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Assim diz o SENHOR: O céu é o meu trono, e a terra o escabelo dos meus pés; que casa me edificaríeis vós? E qual seria o lugar do meu descanso? Porque a minha mão fez todas estas coisas, e assim todas elas foram feitas, diz o SENHOR; mas para esse olharei, para o pobre e abatido de espírito, e que treme da minha palavra. [Isaías 66: 1-2]

Leitura do Antigo Testamento em 324 dias

Nova Versão Internacional: 13 de 324 dias.

    Gênesis 37

  • 1. Jacó habitou na terra de Canaã, onde seu pai tinha vivido como estrangeiro.
  • 2. Esta é a história da família de Jacó: Quando José tinha dezessete anos, pastoreava os rebanhos com os seus irmãos. Ajudava os filhos de Bila e os filhos de Zilpa, mulheres de seu pai; e contava ao pai a má fama deles.
  • 3. Ora, Israel gostava mais de José do que de qualquer outro filho, porque lhe havia nascido em sua velhice; por isso mandou fazer para ele uma túnica longa.
  • 4. Quando os seus irmãos viram que o pai gostava mais dele do que de qualquer outro filho, odiaram-no e não conseguiam falar com ele amigavelmente.
  • 5. Certa vez, José teve um sonho e, quando o contou a seus irmãos, eles passaram a odiá-lo ainda mais.
  • 6. “Ouçam o sonho que tive”, disse-lhes.
  • 7. “Estávamos amarrando os feixes de trigo no campo, quando o meu feixe se levantou e ficou em pé, e os seus feixes se ajuntaram ao redor do meu e se curvaram diante dele.”
  • 8. Seus irmãos lhe disseram: “Então você vai reinar sobre nós? Quer dizer que você vai nos governar?” E o odiaram ainda mais, por causa do sonho e do que tinha dito.
  • 9. Depois teve outro sonho e o contou aos seus irmãos: “Tive outro sonho, e desta vez o sol, a lua e onze estrelas se curvavam diante de mim”.
  • 10. Quando o contou ao pai e aos irmãos, o pai o repreendeu e lhe disse: “Que sonho foi esse que você teve? Será que eu, sua mãe, e seus irmãos viremos a nos curvar até o chão diante de você?”
  • 11. Assim seus irmãos tiveram ciúmes dele; o pai, no entanto, refletia naquilo.
  • 12. Os irmãos de José tinham ido cuidar dos rebanhos do pai, perto de Siquém,
  • 13. e Israel disse a José: “Como você sabe, seus irmãos estão apascentando os rebanhos perto de Siquém. Quero que você vá até lá”. “Sim, senhor”, respondeu ele.
  • 14. Disse-lhe o pai: “Vá ver se está tudo bem com os seus irmãos e com os rebanhos, e traga-me notícias”. Jacó o enviou quando estava no vale de Hebrom. Mas José se perdeu quando se aproximava de Siquém;
  • 15. um homem o encontrou vagueando pelos campos e lhe perguntou: “Que é que você está procurando?”
  • 16. Ele respondeu: “Procuro meus irmãos. Pode me dizer onde eles estão apascentando os rebanhos?”
  • 17. Respondeu o homem: “Eles já partiram daqui. Eu os ouvi dizer: ‘Vamos para Dotã’ ”. Assim José foi em busca dos seus irmãos e os encontrou perto de Dotã.
  • 18. Mas eles o viram de longe e, antes que chegasse, planejaram matá-lo.
  • 19. “Lá vem aquele sonhador!”, diziam uns aos outros.
  • 20. “É agora! Vamos matá-lo e jogá-lo num destes poços, e diremos que um animal selvagem o devorou. Veremos então o que será dos seus sonhos.”
  • 21. Quando Rúben ouviu isso, tentou livrá-lo das mãos deles, dizendo: “Não lhe tiremos a vida!”
  • 22. E acrescentou: “Não derramem sangue. Joguem-no naquele poço no deserto, mas não toquem nele”. Rúben propôs isso com a intenção de livrá-lo e levá-lo de volta ao pai.
  • 23. Chegando José, seus irmãos lhe arrancaram a túnica longa,
  • 24. agarraram-no e o jogaram no poço, que estava vazio e sem água.
  • 25. Ao se assentarem para comer, viram ao longe uma caravana de ismaelitas que vinha de Gileade. Seus camelos estavam carregados de especiarias, bálsamo e mirra, que eles levavam para o Egito.
  • 26. Judá disse então a seus irmãos: “Que ganharemos se matarmos o nosso irmão e escondermos o seu sangue?
  • 27. Vamos vendê-lo aos ismaelitas. Não tocaremos nele, afinal é nosso irmão, é nosso próprio sangue ”. E seus irmãos concordaram.
  • 28. Quando os mercadores ismaelitas de Midiã se aproximaram, seus irmãos tiraram José do poço e o venderam por vinte peças de prata aos ismaelitas, que o levaram para o Egito.
  • 29. Quando Rúben voltou ao poço e viu que José não estava lá, rasgou suas vestes
  • 30. e, voltando a seus irmãos, disse: “O jovem não está lá! Para onde irei agora?”
  • 31. Então eles mataram um bode, mergulharam no sangue a túnica de José
  • 32. e a mandaram ao pai com este recado: “Achamos isto. Veja se é a túnica de teu filho”.
  • 33. Ele a reconheceu e disse: “É a túnica de meu filho! Um animal selvagem o devorou! José foi despedaçado!”
  • 34. Então Jacó rasgou suas vestes, vestiu-se de pano de saco e chorou muitos dias por seu filho.
  • 35. Todos os seus filhos e filhas vieram consolá-lo, mas ele recusou ser consolado, dizendo: “Não! Chorando descerei à sepultura para junto de meu filho”. E continuou a chorar por ele.
  • 36. Nesse meio-tempo, no Egito, os midianitas venderam José a Potifar, oficial do faraó e capitão da guarda.
  • Gênesis 38

  • 1. Por essa época, Judá deixou seus irmãos e passou a viver na casa de um homem de Adulão, chamado Hira.
  • 2. Ali Judá encontrou a filha de um cananeu chamado Suá e casou-se com ela. Ele a possuiu,
  • 3. ela engravidou e deu à luz um filho, ao qual ele deu o nome de Er.
  • 4. Tornou a engravidar, teve um filho e deu-lhe o nome de Onã.
  • 5. Quando estava em Quezibe, ela teve ainda outro filho e chamou-o Selá.
  • 6. Judá escolheu uma mulher chamada Tamar para Er, seu filho mais velho.
  • 7. Mas o SENHOR reprovou a conduta perversa de Er, filho mais velho de Judá, e por isso o matou.
  • 8. Então Judá disse a Onã: “Case-se com a mulher do seu irmão, cumpra as suas obrigações de cunhado para com ela e dê uma descendência a seu irmão”.
  • 9. Mas Onã sabia que a descendência não seria sua; assim, toda vez que possuía a mulher do seu irmão, derramava o sêmen no chão para evitar que seu irmão tivesse descendência.
  • 10. O SENHOR reprovou o que ele fazia, e por isso o matou também.
  • 11. Disse então Judá à sua nora Tamar: “More como viúva na casa de seu pai até que o meu filho Selá cresça”, porque temia que ele viesse a morrer, como os seus irmãos. Assim Tamar foi morar na casa do pai.
  • 12. Tempos depois morreu a mulher de Judá, filha de Suá. Passado o luto, Judá foi ver os tosquiadores do seu rebanho em Timna com o seu amigo Hira, o adulamita.
  • 13. Quando foi dito a Tamar: “Seu sogro está a caminho de Timna para tosquiar suas ovelhas”,
  • 14. ela trocou suas roupas de viúva, cobriu-se com um véu para se disfarçar e foi sentar-se à entrada de Enaim, que fica no caminho de Timna. Ela fez isso porque viu que, embora Selá já fosse crescido, ela não lhe tinha sido dada em casamento.
  • 15. Quando a viu, Judá pensou que fosse uma prostituta, porque ela havia encoberto o rosto.
  • 16. Não sabendo que era a sua nora, dirigiu-se a ela, à beira da estrada, e disse: “Venha cá, quero deitar-me com você”. Ela lhe perguntou: “O que você me dará para deitar-se comigo?”
  • 17. Disse ele: “Eu lhe mandarei um cabritinho do meu rebanho”. E ela perguntou: “Você me deixará alguma coisa como garantia até que o mande?”
  • 18. Disse Judá: “Que garantia devo dar-lhe?” Respondeu ela: “O seu selo com o cordão, e o cajado que você tem na mão”. Ele os entregou e a possuiu, e Tamar engravidou dele.
  • 19. Ela se foi, tirou o véu e tornou a vestir as roupas de viúva.
  • 20. Judá mandou o cabritinho por meio de seu amigo adulamita, a fim de reaver da mulher sua garantia, mas ele não a encontrou,
  • 21. e perguntou aos homens do lugar: “Onde está a prostituta cultual que costuma ficar à beira do caminho de Enaim?” Eles responderam: “Aqui não há nenhuma prostituta cultual”.
  • 22. Assim ele voltou a Judá e disse: “Não a encontrei. Além disso, os homens do lugar disseram que lá não há nenhuma prostituta cultual”.
  • 23. Disse Judá: “Fique ela com o que lhe dei. Não quero que nos tornemos objeto de zombaria. Afinal de contas, mandei a ela este cabritinho, mas você não a encontrou”.
  • 24. Cerca de três meses mais tarde, disseram a Judá: “Sua nora Tamar prostituiu-se, e na sua prostituição ficou grávida”. Disse Judá: “Tragam-na para fora e queimem-na viva!”
  • 25. Quando ela estava sendo levada para fora, mandou o seguinte recado ao sogro: “Estou grávida do homem que é dono destas coisas”. E acrescentou: “Veja se o senhor reconhece a quem pertencem este selo, este cordão e este cajado”.
  • 26. Judá os reconheceu e disse: “Ela é mais justa do que eu, pois eu devia tê-la entregue a meu filho Selá”. E não voltou a ter relações com ela.
  • 27. Quando lhe chegou a época de dar à luz, havia gêmeos em seu ventre.
  • 28. Enquanto ela dava à luz, um deles pôs a mão para fora; então a parteira pegou um fio vermelho e amarrou o pulso do menino, dizendo: “Este saiu primeiro”.
  • 29. Mas, quando ele recolheu a mão, seu irmão saiu, e ela disse: “Então você conseguiu uma brecha para sair!” E deu-lhe o nome de Perez.
  • 30. Depois saiu seu irmão que estava com o fio vermelho no pulso, e foi-lhe dado o nome de Zerá.
  • Gênesis 39

  • 1. José havia sido levado para o Egito, onde o egípcio Potifar, oficial do faraó e capitão da guarda, comprou-o dos ismaelitas que o tinham levado para lá.
  • 2. O SENHOR estava com José, de modo que este prosperou e passou a morar na casa do seu senhor egípcio.
  • 3. Quando este percebeu que o SENHOR estava com ele e que o fazia prosperar em tudo o que realizava,
  • 4. agradou-se de José e tornou-o administrador de seus bens. Potifar deixou a seu cuidado a sua casa e lhe confiou tudo o que possuía.
  • 5. Desde que o deixou cuidando de sua casa e de todos os seus bens, o SENHOR abençoou a casa do egípcio por causa de José. A bênção do SENHOR estava sobre tudo o que Potifar possuía, tanto em casa como no campo.
  • 6. Assim, deixou ele aos cuidados de José tudo o que tinha, e não se preocupava com coisa alguma, exceto com sua própria comida. José era atraente e de boa aparência,
  • 7. e, depois de certo tempo, a mulher do seu senhor começou a cobiçá-lo e o convidou: “Venha, deite-se comigo!”
  • 8. Mas ele se recusou e lhe disse: “Meu senhor não se preocupa com coisa alguma de sua casa, e tudo o que tem deixou aos meus cuidados.
  • 9. Ninguém desta casa está acima de mim. Ele nada me negou, a não ser a senhora, porque é a mulher dele. Como poderia eu, então, cometer algo tão perverso e pecar contra Deus?”
  • 10. Assim, embora ela insistisse com José dia após dia, ele se recusava a deitar-se com ela e evitava ficar perto dela.
  • 11. Um dia ele entrou na casa para fazer suas tarefas, e nenhum dos empregados ali se encontrava.
  • 12. Ela o agarrou pelo manto e voltou a convidá-lo: “Vamos, deite-se comigo!” Mas ele fugiu da casa, deixando o manto na mão dela.
  • 13. Quando ela viu que, ao fugir, ele tinha deixado o manto em sua mão,
  • 14. chamou os empregados e lhes disse: “Vejam, este hebreu nos foi trazido para nos insultar! Ele entrou aqui e tentou abusar de mim, mas eu gritei.
  • 15. Quando me ouviu gritar por socorro, largou seu manto ao meu lado e fugiu da casa”.
  • 16. Ela conservou o manto consigo até que o senhor de José chegasse à casa.
  • 17. Então repetiu-lhe a história: “Aquele escravo hebreu que você nos trouxe aproximou-se de mim para me insultar.
  • 18. Mas, quando gritei por socorro, ele largou seu manto ao meu lado e fugiu”.
  • 19. Quando o seu senhor ouviu o que a sua mulher lhe disse: “Foi assim que o seu escravo me tratou”, ficou indignado.
  • 20. Mandou buscar José e lançou-o na prisão em que eram postos os prisioneiros do rei. José ficou na prisão,
  • 21. mas o SENHOR estava com ele e o tratou com bondade, concedendo-lhe a simpatia do carcereiro.
  • 22. Por isso o carcereiro encarregou José de todos os que estavam na prisão, e ele se tornou responsável por tudo o que lá sucedia.
  • 23. O carcereiro não se preocupava com nada do que estava a cargo de José, porque o SENHOR estava com José e lhe concedia bom êxito em tudo o que realizava.

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