meus jovens e minhas virgens caíram mortos à espada. Tu os sacrificaste no dia da tua ira; tu os mataste sem piedade.
  • 22. Como se faz convocação para um dia de festa, convocaste contra mim terrores por todos os lados. No dia da ira do SENHOR, ninguém escapou nem sobreviveu; aqueles dos quais eu cuidava e que eu fiz crescer, o meu inimigo destruiu.”
  • Lamentações 3

  • 1. Eu sou o homem que viu a aflição trazida pela vara da sua ira.
  • 2. Ele me impeliu e me fez andar na escuridão, e não na luz;
  • 3. sim, ele voltou sua mão contra mim vez após vez, o tempo todo.
  • 4. Fez que a minha pele e a minha carne envelhecessem e quebrou os meus ossos.
  • 5. Ele me sitiou e me cercou de amargura e de pesar.
  • 6. Fez-me habitar na escuridão como os que há muito morreram.
  • 7. Cercou-me de muros, e não posso escapar; atou-me a pesadas correntes.
  • 8. Mesmo quando chamo ou grito por socorro, ele rejeita a minha oração.
  • 9. Ele impediu o meu caminho com blocos de pedra; e fez tortuosas as minhas sendas.
  • 10. Como um urso à espreita, como um leão escondido,
  • 11. arrancou-me do caminho e despedaçou-me, deixando-me abandonado.
  • 12. Preparou o seu arco e me fez alvo de suas flechas.
  • 13. Atingiu o meu coração com flechas de sua aljava.
  • 14. Tornei-me objeto de riso de todo o meu povo; nas suas canções eles zombam de mim o tempo todo.
  • 15. Fez-me comer ervas amargas e fartou-me de fel.
  • 16. Quebrou os meus dentes com pedras; e pisoteou-me no pó.
  • 17. Tirou-me a paz; esqueci-me o que é prosperidade.
  • 18. Por isso, digo: “Meu esplendor já se foi, bem como tudo o que eu esperava do SENHOR”.
  • 19. Lembro-me da minha aflição e do meu delírio, da minha amargura e do meu pesar.
  • 20. Lembro-me bem disso tudo, e a minha alma desfalece dentro de mim.
  • 21. Todavia, lembro-me também do que pode me dar esperança:
  • 22. Graças ao grande amor do SENHOR é que não somos consumidos, pois as suas misericórdias são inesgotáveis.
  • 23. Renovam-se cada manhã; grande é a sua fidelidade!
  • 24. Digo a mim mesmo: A minha porção é o SENHOR; portanto, nele porei a minha esperança.
  • 25. O SENHOR é bom para com aqueles cuja esperança está nele, para com aqueles que o buscam;
  • 26. é bom esperar tranquilo pela salvação do SENHOR.
  • 27. É bom que o homem suporte o jugo enquanto é jovem.
  • 28. Leve-o sozinho e em silêncio, porque o SENHOR o pôs sobre ele.
  • 29. Ponha o seu rosto no pó; talvez ainda haja esperança.
  • 30. Ofereça o rosto a quem o quer ferir, e engula a desonra.
  • 31. Porque o Senhor não o desprezará para sempre.
  • 32. Embora ele traga tristeza, mostrará compaixão, tão grande é o seu amor infalível.
  • 33. Porque não é do seu agrado trazer aflição e tristeza aos filhos dos homens,
  • 34. esmagar com os pés todos os prisioneiros da terra,
  • 35. negar a alguém os seus direitos, enfrentando o Altíssimo,
  • 36. impedir a alguém o acesso à justiça; não veria o Senhor tais coisas?
  • 37. Quem poderá falar e fazer acontecer, se o Senhor não o tiver decretado?
  • 38. Não é da boca do Altíssimo que vêm tanto as desgraças como as bênçãos?
  • 39. Como pode um homem reclamar quando é punido por seus pecados?
  • 40. Examinemos e coloquemos à prova os nossos caminhos e depois voltemos ao SENHOR.
  • 41. Levantemos o coração e as mãos para Deus, que está nos céus, e digamos:
  • 42. “Pecamos e nos rebelamos, e tu não nos perdoaste.
  • 43. Tu te cobriste de ira e nos perseguiste, massacraste-nos sem piedade.
  • 44. Tu te escondeste atrás de uma nuvem para que nenhuma oração chegasse a ti.
  • 45. Tu nos tornaste escória e refugo entre as nações.
  • 46. Todos os nossos inimigos escancaram a boca contra nós.
  • 47. Sofremos terror e ciladas, ruína e destruição”.
  • 48. Rios de lágrimas correm dos meus olhos porque o meu povo foi destruído.
  • 49. Meus olhos choram sem parar, sem nenhum descanso,
  • 50. até que o SENHOR contemple dos céus e veja.
  • 51. O que eu enxergo enche-me a alma de tristeza, de pena de todas as mulheres da minha cidade.
  • 52. Aqueles que, sem motivo, eram meus inimigos caçaram-me como a um passarinho.
  • 53. Procuraram fazer minha vida acabar na cova e me jogaram pedras;
  • 54. as águas me encobriram a cabeça, e cheguei a pensar que o fim de tudo tinha chegado.
  • 55. Clamei pelo teu nome, SENHOR, das profundezas da cova.
  • 56. Tu ouviste o meu clamor: “Não feches os teus ouvidos aos meus gritos de socorro”.
  • 57. Tu te aproximaste quando a ti clamei, e disseste: “Não tenha medo”.
  • 58. Senhor, tu assumiste a minha causa; e redimiste a minha vida.
  • 59. Tu tens visto, SENHOR, o mal que me tem sido feito. Toma a teu cargo a minha causa!
  • 60. Tu viste como é terrível a vingança deles, todas as suas ciladas contra mim.
  • 61. SENHOR, tu ouviste os seus insultos, todas as suas ciladas contra mim,
  • 62. aquilo que os meus inimigos sussurram e murmuram o tempo todo contra mim.
  • 63. Olha para eles! Sentados ou em pé, zombam de mim com as suas canções.
  • 64. Dá-lhes o que merecem, SENHOR, conforme o que as suas mãos têm feito.
  • 65. Coloca um véu sobre os seus corações e esteja a tua maldição sobre eles.
  • 66. Persegue-os com fúria e elimina-os de debaixo dos teus céus, ó SENHOR.

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