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Assim diz o SENHOR: O céu é o meu trono, e a terra o escabelo dos meus pés; que casa me edificaríeis vós? E qual seria o lugar do meu descanso? Porque a minha mão fez todas estas coisas, e assim todas elas foram feitas, diz o SENHOR; mas para esse olharei, para o pobre e abatido de espírito, e que treme da minha palavra. [Isaías 66: 1-2]

    Êxodo 19

  • 1. No terceiro mês da saída dos filhos de Israel da terra do Egito, no primeiro dia desse mês, vieram ao deserto do Sinai.
  • 2. Tendo partido de Refidim, vieram ao deserto do Sinai, no qual se acamparam; ali, pois, se acampou Israel em frente do monte.
  • 3. Subiu Moisés a Deus, e do monte o SENHOR o chamou e lhe disse: Assim falarás à casa de Jacó e anunciarás aos filhos de Israel:
  • 4. Tendes visto o que fiz aos egípcios, como vos levei sobre asas de águia e vos cheguei a mim.
  • 5. Agora, pois, se diligentemente ouvirdes a minha voz e guardardes a minha aliança, então, sereis a minha propriedade peculiar dentre todos os povos; porque toda a terra é minha;
  • 6. vós me sereis reino de sacerdotes e nação santa. São estas as palavras que falarás aos filhos de Israel.
  • 7. Veio Moisés, chamou os anciãos do povo e expôs diante deles todas estas palavras que o SENHOR lhe havia ordenado.
  • 8. Então, o povo respondeu à uma: Tudo o que o SENHOR falou faremos. E Moisés relatou ao SENHOR as palavras do povo.
  • 9. Disse o SENHOR a Moisés: Eis que virei a ti numa nuvem escura, para que o povo ouça quando eu falar contigo e para que também creiam sempre em ti. Porque Moisés tinha anunciado as palavras do seu povo ao SENHOR.
  • 10. Disse também o SENHOR a Moisés: Vai ao povo e purifica-o hoje e amanhã. Lavem eles as suas vestes
  • 11. e estejam prontos para o terceiro dia; porque no terceiro dia o SENHOR, à vista de todo o povo, descerá sobre o monte Sinai.
  • 12. Marcarás em redor limites ao povo, dizendo: Guardai-vos de subir ao monte, nem toqueis o seu limite; todo aquele que tocar o monte será morto.
  • 13. Mão nenhuma tocará neste, mas será apedrejado ou flechado; quer seja animal, quer seja homem, não viverá. Quando soar longamente a buzina, então, subirão ao monte.
  • 14. Moisés, tendo descido do monte ao povo, consagrou o povo; e lavaram as suas vestes.
  • 15. E disse ao povo: Estai prontos ao terceiro dia; e não vos chegueis a mulher.
  • 16. Ao amanhecer do terceiro dia, houve trovões, e relâmpagos, e uma espessa nuvem sobre o monte, e mui forte clangor de trombeta, de maneira que todo o povo que estava no arraial se estremeceu.
  • 17. E Moisés levou o povo fora do arraial ao encontro de Deus; e puseram-se ao pé do monte.
  • 18. Todo o monte Sinai fumegava, porque o SENHOR descera sobre ele em fogo; a sua fumaça subiu como fumaça de uma fornalha, e todo o monte tremia grandemente.
  • 19. E o clangor da trombeta ia aumentando cada vez mais; Moisés falava, e Deus lhe respondia no trovão.
  • 20. Descendo o SENHOR para o cimo do monte Sinai, chamou o SENHOR a Moisés para o cimo do monte. Moisés subiu,
  • 21. e o SENHOR disse a Moisés: Desce, adverte ao povo que não traspasse o limite até ao SENHOR para vê-lo, a fim de muitos deles não perecerem.
  • 22. Também os sacerdotes, que se chegam ao SENHOR, se hão de consagrar, para que o SENHOR não os fira.
  • 23. Então, disse Moisés ao SENHOR: O povo não poderá subir ao monte Sinai, porque tu nos advertiste, dizendo: Marca limites ao redor do monte e consagra-o.
  • 24. Replicou-lhe o SENHOR: Vai, desce; depois, subirás tu, e Arão contigo; os sacerdotes, porém, e o povo não traspassem o limite para subir ao SENHOR, para que não os fira.
  • 25. Desceu, pois, Moisés ao povo e lhe disse tudo isso.
  • Lucas 23

  • 1. Levantando-se toda a assembleia, levaram Jesus a Pilatos.
  • 2. E ali passaram a acusá-lo, dizendo: Encontramos este homem pervertendo a nossa nação, vedando pagar tributo a César e afirmando ser ele o Cristo, o Rei.
  • 3. Então, lhe perguntou Pilatos: És tu o rei dos judeus? Respondeu Jesus: Tu o dizes.
  • 4. Disse Pilatos aos principais sacerdotes e às multidões: Não vejo neste homem crime algum.
  • 5. Insistiam, porém, cada vez mais, dizendo: Ele alvoroça o povo, ensinando por toda a Judeia, desde a Galileia, onde começou, até aqui.
  • 6. Tendo Pilatos ouvido isto, perguntou se aquele homem era galileu.
  • 7. Ao saber que era da jurisdição de Herodes, estando este, naqueles dias, em Jerusalém, lho remeteu.
  • 8. Herodes, vendo a Jesus, sobremaneira se alegrou, pois havia muito queria vê-lo, por ter ouvido falar a seu respeito; esperava também vê-lo fazer algum sinal.
  • 9. E de muitos modos o interrogava; Jesus, porém, nada lhe respondia.
  • 10. Os principais sacerdotes e os escribas ali presentes o acusavam com grande veemência.
  • 11. Mas Herodes, juntamente com os da sua guarda, tratou-o com desprezo, e, escarnecendo dele, fê-lo vestir-se de um manto aparatoso, e o devolveu a Pilatos.
  • 12. Naquele mesmo dia, Herodes e Pilatos se reconciliaram, pois, antes, viviam inimizados um com o outro.
  • 13. Então, reunindo Pilatos os principais sacerdotes, as autoridades e o povo,
  • 14. disse-lhes: Apresentastes-me este homem como agitador do povo; mas, tendo-o interrogado na vossa presença, nada verifiquei contra ele dos crimes de que o acusais.
  • 15. Nem tampouco Herodes, pois no-lo tornou a enviar. É, pois, claro que nada contra ele se verificou digno de morte.
  • 16. Portanto, após castigá-lo, soltá-lo-ei.
  • 17. [E era-lhe forçoso soltar-lhes um detento por ocasião da festa.]
  • 18. Toda a multidão, porém, gritava: Fora com este! Solta-nos Barrabás!
  • 19. Barrabás estava no cárcere por causa de uma sedição na cidade e também por homicídio.
  • 20. Desejando Pilatos soltar a Jesus, insistiu ainda.
  • 21. Eles, porém, mais gritavam: Crucifica-o! Crucifica-o!
  • 22. Então, pela terceira vez, lhes perguntou: Que mal fez este? De fato, nada achei contra ele para condená-lo à morte; portanto, depois de o castigar, soltá-lo-ei.
  • 23. Mas eles instavam com grandes gritos, pedindo que fosse crucificado. E o seu clamor prevaleceu.
  • 24. Então, Pilatos decidiu atender-lhes o pedido.
  • 25. Soltou aquele que estava encarcerado por causa da sedição e do homicídio, a quem eles pediam; e, quanto a Jesus, entregou-o à vontade deles.
  • 26. E, como o conduzissem, constrangendo um cireneu, chamado Simão, que vinha do campo, puseram-lhe a cruz sobre os ombros, para que a levasse após Jesus.
  • 27. Seguia-o numerosa multidão de povo, e também mulheres que batiam no peito e o lamentavam.
  • 28. Porém Jesus, voltando-se para elas, disse: Filhas de Jerusalém, não choreis por mim; chorai, antes, por vós mesmas e por vossos filhos!
  • 29. Porque dias virão em que se dirá: Bem-aventuradas as estéreis, que não geraram, nem amamentaram.
  • 30. Nesses dias, dirão aos montes: Caí sobre nós! E aos outeiros: Cobri-nos!
  • 31. Porque, se em lenho verde fazem isto, que será no lenho seco?
  • 32. E também eram levados outros dois, que eram malfeitores, para serem executados com ele.
  • 33. Quando chegaram ao lugar chamado Calvário, ali o crucificaram, bem como aos malfeitores, um à direita, outro à esquerda.
  • 34. Contudo, Jesus dizia: Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem. Então, repartindo as vestes dele, lançaram sortes.
  • 35. O povo estava ali e a tudo observava. Também as autoridades zombavam e diziam: Salvou os outros; a si mesmo se salve, se é, de fato, o Cristo de Deus, o escolhido.
  • 36. Igualmente os soldados o escarneciam e, aproximando-se, trouxeram-lhe vinagre, dizendo:
  • 37. Se tu és o rei dos judeus, salva-te a ti mesmo.
  • 38. Também sobre ele estava esta epígrafe [em letras gregas, romanas e hebraicas]: ESTE É O REI DOS JUDEUS.
  • 39. Um dos malfeitores crucificados blasfemava contra ele, dizendo: Não és tu o Cristo? Salva-te a ti mesmo e a nós também.
  • 40. Respondendo-lhe, porém, o outro, repreendeu-o, dizendo: Nem ao menos temes a Deus, estando sob igual sentença?
  • 41. Nós, na verdade, com justiça, porque recebemos o castigo que os nossos atos merecem; mas este nenhum mal fez.
  • 42. E acrescentou: Jesus, lembra-te de mim quando vieres no teu reino.
  • 43. Jesus lhe respondeu: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso.
  • 44. Já era quase a hora sexta, e, escurecendo-se o sol, houve trevas sobre toda a terra até à hora nona.
  • 45. E rasgou-se pelo meio o véu do santuário.
  • 46. Então, Jesus clamou em alta voz: Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito! E, dito isto, expirou.
  • 47. Vendo o centurião o que tinha acontecido, deu glória a Deus, dizendo: Verdadeiramente, este homem era justo.
  • 48. E todas as multidões reunidas para este espetáculo, vendo o que havia acontecido, retiraram-se a lamentar, batendo nos peitos.
  • 49. Entretanto, todos os conhecidos de Jesus e as mulheres que o tinham seguido desde a Galileia permaneceram a contemplar de longe estas coisas.
  • 50. E eis que certo homem, chamado José, membro do Sinédrio, homem bom e justo
  • 51. (que não tinha concordado com o desígnio e ação dos outros), natural de Arimateia, cidade dos judeus, e que esperava o reino de Deus,
  • 52. tendo procurado a Pilatos, pediu-lhe o corpo de Jesus,
  • 53. e, tirando-o do madeiro, envolveu-o num lençol de linho, e o depositou num túmulo aberto em rocha, onde ainda ninguém havia sido sepultado.
  • 54. Era o dia da preparação, e começava o sábado.
  • 55. As mulheres que tinham vindo da Galileia com Jesus, seguindo, viram o túmulo e como o corpo fora ali depositado.
  • 56. Então, se retiraram para preparar aromas e bálsamos. E, no sábado, descansaram, segundo o mandamento.
  • Jó 38

  • 1. Depois disto, o SENHOR, do meio de um redemoinho, respondeu a Jó:
  • 2. Quem é este que escurece os meus desígnios com palavras sem conhecimento?
  • 3. Cinge, pois, os lombos como homem, pois eu te perguntarei, e tu me farás saber.
  • 4. Onde estavas tu, quando eu lançava os fundamentos da terra? Dize-mo, se tens entendimento.
  • 5. Quem lhe pôs as medidas, se é que o sabes? Ou quem estendeu sobre ela o cordel?
  • 6. Sobre que estão fundadas as suas bases ou quem lhe assentou a pedra angular,
  • 7. quando as estrelas da alva, juntas, alegremente cantavam, e rejubilavam todos os filhos de Deus?
  • 8. Ou quem encerrou o mar com portas, quando irrompeu da madre;
  • 9. quando eu lhe pus as nuvens por vestidura e a escuridão por fraldas?
  • 10. Quando eu lhe tracei limites, e lhe pus ferrolhos e portas,
  • 11. e disse: até aqui virás e não mais adiante, e aqui se quebrará o orgulho das tuas ondas?
  • 12. Acaso, desde que começaram os teus dias, deste ordem à madrugada ou fizeste a alva saber o seu lugar,
  • 13. para que se apegasse às orlas da terra, e desta fossem os perversos sacudidos?
  • 14. A terra se modela como o barro debaixo do selo, e tudo se apresenta como vestidos;
  • 15. dos perversos se desvia a sua luz, e o braço levantado para ferir se quebranta.
  • 16. Acaso, entraste nos mananciais do mar ou percorreste o mais profundo do abismo?
  • 17. Porventura, te foram reveladas as portas da morte ou viste essas portas da região tenebrosa?
  • 18. Tens ideia nítida da largura da terra? Dize-mo, se o sabes.
  • 19. Onde está o caminho para a morada da luz? E, quanto às trevas, onde é o seu lugar,
  • 20. para que as conduzas aos seus limites e discirnas as veredas para a sua casa?
  • 21. Tu o sabes, porque nesse tempo eras nascido e porque é grande o número dos teus dias!
  • 22. Acaso, entraste nos depósitos da neve e viste os tesouros da saraiva,
  • 23. que eu retenho até ao tempo da angústia, até ao dia da peleja e da guerra?
  • 24. Onde está o caminho para onde se difunde a luz e se espalha o vento oriental sobre a terra?
  • 25. Quem abriu regos para o aguaceiro ou caminho para os relâmpagos dos trovões;
  • 26. para que se faça chover sobre a terra, onde não há ninguém, e no ermo, em que não há gente;
  • 27. para dessedentar a terra deserta e assolada e para fazer crescer os renovos da erva?
  • 28. Acaso, a chuva tem pai? Ou quem gera as gotas do orvalho?
  • 29. De que ventre procede o gelo? E quem dá à luz a geada do céu?
  • 30. As águas ficam duras como a pedra, e a superfície das profundezas se torna compacta.
  • 31. Ou poderás tu atar as cadeias do Sete-estrelo ou soltar os laços do Órion?
  • 32. Ou fazer aparecer os signos do Zodíaco ou guiar a Ursa com seus filhos?
  • 33. Sabes tu as ordenanças dos céus, podes estabelecer a sua influência sobre a terra?
  • 34. Podes levantar a tua voz até às nuvens, para que a abundância das águas te cubra?
  • 35. Ou ordenarás aos relâmpagos que saiam e te digam: Eis-nos aqui?
  • 36. Quem pôs sabedoria nas camadas de nuvens? Ou quem deu entendimento ao meteoro?
  • 37. Quem pode numerar com sabedoria as nuvens? Ou os odres dos céus, quem os pode despejar,
  • 38. para que o pó se transforme em massa sólida, e os torrões se apeguem uns aos outros?
  • 39. Caçarás, porventura, a presa para a leoa? Ou saciarás a fome dos leõezinhos,
  • 40. quando se agacham nos covis e estão à espreita nas covas?
  • 41. Quem prepara aos corvos o seu alimento, quando os seus pintainhos gritam a Deus e andam vagueando, por não terem que comer?

Almeida Revista e Atualizada

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