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Assim diz o SENHOR: O céu é o meu trono, e a terra o escabelo dos meus pés; que casa me edificaríeis vós? E qual seria o lugar do meu descanso? Porque a minha mão fez todas estas coisas, e assim todas elas foram feitas, diz o SENHOR; mas para esse olharei, para o pobre e abatido de espírito, e que treme da minha palavra. [Isaías 66: 1-2]

    Juízes 12

  • 1. Então, foram convocados os homens de Efraim, e passaram para Zafom, e disseram a Jefté: Por que foste combater contra os filhos de Amom e não nos chamaste para ir contigo? Queimaremos a tua casa, estando tu dentro dela.
  • 2. E Jefté lhes disse: Eu e o meu povo tivemos grande contenda com os filhos de Amom; chamei-vos, e não me livrastes das suas mãos.
  • 3. Vendo eu que não me livráveis, arrisquei a minha vida e passei contra os filhos de Amom, e o SENHOR os entregou nas minhas mãos; por que, pois, subistes, hoje, contra mim, para me combaterdes?
  • 4. Ajuntou Jefté todos os homens de Gileade e pelejou contra Efraim; e os homens de Gileade feriram Efraim, porque este dissera: Fugitivos sois de Efraim, vós, gileaditas, que morais no meio de Efraim e Manassés.
  • 5. Porém os gileaditas tomaram os vaus do Jordão que conduzem a Efraim; de sorte que, quando qualquer fugitivo de Efraim dizia: Quero passar; então, os homens de Gileade lhe perguntavam: És tu efraimita? Se respondia: Não;
  • 6. então, lhe tornavam: Dize, pois, chibolete; quando dizia sibolete, não podendo exprimir bem a palavra, então, pegavam dele e o matavam nos vaus do Jordão. E caíram de Efraim, naquele tempo, quarenta e dois mil.
  • 7. Jefté, o gileadita, julgou a Israel seis anos; e morreu e foi sepultado numa das cidades de Gileade.
  • 8. Depois dele, julgou a Israel Ibsã, de Belém.
  • 9. Tinha este trinta filhos e trinta filhas; a estas, casou fora; e, de fora, trouxe trinta mulheres para seus filhos. Julgou a Israel sete anos.
  • 10. Então, faleceu Ibsã e foi sepultado em Belém.
  • 11. Depois dele, veio Elom, o zebulonita, que julgou a Israel dez anos.
  • 12. Faleceu Elom, o zebulonita, e foi sepultado em Aijalom, na terra de Zebulom.
  • 13. Depois dele, julgou a Israel Abdom, filho de Hilel, o piratonita.
  • 14. Tinha este quarenta filhos e trinta netos, que cavalgavam setenta jumentos. Julgou a Israel oito anos.
  • 15. Então, faleceu Abdom, filho de Hilel, o piratonita; e foi sepultado em Piratom, na terra de Efraim, na região montanhosa dos amalequitas.
  • Atos 16

  • 1. Chegou também a Derbe e a Listra. Havia ali um discípulo chamado Timóteo, filho de uma judia crente, mas de pai grego;
  • 2. dele davam bom testemunho os irmãos em Listra e Icônio.
  • 3. Quis Paulo que ele fosse em sua companhia e, por isso, circuncidou-o por causa dos judeus daqueles lugares; pois todos sabiam que seu pai era grego.
  • 4. Ao passar pelas cidades, entregavam aos irmãos, para que as observassem, as decisões tomadas pelos apóstolos e presbíteros de Jerusalém.
  • 5. Assim, as igrejas eram fortalecidas na fé e, dia a dia, aumentavam em número.
  • 6. E, percorrendo a região frígio-gálata, tendo sido impedidos pelo Espírito Santo de pregar a palavra na Ásia,
  • 7. defrontando Mísia, tentavam ir para Bitínia, mas o Espírito de Jesus não o permitiu.
  • 8. E, tendo contornado Mísia, desceram a Trôade.
  • 9. À noite, sobreveio a Paulo uma visão na qual um varão macedônio estava em pé e lhe rogava, dizendo: Passa à Macedônia e ajuda-nos.
  • 10. Assim que teve a visão, imediatamente, procuramos partir para aquele destino, concluindo que Deus nos havia chamado para lhes anunciar o evangelho.
  • 11. Tendo, pois, navegado de Trôade, seguimos em direitura a Samotrácia, no dia seguinte, a Neápolis
  • 12. e dali, a Filipos, cidade da Macedônia, primeira do distrito e colônia. Nesta cidade, permanecemos alguns dias.
  • 13. No sábado, saímos da cidade para junto do rio, onde nos pareceu haver um lugar de oração; e, assentando-nos, falamos às mulheres que para ali tinham concorrido.
  • 14. Certa mulher, chamada Lídia, da cidade de Tiatira, vendedora de púrpura, temente a Deus, nos escutava; o Senhor lhe abriu o coração para atender às coisas que Paulo dizia.
  • 15. Depois de ser batizada, ela e toda a sua casa, nos rogou, dizendo: Se julgais que eu sou fiel ao Senhor, entrai em minha casa e aí ficai. E nos constrangeu a isso.
  • 16. Aconteceu que, indo nós para o lugar de oração, nos saiu ao encontro uma jovem possessa de espírito adivinhador, a qual, adivinhando, dava grande lucro aos seus senhores.
  • 17. Seguindo a Paulo e a nós, clamava, dizendo: Estes homens são servos do Deus Altíssimo e vos anunciam o caminho da salvação.
  • 18. Isto se repetia por muitos dias. Então, Paulo, já indignado, voltando-se, disse ao espírito: Em nome de Jesus Cristo, eu te mando: retira-te dela. E ele, na mesma hora, saiu.
  • 19. Vendo os seus senhores que se lhes desfizera a esperança do lucro, agarrando em Paulo e Silas, os arrastaram para a praça, à presença das autoridades;
  • 20. e, levando-os aos pretores, disseram: Estes homens, sendo judeus, perturbam a nossa cidade,
  • 21. propagando costumes que não podemos receber, nem praticar, porque somos romanos.
  • 22. Levantou-se a multidão, unida contra eles, e os pretores, rasgando-lhes as vestes, mandaram açoitá-los com varas.
  • 23. E, depois de lhes darem muitos açoites, os lançaram no cárcere, ordenando ao carcereiro que os guardasse com toda a segurança.
  • 24. Este, recebendo tal ordem, levou-os para o cárcere interior e lhes prendeu os pés no tronco.
  • 25. Por volta da meia-noite, Paulo e Silas oravam e cantavam louvores a Deus, e os demais companheiros de prisão escutavam.
  • 26. De repente, sobreveio tamanho terremoto, que sacudiu os alicerces da prisão; abriram-se todas as portas, e soltaram-se as cadeias de todos.
  • 27. O carcereiro despertou do sono e, vendo abertas as portas do cárcere, puxando da espada, ia suicidar-se, supondo que os presos tivessem fugido.
  • 28. Mas Paulo bradou em alta voz: Não te faças nenhum mal, que todos aqui estamos!
  • 29. Então, o carcereiro, tendo pedido uma luz, entrou precipitadamente e, trêmulo, prostrou-se diante de Paulo e Silas.
  • 30. Depois, trazendo-os para fora, disse: Senhores, que devo fazer para que seja salvo?
  • 31. Responderam-lhe: Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e tua casa.
  • 32. E lhe pregaram a palavra de Deus e a todos os de sua casa.
  • 33. Naquela mesma hora da noite, cuidando deles, lavou-lhes os vergões dos açoites. A seguir, foi ele batizado, e todos os seus.
  • 34. Então, levando-os para a sua própria casa, lhes pôs a mesa; e, com todos os seus, manifestava grande alegria, por terem crido em Deus.
  • 35. Quando amanheceu, os pretores enviaram oficiais de justiça, com a seguinte ordem: Põe aqueles homens em liberdade.
  • 36. Então, o carcereiro comunicou a Paulo estas palavras: Os pretores ordenaram que fôsseis postos em liberdade. Agora, pois, saí e ide em paz.
  • 37. Paulo, porém, lhes replicou: Sem ter havido processo formal contra nós, nos açoitaram publicamente e nos recolheram ao cárcere, sendo nós cidadãos romanos; querem agora, às ocultas, lançar-nos fora? Não será assim; pelo contrário, venham eles e, pessoalmente, nos ponham em liberdade.
  • 38. Os oficiais de justiça comunicaram isso aos pretores; e estes ficaram possuídos de temor, quando souberam que se tratava de cidadãos romanos.
  • 39. Então, foram ter com eles e lhes pediram desculpas; e, relaxando-lhes a prisão, rogaram que se retirassem da cidade.
  • 40. Tendo-se retirado do cárcere, dirigiram-se para a casa de Lídia e, vendo os irmãos, os confortaram. Então, partiram.
  • Jeremias 25

  • 1. Palavra que veio a Jeremias acerca de todo o povo de Judá, no ano quarto de Jeoaquim, filho de Josias, rei de Judá, ano que era o primeiro de Nabucodonosor, rei da Babilônia,
  • 2. a qual anunciou Jeremias, o profeta, a todo o povo de Judá e a todos os habitantes de Jerusalém, dizendo:
  • 3. Durante vinte e três anos, desde o décimo terceiro de Josias, filho de Amom, rei de Judá, até hoje, tem vindo a mim a palavra do SENHOR, e, começando de madrugada, eu vo-la tenho anunciado; mas vós não escutastes.
  • 4. Também, começando de madrugada, vos enviou o SENHOR todos os seus servos, os profetas, mas vós não os escutastes, nem inclinastes os ouvidos para ouvir,
  • 5. quando diziam: Convertei-vos agora, cada um do seu mau caminho e da maldade das suas ações, e habitai na terra que o SENHOR vos deu e a vossos pais, desde os tempos antigos e para sempre.
  • 6. Não andeis após outros deuses para os servirdes e para os adorardes, nem me provoqueis à ira com as obras de vossas mãos; não vos farei mal algum.
  • 7. Todavia, não me destes ouvidos, diz o SENHOR, mas me provocastes à ira com as obras de vossas mãos, para o vosso próprio mal.
  • 8. Portanto, assim diz o SENHOR dos Exércitos: Visto que não escutastes as minhas palavras,
  • 9. eis que mandarei buscar todas as tribos do Norte, diz o SENHOR, como também a Nabucodonosor, rei da Babilônia, meu servo, e os trarei contra esta terra, contra os seus moradores e contra todas estas nações em redor, e os destruirei totalmente, e os porei por objeto de espanto, e de assobio, e de ruínas perpétuas.
  • 10. Farei cessar entre eles a voz de folguedo e a de alegria, e a voz do noivo, e a da noiva, e o som das mós, e a luz do candeeiro.
  • 11. Toda esta terra virá a ser um deserto e um espanto; estas nações servirão ao rei da Babilônia setenta anos.
  • 12. Acontecerá, porém, que, quando se cumprirem os setenta anos, castigarei a iniquidade do rei da Babilônia e a desta nação, diz o SENHOR, como também a da terra dos caldeus; farei deles ruínas perpétuas.
  • 13. Farei que se cumpram sobre aquela terra todas as minhas ameaças que proferi contra ela, tudo quanto está escrito neste livro, que profetizou Jeremias contra todas as nações.
  • 14. Porque também eles serão escravos de muitas nações e de grandes reis; assim, lhes retribuirei segundo os seus feitos e segundo as obras das suas mãos.
  • 15. Porque assim me disse o SENHOR, o Deus de Israel: Toma da minha mão este cálice do vinho do meu furor e darás a beber dele a todas as nações às quais eu te enviar.
  • 16. Para que bebam, e tremam, e enlouqueçam, por causa da espada que eu enviarei para o meio delas.
  • 17. Recebi o cálice da mão do SENHOR e dei a beber a todas as nações às quais o SENHOR me tinha enviado:
  • 18. a Jerusalém, às cidades de Judá, aos seus reis e aos seus príncipes, para fazer deles uma ruína, objeto de espanto, de assobio e maldição, como hoje se vê;
  • 19. a Faraó, rei do Egito, a seus servos, a seus príncipes e a todo o seu povo;
  • 20. a todo misto de gente, a todos os reis da terra de Uz, a todos os reis da terra dos filisteus, a Asquelom, a Gaza, a Ecrom e ao resto de Asdode;
  • 21. a Edom, a Moabe e aos filhos de Amom;
  • 22. a todos os reis de Tiro, a todos os reis de Sidom e aos reis das terras dalém do mar;
  • 23. a Dedã, a Tema, a Buz e a todos os que cortam os cabelos nas têmporas;
  • 24. a todos os reis da Arábia e todos os reis do misto de gente que habita no deserto;
  • 25. a todos os reis de Zinri, a todos os reis de Elão e a todos os reis da Média;
  • 26. a todos os reis do Norte, os de perto e os de longe, um após outro, e a todos os reinos do mundo sobre a face da terra; e, depois de todos eles, ao rei da Babilônia.
  • 27. Pois lhes dirás: Assim diz o SENHOR dos Exércitos, o Deus de Israel: Bebei, embebedai-vos e vomitai; caí e não torneis a levantar-vos, por causa da espada que estou enviando para o vosso meio.
  • 28. Se recusarem receber o cálice da tua mão para beber, então, lhes dirás: Assim diz o SENHOR dos Exércitos: Tereis de bebê-lo.
  • 29. Pois eis que na cidade que se chama pelo meu nome começo a castigar; e ficareis vós de todo impunes? Não, não ficareis impunes, porque eu chamo a espada sobre todos os moradores da terra, diz o SENHOR dos Exércitos.
  • 30. Tu, pois, lhes profetizarás todas estas palavras e lhes dirás: O SENHOR lá do alto rugirá e da sua santa morada fará ouvir a sua voz; rugirá fortemente contra a sua malhada, com brados contra todos os moradores da terra, como o eia! dos que pisam as uvas.
  • 31. Chegará o estrondo até à extremidade da terra, porque o SENHOR tem contenda com as nações, entrará em juízo contra toda carne; os perversos entregará à espada, diz o SENHOR.
  • 32. Assim diz o SENHOR dos Exércitos: Eis que o mal passa de nação para nação, e grande tormenta se levanta dos confins da terra.
  • 33. Os que o SENHOR entregar à morte naquele dia se estenderão de uma a outra extremidade da terra; não serão pranteados, nem recolhidos, nem sepultados; serão como esterco sobre a face da terra.
  • 34. Uivai, pastores, e clamai; revolvei-vos na cinza, vós, donos dos rebanhos, porque já se cumpriram os vossos dias de matardes e dispersardes, e vós mesmos caireis como jarros preciosos.
  • 35. Não haverá refúgio para os pastores, nem salvamento para os donos dos rebanhos.
  • 36. Eis o grito dos pastores, o uivo dos donos dos rebanhos! Porque o SENHOR está destruindo o pasto deles.
  • 37. Porque as suas malhadas pacíficas serão devastadas, por causa do brasume da ira do SENHOR.
  • 38. Saiu da sua morada como o filho de leão; porque a terra deles foi posta em ruínas, por causa do furor da espada e por causa do brasume da ira do SENHOR.

Almeida Revista e Atualizada

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