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Assim diz o SENHOR: O céu é o meu trono, e a terra o escabelo dos meus pés; que casa me edificaríeis vós? E qual seria o lugar do meu descanso? Porque a minha mão fez todas estas coisas, e assim todas elas foram feitas, diz o SENHOR; mas para esse olharei, para o pobre e abatido de espírito, e que treme da minha palavra. [Isaías 66: 1-2]

    Juízes 20

  • 1. Saíram todos os filhos de Israel, e a congregação se ajuntou perante o SENHOR em Mispa, como se fora um só homem, desde Dã até Berseba, como também a terra de Gileade.
  • 2. Os príncipes de todo o povo e todas as tribos de Israel se apresentaram na congregação do povo de Deus. Havia quatrocentos mil homens de pé, que puxavam da espada.
  • 3. Ouviram os filhos de Benjamim que os filhos de Israel haviam subido a Mispa. Disseram os filhos de Israel: Contai-nos como sucedeu esta maldade.
  • 4. Então, respondeu o homem levita, marido da mulher que fora morta, e disse: Cheguei com a minha concubina a Gibeá, cidade de Benjamim, para passar a noite;
  • 5. os cidadãos de Gibeá se levantaram contra mim e, à noite, cercaram a casa em que eu estava; intentaram matar-me e violaram a minha concubina, de maneira que morreu.
  • 6. Então, peguei a minha concubina, e a fiz em pedaços, e os enviei por toda a terra da herança de Israel, porquanto fizeram vergonha e loucura em Israel.
  • 7. Eis que todos sois filhos de Israel; eia! Dai a vossa palavra e conselho neste caso.
  • 8. Então, todo o povo se levantou como um só homem, dizendo: Nenhum de nós voltará para sua tenda, nenhum de nós se retirará para casa.
  • 9. Porém isto é o que faremos a Gibeá: subiremos contra ela por sorte.
  • 10. Tomaremos dez homens de cem de todas as tribos de Israel, e cem de mil, e mil de dez mil, para providenciarem mantimento para o povo, a fim de que este, vindo a Gibeá de Benjamim, faça a ela conforme toda a loucura que tem feito em Israel.
  • 11. Assim, se ajuntaram contra esta cidade todos os homens de Israel, unidos como um só homem.
  • 12. As tribos de Israel enviaram homens por toda a tribo de Benjamim, para lhe dizerem: Que maldade é essa que se fez entre vós?
  • 13. Dai-nos, agora, os homens, filhos de Belial, que estão em Gibeá, para que os matemos e tiremos de Israel o mal; porém Benjamim não quis ouvir a voz de seus irmãos, os filhos de Israel.
  • 14. Antes, os filhos de Benjamim se ajuntaram, vindos das cidades em Gibeá, para saírem a pelejar contra os filhos de Israel.
  • 15. E contaram-se, naquele dia, os filhos de Benjamim vindos das cidades; eram vinte e seis mil homens que puxavam da espada, afora os moradores de Gibeá, de que se contavam setecentos homens escolhidos.
  • 16. Entre todo este povo havia setecentos homens escolhidos, canhotos, os quais atiravam com a funda uma pedra num cabelo e não erravam.
  • 17. Contaram-se dos homens de Israel, afora os de Benjamim, quatrocentos mil homens que puxavam da espada, e todos eles, homens de guerra.
  • 18. Levantaram-se os israelitas, subiram a Betel e consultaram a Deus, dizendo: Quem dentre nós subirá, primeiro, a pelejar contra Benjamim? Respondeu o SENHOR: Judá subirá primeiro.
  • 19. Levantaram-se, pois, os filhos de Israel pela manhã e acamparam-se contra Gibeá.
  • 20. Saíram os homens de Israel à peleja contra Benjamim; e, junto a Gibeá, se ordenaram contra ele.
  • 21. Então, os filhos de Benjamim saíram de Gibeá e derribaram por terra, naquele dia, vinte e dois mil homens de Israel.
  • 22. Porém se animou o povo dos homens de Israel e tornaram a ordenar-se para a peleja, no lugar onde, no primeiro dia, o tinham feito.
  • 23. Antes, subiram os filhos de Israel, e choraram perante o SENHOR até à tarde, e consultaram o SENHOR, dizendo: Tornaremos a pelejar contra os filhos de Benjamim, nosso irmão? Respondeu o SENHOR: Subi contra ele.
  • 24. Chegaram-se, pois, os filhos de Israel contra os filhos de Benjamim, no dia seguinte.
  • 25. Também os de Benjamim, no dia seguinte, saíram de Gibeá de encontro a eles e derribaram ainda por terra mais dezoito mil homens, todos dos que puxavam da espada.
  • 26. Então, todos os filhos de Israel, todo o povo, subiram, e vieram a Betel, e choraram, e estiveram ali perante o SENHOR, e jejuaram aquele dia até à tarde; e, perante o SENHOR, ofereceram holocaustos e ofertas pacíficas.
  • 27. E os filhos de Israel perguntaram ao SENHOR (porquanto a arca da Aliança de Deus estava ali naqueles dias;
  • 28. e Fineias, filho de Eleazar, filho de Arão, ministrava perante ela naqueles dias), dizendo: Tornaremos a sair ainda a pelejar contra os filhos de Benjamim, nosso irmão, ou desistiremos? Respondeu o SENHOR: Subi, que amanhã eu os entregarei nas vossas mãos.
  • 29. Então, Israel pôs emboscadas em redor de Gibeá.
  • 30. Ao terceiro dia, subiram os filhos de Israel contra os filhos de Benjamim e se ordenaram à peleja contra Gibeá, como das outras vezes.
  • 31. Então, os filhos de Benjamim saíram de encontro ao povo, e, deixando-se atrair para longe da cidade, começaram a ferir alguns do povo, e mataram, como das outras vezes, uns trinta dos homens de Israel, pelas estradas, das quais uma sobe para Betel, a outra, para Gibeá do Campo.
  • 32. Então, os filhos de Benjamim disseram: Vão derrotados diante de nós como dantes. Porém os filhos de Israel disseram: Fujamos e atraiamo-los da cidade para as estradas.
  • 33. Todos os homens de Israel se levantaram do seu lugar e se ordenaram para a peleja em Baal-Tamar; e a emboscada de Israel saiu do seu lugar, das vizinhanças de Geba.
  • 34. Dez mil homens escolhidos de todo o Israel vieram contra Gibeá, e a peleja se tornou renhida; porém eles não imaginavam que a calamidade lhes tocaria.
  • 35. Então, feriu o SENHOR a Benjamim diante de Israel; e mataram os filhos de Israel, naquele dia, vinte e cinco mil e cem homens de Benjamim, todos dos que puxavam da espada;
  • 36. assim, viram os filhos de Benjamim que estavam feridos. Os homens de Israel retiraram-se perante os benjamitas, porquanto estavam confiados na emboscada que haviam posto contra Gibeá.
  • 37. A emboscada se apressou, e acometeu a Gibeá, e de golpe feriu-a toda a fio de espada.
  • 38. Os homens de Israel tinham um sinal determinado com a emboscada, que era fazerem levantar da cidade uma grande nuvem de fumaça.
  • 39. Então, os homens de Israel deviam voltar à peleja. Começara Benjamim a ferir e havia já matado uns trinta entre os homens de Israel, porque diziam: Com efeito, já estão derrotados diante de nós, como na peleja anterior.
  • 40. Então, a nuvem de fumaça começou a levantar-se da cidade, como se fora uma coluna; virando-se Benjamim a olhar para trás de si, eis que toda a cidade subia em chamas para o céu.
  • 41. Viraram os homens de Israel, e os de Benjamim pasmaram, porque viram que a calamidade lhes tocaria.
  • 42. E viraram diante dos homens de Israel, para o caminho do deserto; porém a peleja os apertou; e os que vinham das cidades os destruíram no meio deles.
  • 43. Cercaram a Benjamim, seguiram-no e, onde repousava, ali o alcançavam, até diante de Gibeá, para o nascente do sol.
  • 44. Caíram de Benjamim dezoito mil homens, todos estes homens valentes.
  • 45. Então, viraram e fugiram para o deserto, à penha Rimom; e, na respiga, mataram ainda pelos caminhos uns cinco mil homens, e de perto os seguiram até Gidom, e feriram deles dois mil homens.
  • 46. Todos os que de Benjamim caíram, naquele dia, foram vinte e cinco mil homens que puxavam da espada, todos eles homens valentes.
  • 47. Porém seiscentos homens viraram e fugiram para o deserto, à penha Rimom, onde ficaram quatro meses.
  • 48. Os homens de Israel voltaram para os filhos de Benjamim e passaram a fio de espada tudo o que restou da cidade, tanto homens como animais, em suma, tudo o que encontraram; e também a todas as cidades que acharam puseram fogo.
  • Atos 24

  • 1. Cinco dias depois, desceu o sumo sacerdote, Ananias, com alguns anciãos e com certo orador, chamado Tértulo, os quais apresentaram ao governador libelo contra Paulo.
  • 2. Sendo este chamado, passou Tértulo a acusá-lo, dizendo: Excelentíssimo Félix, tendo nós, por teu intermédio, gozado de paz perene, e, também por teu providente cuidado, se terem feito notáveis reformas em benefício deste povo,
  • 3. sempre e por toda parte, isto reconhecemos com toda a gratidão.
  • 4. Entretanto, para não te deter por longo tempo, rogo-te que, de conformidade com a tua clemência, nos atendas por um pouco.
  • 5. Porque, tendo nós verificado que este homem é uma peste e promove sedições entre os judeus esparsos por todo o mundo, sendo também o principal agitador da seita dos nazarenos,
  • 6. o qual também tentou profanar o templo, nós o prendemos [com o intuito de julgá-lo segundo a nossa lei.
  • 7. Mas, sobrevindo o comandante Lísias, o arrebatou das nossas mãos com grande violência,
  • 8. ordenando que os seus acusadores viessem à tua presença]. Tu mesmo, examinando-o, poderás tomar conhecimento de todas as coisas de que nós o acusamos.
  • 9. Os judeus também concordaram na acusação, afirmando que estas coisas eram assim.
  • 10. Paulo, tendo-lhe o governador feito sinal que falasse, respondeu: Sabendo que há muitos anos és juiz desta nação, sinto-me à vontade para me defender,
  • 11. visto poderes verificar que não há mais de doze dias desde que subi a Jerusalém para adorar;
  • 12. e que não me acharam no templo discutindo com alguém, nem tampouco amotinando o povo, fosse nas sinagogas ou na cidade;
  • 13. nem te podem provar as acusações que, agora, fazem contra mim.
  • 14. Porém confesso-te que, segundo o Caminho, a que chamam seita, assim eu sirvo ao Deus de nossos pais, acreditando em todas as coisas que estejam de acordo com a lei e nos escritos dos profetas,
  • 15. tendo esperança em Deus, como também estes a têm, de que haverá ressurreição, tanto de justos como de injustos.
  • 16. Por isso, também me esforço por ter sempre consciência pura diante de Deus e dos homens.
  • 17. Depois de anos, vim trazer esmolas à minha nação e também fazer oferendas,
  • 18. e foi nesta prática que alguns judeus da Ásia me encontraram já purificado no templo, sem ajuntamento e sem tumulto,
  • 19. os quais deviam comparecer diante de ti e acusar, se tivessem alguma coisa contra mim.
  • 20. Ou estes mesmos digam que iniquidade acharam em mim, por ocasião do meu comparecimento perante o Sinédrio,
  • 21. salvo estas palavras que clamei, estando entre eles: hoje, sou eu julgado por vós acerca da ressurreição dos mortos.
  • 22. Então, Félix, conhecendo mais acuradamente as coisas com respeito ao Caminho, adiou a causa, dizendo: Quando descer o comandante Lísias, tomarei inteiro conhecimento do vosso caso.
  • 23. E mandou ao centurião que conservasse a Paulo detido, tratando-o com indulgência e não impedindo que os seus próprios o servissem.
  • 24. Passados alguns dias, vindo Félix com Drusila, sua mulher, que era judia, mandou chamar Paulo e passou a ouvi-lo a respeito da fé em Cristo Jesus.
  • 25. Dissertando ele acerca da justiça, do domínio próprio e do Juízo vindouro, ficou Félix amedrontado e disse: Por agora, podes retirar-te, e, quando eu tiver vagar, chamar-te-ei;
  • 26. esperando também, ao mesmo tempo, que Paulo lhe desse dinheiro; pelo que, chamando-o mais frequentemente, conversava com ele.
  • 27. Dois anos mais tarde, Félix teve por sucessor Pórcio Festo; e, querendo Félix assegurar o apoio dos judeus, manteve Paulo encarcerado.
  • Jeremias 34

  • 1. Palavra que do SENHOR veio a Jeremias, quando Nabucodonosor, rei da Babilônia, e todo o seu exército, e todos os reinos da terra que estavam debaixo do seu poder, e todos os povos pelejavam contra Jerusalém e contra todas as suas cidades, dizendo:
  • 2. Assim diz o SENHOR, Deus de Israel: Vai, fala a Zedequias, rei de Judá, e dize-lhe: Assim diz o SENHOR: Eis que eu entrego esta cidade nas mãos do rei da Babilônia, o qual a queimará.
  • 3. Tu não lhe escaparás das mãos; pelo contrário, serás preso e entregue nas suas mãos; tu verás o rei da Babilônia face a face, e ele te falará boca a boca, e entrarás na Babilônia.
  • 4. Todavia, ouve a palavra do SENHOR, ó Zedequias, rei de Judá: Assim diz o SENHOR a teu respeito: Não morrerás à espada.
  • 5. Em paz morrerás, e te queimarão perfumes a ti, como se queimaram a teus pais, que, como reis, te precederam, e te prantearão, dizendo: Ah! Senhor! Pois eu é que disse a palavra, diz o SENHOR.
  • 6. Falou Jeremias, o profeta, a Zedequias, rei de Judá, todas estas palavras, em Jerusalém,
  • 7. quando o exército do rei da Babilônia pelejava contra Jerusalém e contra todas as cidades que restavam de Judá, contra Laquis e contra Azeca; porque só estas ficaram das cidades fortificadas de Judá.
  • 8. Palavra que do SENHOR veio a Jeremias, depois que o rei Zedequias fez aliança com todo o povo de Jerusalém, para lhes apregoar a liberdade:
  • 9. que cada um despedisse forro o seu servo e cada um, a sua serva, hebreu ou hebreia, de maneira que ninguém retivesse como escravos hebreus, seus irmãos.
  • 10. Todos os príncipes e todo o povo que haviam entrado na aliança obedeceram, despedindo forro cada um o seu servo e cada um a sua serva, de maneira que já não os retiveram como escravos; obedeceram e os despediram.
  • 11. Mas depois se arrependeram, e fizeram voltar os servos e as servas que haviam despedido forros, e os sujeitaram por servos e por servas.
  • 12. Veio, pois, a palavra do SENHOR a Jeremias, da parte do SENHOR, dizendo:
  • 13. Assim diz o SENHOR, Deus de Israel: Eu fiz aliança com vossos pais, no dia em que os tirei da terra do Egito, da casa da servidão, dizendo:
  • 14. Ao fim de sete anos, libertareis cada um a seu irmão hebreu, que te for vendido a ti e te houver servido seis anos, e despedi-lo-ás forro; mas vossos pais não me obedeceram, nem inclinaram os seus ouvidos a mim.
  • 15. Não há muito, havíeis voltado a fazer o que é reto perante mim, apregoando liberdade cada um ao seu próximo; e tínheis feito perante mim aliança, na casa que se chama pelo meu nome;
  • 16. mudastes, porém, e profanastes o meu nome, fazendo voltar cada um o seu servo e cada um, a sua serva, os quais, deixados à vontade, já tínheis despedido forros, e os sujeitastes, para que fossem vossos servos e servas.
  • 17. Portanto, assim diz o SENHOR: Vós não me obedecestes, para apregoardes a liberdade, cada um a seu irmão e cada um ao seu próximo; pois eis que eu vos apregoo a liberdade, diz o SENHOR, para a espada, para a peste e para a fome; farei que sejais um espetáculo horrendo para todos os reinos da terra.
  • 18. Farei aos homens que transgrediram a minha aliança e não cumpriram as palavras da aliança que fizeram perante mim como eles fizeram com o bezerro que dividiram em duas partes, passando eles pelo meio das duas porções;
  • 19. os príncipes de Judá, os príncipes de Jerusalém, os oficiais, os sacerdotes e todo o povo da terra, os quais passaram por meio das porções do bezerro,
  • 20. entregá-los-ei nas mãos de seus inimigos e nas mãos dos que procuram a sua morte, e os cadáveres deles servirão de pasto às aves dos céus e aos animais da terra.
  • 21. A Zedequias, rei de Judá, e a seus príncipes, entregá-los-ei nas mãos de seus inimigos e nas mãos dos que procuram a sua morte, nas mãos do exército do rei da Babilônia, que já se retiraram de vós.
  • 22. Eis que eu darei ordem, diz o SENHOR, e os farei tornar a esta cidade, e pelejarão contra ela, tomá-la-ão e a queimarão; e as cidades de Judá porei em assolação, de sorte que ninguém habite nelas.

Almeida Revista e Atualizada

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