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Assim diz o SENHOR: O céu é o meu trono, e a terra o escabelo dos meus pés; que casa me edificaríeis vós? E qual seria o lugar do meu descanso? Porque a minha mão fez todas estas coisas, e assim todas elas foram feitas, diz o SENHOR; mas para esse olharei, para o pobre e abatido de espírito, e que treme da minha palavra. [Isaías 66: 1-2]

    Êxodo 3

  • 1. Apascentava Moisés o rebanho de Jetro, seu sogro, sacerdote de Midiã; e, levando o rebanho para o lado ocidental do deserto, chegou ao monte de Deus, a Horebe.
  • 2. Apareceu-lhe o Anjo do SENHOR numa chama de fogo, no meio de uma sarça; Moisés olhou, e eis que a sarça ardia no fogo e a sarça não se consumia.
  • 3. Então, disse consigo mesmo: Irei para lá e verei essa grande maravilha; por que a sarça não se queima?
  • 4. Vendo o SENHOR que ele se voltava para ver, Deus, do meio da sarça, o chamou e disse: Moisés! Moisés! Ele respondeu: Eis-me aqui!
  • 5. Deus continuou: Não te chegues para cá; tira as sandálias dos pés, porque o lugar em que estás é terra santa.
  • 6. Disse mais: Eu sou o Deus de teu pai, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó. Moisés escondeu o rosto, porque temeu olhar para Deus.
  • 7. Disse ainda o SENHOR: Certamente, vi a aflição do meu povo, que está no Egito, e ouvi o seu clamor por causa dos seus exatores. Conheço-lhe o sofrimento;
  • 8. por isso, desci a fim de livrá-lo da mão dos egípcios e para fazê-lo subir daquela terra a uma terra boa e ampla, terra que mana leite e mel; o lugar do cananeu, do heteu, do amorreu, do ferezeu, do heveu e do jebuseu.
  • 9. Pois o clamor dos filhos de Israel chegou até mim, e também vejo a opressão com que os egípcios os estão oprimindo.
  • 10. Vem, agora, e eu te enviarei a Faraó, para que tires o meu povo, os filhos de Israel, do Egito.
  • 11. Então, disse Moisés a Deus: Quem sou eu para ir a Faraó e tirar do Egito os filhos de Israel?
  • 12. Deus lhe respondeu: Eu serei contigo; e este será o sinal de que eu te enviei: depois de haveres tirado o povo do Egito, servireis a Deus neste monte.
  • 13. Disse Moisés a Deus: Eis que, quando eu vier aos filhos de Israel e lhes disser: O Deus de vossos pais me enviou a vós outros; e eles me perguntarem: Qual é o seu nome? Que lhes direi?
  • 14. Disse Deus a Moisés: EU SOU O QUE SOU. Disse mais: Assim dirás aos filhos de Israel: EU SOU me enviou a vós outros.
  • 15. Disse Deus ainda mais a Moisés: Assim dirás aos filhos de Israel: O SENHOR, o Deus de vossos pais, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó, me enviou a vós outros; este é o meu nome eternamente, e assim serei lembrado de geração em geração.
  • 16. Vai, ajunta os anciãos de Israel e dize-lhes: O SENHOR, o Deus de vossos pais, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó, me apareceu, dizendo: Em verdade vos tenho visitado e visto o que vos tem sido feito no Egito.
  • 17. Portanto, disse eu: Far-vos-ei subir da aflição do Egito para a terra do cananeu, do heteu, do amorreu, do ferezeu, do heveu e do jebuseu, para uma terra que mana leite e mel.
  • 18. E ouvirão a tua voz; e irás, com os anciãos de Israel, ao rei do Egito e lhe dirás: O SENHOR, o Deus dos hebreus, nos encontrou. Agora, pois, deixa-nos ir caminho de três dias para o deserto, a fim de que sacrifiquemos ao SENHOR, nosso Deus.
  • 19. Eu sei, porém, que o rei do Egito não vos deixará ir se não for obrigado por mão forte.
  • 20. Portanto, estenderei a mão e ferirei o Egito com todos os meus prodígios que farei no meio dele; depois, vos deixará ir.
  • 21. Eu darei mercê a este povo aos olhos dos egípcios; e, quando sairdes, não será de mãos vazias.
  • 22. Cada mulher pedirá à sua vizinha e à sua hóspeda joias de prata, e joias de ouro, e vestimentas; as quais poreis sobre vossos filhos e sobre vossas filhas; e despojareis os egípcios.
  • Lucas 8

  • 1. Aconteceu, depois disto, que andava Jesus de cidade em cidade e de aldeia em aldeia, pregando e anunciando o evangelho do reino de Deus, e os doze iam com ele,
  • 2. e também algumas mulheres que haviam sido curadas de espíritos malignos e de enfermidades: Maria, chamada Madalena, da qual saíram sete demônios;
  • 3. e Joana, mulher de Cuza, procurador de Herodes, Suzana e muitas outras, as quais lhe prestavam assistência com os seus bens.
  • 4. Afluindo uma grande multidão e vindo ter com ele gente de todas as cidades, disse Jesus por parábola:
  • 5. Eis que o semeador saiu a semear. E, ao semear, uma parte caiu à beira do caminho; foi pisada, e as aves do céu a comeram.
  • 6. Outra caiu sobre a pedra; e, tendo crescido, secou por falta de umidade.
  • 7. Outra caiu no meio dos espinhos; e estes, ao crescerem com ela, a sufocaram.
  • 8. Outra, afinal, caiu em boa terra; cresceu e produziu a cento por um. Dizendo isto, clamou: Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.
  • 9. E os seus discípulos o interrogaram, dizendo: Que parábola é esta?
  • 10. Respondeu-lhes Jesus: A vós outros é dado conhecer os mistérios do reino de Deus; aos demais, fala-se por parábolas, para que, vendo, não vejam; e, ouvindo, não entendam.
  • 11. Este é o sentido da parábola: a semente é a palavra de Deus.
  • 12. A que caiu à beira do caminho são os que a ouviram; vem, a seguir, o diabo e arrebata-lhes do coração a palavra, para não suceder que, crendo, sejam salvos.
  • 13. A que caiu sobre a pedra são os que, ouvindo a palavra, a recebem com alegria; estes não têm raiz, creem apenas por algum tempo e, na hora da provação, se desviam.
  • 14. A que caiu entre espinhos são os que ouviram e, no decorrer dos dias, foram sufocados com os cuidados, riquezas e deleites da vida; os seus frutos não chegam a amadurecer.
  • 15. A que caiu na boa terra são os que, tendo ouvido de bom e reto coração, retêm a palavra; estes frutificam com perseverança.
  • 16. Ninguém, depois de acender uma candeia, a cobre com um vaso ou a põe debaixo de uma cama; pelo contrário, coloca-a sobre um velador, a fim de que os que entram vejam a luz.
  • 17. Nada há oculto, que não haja de manifestar-se, nem escondido, que não venha a ser conhecido e revelado.
  • 18. Vede, pois, como ouvis; porque ao que tiver, se lhe dará; e ao que não tiver, até aquilo que julga ter lhe será tirado.
  • 19. Vieram ter com ele sua mãe e seus irmãos e não podiam aproximar-se por causa da concorrência de povo.
  • 20. E lhe comunicaram: Tua mãe e teus irmãos estão lá fora e querem ver-te.
  • 21. Ele, porém, lhes respondeu: Minha mãe e meus irmãos são aqueles que ouvem a palavra de Deus e a praticam.
  • 22. Aconteceu que, num daqueles dias, entrou ele num barco em companhia dos seus discípulos e disse-lhes: Passemos para a outra margem do lago; e partiram.
  • 23. Enquanto navegavam, ele adormeceu. E sobreveio uma tempestade de vento no lago, correndo eles o perigo de soçobrar.
  • 24. Chegando-se a ele, despertaram-no dizendo: Mestre, Mestre, estamos perecendo! Despertando-se Jesus, repreendeu o vento e a fúria da água. Tudo cessou, e veio a bonança.
  • 25. Então, lhes disse: Onde está a vossa fé? Eles, possuídos de temor e admiração, diziam uns aos outros: Quem é este que até aos ventos e às ondas repreende, e lhe obedecem?
  • 26. Então, rumaram para a terra dos gerasenos, fronteira da Galileia.
  • 27. Logo ao desembarcar, veio da cidade ao seu encontro um homem possesso de demônios que, havia muito, não se vestia, nem habitava em casa alguma, porém vivia nos sepulcros.
  • 28. E, quando viu a Jesus, prostrou-se diante dele, exclamando e dizendo em alta voz: Que tenho eu contigo, Jesus, Filho do Deus Altíssimo? Rogo-te que não me atormentes.
  • 29. Porque Jesus ordenara ao espírito imundo que saísse do homem, pois muitas vezes se apoderara dele. E, embora procurassem conservá-lo preso com cadeias e grilhões, tudo despedaçava e era impelido pelo demônio para o deserto.
  • 30. Perguntou-lhe Jesus: Qual é o teu nome? Respondeu ele: Legião, porque tinham entrado nele muitos demônios.
  • 31. Rogavam-lhe que não os mandasse sair para o abismo.
  • 32. Ora, andava ali, pastando no monte, uma grande manada de porcos; rogaram-lhe que lhes permitisse entrar naqueles porcos. E Jesus o permitiu.
  • 33. Tendo os demônios saído do homem, entraram nos porcos, e a manada precipitou-se despenhadeiro abaixo, para dentro do lago, e se afogou.
  • 34. Os porqueiros, vendo o que acontecera, fugiram e foram anunciá-lo na cidade e pelos campos.
  • 35. Então, saiu o povo para ver o que se passara, e foram ter com Jesus. De fato, acharam o homem de quem saíram os demônios, vestido, em perfeito juízo, assentado aos pés de Jesus; e ficaram dominados de terror.
  • 36. E algumas pessoas que tinham presenciado os fatos contaram-lhes também como fora salvo o endemoninhado.
  • 37. Todo o povo da circunvizinhança dos gerasenos rogou-lhe que se retirasse deles, pois estavam possuídos de grande medo. E Jesus, tomando de novo o barco, voltou.
  • 38. O homem de quem tinham saído os demônios rogou-lhe que o deixasse estar com ele; Jesus, porém, o despediu, dizendo:
  • 39. Volta para casa e conta aos teus tudo o que Deus fez por ti. Então, foi ele anunciando por toda a cidade todas as coisas que Jesus lhe tinha feito.
  • 40. Ao regressar Jesus, a multidão o recebeu com alegria, porque todos o estavam esperando.
  • 41. Eis que veio um homem chamado Jairo, que era chefe da sinagoga, e, prostrando-se aos pés de Jesus, lhe suplicou que chegasse até a sua casa.
  • 42. Pois tinha uma filha única de uns doze anos, que estava à morte. Enquanto ele ia, as multidões o apertavam.
  • 43. Certa mulher que, havia doze anos, vinha sofrendo de uma hemorragia, e a quem ninguém tinha podido curar [e que gastara com os médicos todos os seus haveres],
  • 44. veio por trás dele e lhe tocou na orla da veste, e logo se lhe estancou a hemorragia.
  • 45. Mas Jesus disse: Quem me tocou? Como todos negassem, Pedro [com seus companheiros] disse: Mestre, as multidões te apertam e te oprimem [e dizes: Quem me tocou?].
  • 46. Contudo, Jesus insistiu: Alguém me tocou, porque senti que de mim saiu poder.
  • 47. Vendo a mulher que não podia ocultar-se, aproximou-se trêmula e, prostrando-se diante dele, declarou, à vista de todo o povo, a causa por que lhe havia tocado e como imediatamente fora curada.
  • 48. Então, lhe disse: Filha, a tua fé te salvou; vai-te em paz.
  • 49. Falava ele ainda, quando veio uma pessoa da casa do chefe da sinagoga, dizendo: Tua filha já está morta, não incomodes mais o Mestre.
  • 50. Mas Jesus, ouvindo isto, lhe disse: Não temas, crê somente, e ela será salva.
  • 51. Tendo chegado à casa, a ninguém permitiu que entrasse com ele, senão Pedro, João, Tiago e bem assim o pai e a mãe da menina.
  • 52. E todos choravam e a pranteavam. Mas ele disse: Não choreis; ela não está morta, mas dorme.
  • 53. E riam-se dele, porque sabiam que ela estava morta.
  • 54. Entretanto, ele, tomando-a pela mão, disse-lhe, em voz alta: Menina, levanta-te!
  • 55. Voltou-lhe o espírito, ela imediatamente se levantou, e ele mandou que lhe dessem de comer.
  • 56. Seus pais ficaram maravilhados, mas ele lhes advertiu que a ninguém contassem o que havia acontecido.
  • Jó 21

  • 1. Respondeu, porém, Jó:
  • 2. Ouvi atentamente as minhas razões, e já isso me será a vossa consolação.
  • 3. Tolerai-me, e eu falarei; e, havendo eu falado, podereis zombar.
  • 4. Acaso, é do homem que eu me queixo? Não tenho motivo de me impacientar?
  • 5. Olhai para mim e pasmai; e ponde a mão sobre a boca;
  • 6. porque só de pensar nisso me perturbo, e um calafrio se apodera de toda a minha carne.
  • 7. Como é, pois, que vivem os perversos, envelhecem e ainda se tornam mais poderosos?
  • 8. Seus filhos se estabelecem na sua presença; e os seus descendentes, ante seus olhos.
  • 9. As suas casas têm paz, sem temor, e a vara de Deus não os fustiga.
  • 10. O seu touro gera e não falha, suas novilhas têm a cria e não abortam.
  • 11. Deixam correr suas crianças, como a um rebanho, e seus filhos saltam de alegria;
  • 12. cantam com tamboril e harpa e alegram-se ao som da flauta.
  • 13. Passam eles os seus dias em prosperidade e em paz descem à sepultura.
  • 14. E são estes os que disseram a Deus: Retira-te de nós! Não desejamos conhecer os teus caminhos.
  • 15. Que é o Todo-Poderoso, para que nós o sirvamos? E que nos aproveitará que lhe façamos orações?
  • 16. Vede, porém, que não provém deles a sua prosperidade; longe de mim o conselho dos perversos!
  • 17. Quantas vezes sucede que se apaga a lâmpada dos perversos? Quantas vezes lhes sobrevém a destruição? Quantas vezes Deus na sua ira lhes reparte dores?
  • 18. Quantas vezes são como a palha diante do vento e como a pragana arrebatada pelo remoinho?
  • 19. Deus, dizeis vós, guarda a iniquidade do perverso para seus filhos. Mas é a ele que deveria Deus dar o pago, para que o sinta.
  • 20. Seus próprios olhos devem ver a sua ruína, e ele, beber do furor do Todo-Poderoso.
  • 21. Porque depois de morto, cortado já o número dos seus meses, que interessa a ele a sua casa?
  • 22. Acaso, alguém ensinará ciência a Deus, a ele que julga os que estão nos céus?
  • 23. Um morre em pleno vigor, despreocupado e tranquilo,
  • 24. com seus baldes cheios de leite e fresca a medula dos seus ossos.
  • 25. Outro, ao contrário, morre na amargura do seu coração, não havendo provado do bem.
  • 26. Juntamente jazem no pó, onde os vermes os cobrem.
  • 27. Vede que conheço os vossos pensamentos e os injustos desígnios com que me tratais.
  • 28. Porque direis: Onde está a casa do príncipe, e onde, a tenda em que morava o perverso?
  • 29. Porventura, não tendes interrogado os que viajam? E não considerastes as suas declarações,
  • 30. que o mau é poupado no dia da calamidade, é socorrido no dia do furor?
  • 31. Quem lhe lançará em rosto o seu proceder? Quem lhe dará o pago do que faz?
  • 32. Finalmente, é levado à sepultura, e sobre o seu túmulo se faz vigilância.
  • 33. Os torrões do vale lhe são leves, todos os homens o seguem, assim como não têm número os que foram adiante dele.
  • 34. Como, pois, me consolais em vão? Das vossas respostas só resta falsidade.

Almeida Revista e Atualizada

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