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Assim diz o SENHOR: O céu é o meu trono, e a terra o escabelo dos meus pés; que casa me edificaríeis vós? E qual seria o lugar do meu descanso? Porque a minha mão fez todas estas coisas, e assim todas elas foram feitas, diz o SENHOR; mas para esse olharei, para o pobre e abatido de espírito, e que treme da minha palavra. [Isaías 66: 1-2]

    Levítico 25

  • 1. Disse o SENHOR a Moisés, no monte Sinai:
  • 2. Fala aos filhos de Israel e dize-lhes: Quando entrardes na terra, que vos dou, então, a terra guardará um sábado ao SENHOR.
  • 3. Seis anos semearás o teu campo, e seis anos podarás a tua vinha, e colherás os seus frutos.
  • 4. Porém, no sétimo ano, haverá sábado de descanso solene para a terra, um sábado ao SENHOR; não semearás o teu campo, nem podarás a tua vinha.
  • 5. O que nascer de si mesmo na tua seara não segarás e as uvas da tua vinha não podada não colherás; ano de descanso solene será para a terra.
  • 6. Mas os frutos da terra em descanso vos serão por alimento, a ti, e ao teu servo, e à tua serva, e ao teu jornaleiro, e ao estrangeiro que peregrina contigo;
  • 7. e ao teu gado, e aos animais que estão na tua terra, todo o seu produto será por mantimento.
  • 8. Contarás sete semanas de anos, sete vezes sete anos, de maneira que os dias das sete semanas de anos te serão quarenta e nove anos.
  • 9. Então, no mês sétimo, aos dez do mês, farás passar a trombeta vibrante; no Dia da Expiação, fareis passar a trombeta por toda a vossa terra.
  • 10. Santificareis o ano quinquagésimo e proclamareis liberdade na terra a todos os seus moradores; ano de jubileu vos será, e tornareis, cada um à sua possessão, e cada um à sua família.
  • 11. O ano quinquagésimo vos será jubileu; não semeareis, nem segareis o que nele nascer de si mesmo, nem nele colhereis as uvas das vinhas não podadas.
  • 12. Porque é jubileu, santo será para vós outros; o produto do campo comereis.
  • 13. Neste Ano do Jubileu, tornareis cada um à sua possessão.
  • 14. Quando venderes alguma coisa ao teu próximo ou a comprares da mão do teu próximo, não oprimas teu irmão.
  • 15. Segundo o número dos anos desde o Jubileu, comprarás de teu próximo; e, segundo o número dos anos das messes, ele venderá a ti.
  • 16. Sendo muitos os anos, aumentarás o preço e, sendo poucos, abaixarás o preço; porque ele te vende o número das messes.
  • 17. Não oprimais ao vosso próximo; cada um, porém, tema a seu Deus; porque eu sou o SENHOR, vosso Deus.
  • 18. Observai os meus estatutos, guardai os meus juízos e cumpri-os; assim, habitareis seguros na terra.
  • 19. A terra dará o seu fruto, e comereis a fartar e nela habitareis seguros.
  • 20. Se disserdes: Que comeremos no ano sétimo, visto que não havemos de semear, nem colher a nossa messe?
  • 21. Então, eu vos darei a minha bênção no sexto ano, para que dê fruto por três anos.
  • 22. No oitavo ano, semeareis e comereis da colheita anterior até ao ano nono; até que venha a sua messe, comereis da antiga.
  • 23. Também a terra não se venderá em perpetuidade, porque a terra é minha; pois vós sois para mim estrangeiros e peregrinos.
  • 24. Portanto, em toda a terra da vossa possessão dareis resgate à terra.
  • 25. Se teu irmão empobrecer e vender alguma parte das suas possessões, então, virá o seu resgatador, seu parente, e resgatará o que seu irmão vendeu.
  • 26. Se alguém não tiver resgatador, porém vier a tornar-se próspero e achar o bastante com que a remir,
  • 27. então, contará os anos desde a sua venda, e o que ficar restituirá ao homem a quem vendeu, e tornará à sua possessão.
  • 28. Mas, se as suas posses não lhe permitirem reavê-la, então, a que for vendida ficará na mão do comprador até ao Ano do Jubileu; porém, no Ano do Jubileu, sairá do poder deste, e aquele tornará à sua possessão.
  • 29. Quando alguém vender uma casa de moradia em cidade murada, poderá resgatá-la dentro de um ano a contar de sua venda; durante um ano, será lícito o seu resgate.
  • 30. Se, passando-se-lhe um ano, não for resgatada, então, a casa que estiver na cidade que tem muro ficará em perpetuidade ao que a comprou, pelas suas gerações; não sairá do poder dele no Jubileu.
  • 31. Mas as casas das aldeias que não têm muro em roda serão estimadas como os campos da terra; para elas haverá resgate, e sairão do poder do comprador no Jubileu.
  • 32. Mas, com respeito às cidades dos levitas, às casas das cidades da sua possessão, terão direito perpétuo de resgate os levitas.
  • 33. Se o levita não resgatar a casa que vendeu, então, a casa comprada na cidade da sua possessão sairá do poder do comprador, no Jubileu; porque as casas das cidades dos levitas são a sua possessão no meio dos filhos de Israel.
  • 34. Mas o campo no arrabalde das suas cidades não se venderá, porque lhes é possessão perpétua.
  • 35. Se teu irmão empobrecer, e as suas forças decaírem, então, sustentá-lo-ás. Como estrangeiro e peregrino ele viverá contigo.
  • 36. Não receberás dele juros nem ganho; teme, porém, ao teu Deus, para que teu irmão viva contigo.
  • 37. Não lhe darás teu dinheiro com juros, nem lhe darás o teu mantimento por causa de lucro.
  • 38. Eu sou o SENHOR, vosso Deus, que vos tirei da terra do Egito, para vos dar a terra de Canaã e para ser o vosso Deus.
  • 39. Também se teu irmão empobrecer, estando ele contigo, e vender-se a ti, não o farás servir como escravo.
  • 40. Como jornaleiro e peregrino estará contigo; até ao Ano do Jubileu te servirá;
  • 41. então, sairá de tua casa, ele e seus filhos com ele, e tornará à sua família e à possessão de seus pais.
  • 42. Porque são meus servos, que tirei da terra do Egito; não serão vendidos como escravos.
  • 43. Não te assenhorearás dele com tirania; teme, porém, ao teu Deus.
  • 44. Quanto aos escravos ou escravas que tiverdes, virão das nações ao vosso derredor; delas comprareis escravos e escravas.
  • 45. Também os comprareis dos filhos dos forasteiros que peregrinam entre vós, deles e das suas famílias que estiverem convosco, que nasceram na vossa terra; e vos serão por possessão.
  • 46. Deixá-los-eis por herança para vossos filhos depois de vós, para os haverem como possessão; perpetuamente os fareis servir, mas sobre vossos irmãos, os filhos de Israel, não vos assenhoreareis com tirania, um sobre os outros.
  • 47. Quando o estrangeiro ou peregrino que está contigo se tornar rico, e teu irmão junto dele empobrecer e vender-se ao estrangeiro, ou peregrino que está contigo, ou a alguém da família do estrangeiro,
  • 48. depois de haver-se vendido, haverá ainda resgate para ele; um de seus irmãos poderá resgatá-lo:
  • 49. seu tio ou primo o resgatará; ou um dos seus, parente da sua família, o resgatará; ou, se lograr meios, se resgatará a si mesmo.
  • 50. Com aquele que o comprou acertará contas desde o ano em que se vendeu a ele até ao Ano do Jubileu; o preço da sua venda será segundo o número dos anos, conforme se paga a um jornaleiro.
  • 51. Se ainda faltarem muitos anos, devolverá proporcionalmente a eles, do dinheiro pelo qual foi comprado, o preço do seu resgate.
  • 52. Se restarem poucos anos até ao Ano do Jubileu, então, fará contas com ele e pagará, em proporção aos anos restantes, o preço do seu resgate.
  • 53. Como jornaleiro, de ano em ano, estará com ele; não se assenhoreará dele com tirania à tua vista.
  • 54. Se desta sorte se não resgatar, sairá no Ano do Jubileu, ele e seus filhos com ele.
  • 55. Porque os filhos de Israel me são servos; meus servos são eles, os quais tirei da terra do Egito. Eu sou o SENHOR, vosso Deus.
  • Salmos 32

  • 1. Bem-aventurado aquele cuja iniquidade é perdoada, cujo pecado é coberto.
  • 2. Bem-aventurado o homem a quem o SENHOR não atribui iniquidade e em cujo espírito não há dolo.
  • 3. Enquanto calei os meus pecados, envelheceram os meus ossos pelos meus constantes gemidos todo o dia.
  • 4. Porque a tua mão pesava dia e noite sobre mim, e o meu vigor se tornou em sequidão de estio.
  • 5. Confessei-te o meu pecado e a minha iniquidade não mais ocultei. Disse: confessarei ao SENHOR as minhas transgressões; e tu perdoaste a iniquidade do meu pecado.
  • 6. Sendo assim, todo homem piedoso te fará súplicas em tempo de poder encontrar-te. Com efeito, quando transbordarem muitas águas, não o atingirão.
  • 7. Tu és o meu esconderijo; tu me preservas da tribulação e me cercas de alegres cantos de livramento.
  • 8. Instruir-te-ei e te ensinarei o caminho que deves seguir; e, sob as minhas vistas, te darei conselho.
  • 9. Não sejais como o cavalo ou a mula, sem entendimento, os quais com freios e cabrestos são dominados; de outra sorte não te obedecem.
  • 10. Muito sofrimento terá de curtir o ímpio, mas o que confia no SENHOR, a misericórdia o assistirá.
  • 11. Alegrai-vos no SENHOR e regozijai-vos, ó justos; exultai, vós todos que sois retos de coração.
  • Eclesiastes 8

  • 1. Quem é como o sábio? E quem sabe a interpretação das coisas? A sabedoria do homem faz reluzir o seu rosto, e muda-se a dureza da sua face.
  • 2. Eu te digo: observa o mandamento do rei, e isso por causa do teu juramento feito a Deus.
  • 3. Não te apresses em deixar a presença dele, nem te obstines em coisa má, porque ele faz o que bem entende.
  • 4. Porque a palavra do rei tem autoridade suprema; e quem lhe dirá: Que fazes?
  • 5. Quem guarda o mandamento não experimenta nenhum mal; e o coração do sábio conhece o tempo e o modo.
  • 6. Porque para todo propósito há tempo e modo; porquanto é grande o mal que pesa sobre o homem.
  • 7. Porque este não sabe o que há de suceder; e, como há de ser, ninguém há que lho declare.
  • 8. Não há nenhum homem que tenha domínio sobre o vento para o reter; nem tampouco tem ele poder sobre o dia da morte; nem há tréguas nesta peleja; nem tampouco a perversidade livrará aquele que a ela se entrega.
  • 9. Tudo isto vi quando me apliquei a toda obra que se faz debaixo do sol; há tempo em que um homem tem domínio sobre outro homem, para arruiná-lo.
  • 10. Assim também vi os perversos receberem sepultura e entrarem no repouso, ao passo que os que frequentavam o lugar santo foram esquecidos na cidade onde fizeram o bem; também isto é vaidade.
  • 11. Visto como se não executa logo a sentença sobre a má obra, o coração dos filhos dos homens está inteiramente disposto a praticar o mal.
  • 12. Ainda que o pecador faça o mal cem vezes, e os dias se lhe prolonguem, eu sei com certeza que bem sucede aos que temem a Deus.
  • 13. Mas o perverso não irá bem, nem prolongará os seus dias; será como a sombra, visto que não teme diante de Deus.
  • 14. Ainda há outra vaidade sobre a terra: justos a quem sucede segundo as obras dos perversos, e perversos a quem sucede segundo as obras dos justos. Digo que também isto é vaidade.
  • 15. Então, exaltei eu a alegria, porquanto para o homem nenhuma coisa há melhor debaixo do sol do que comer, beber e alegrar-se; pois isso o acompanhará no seu trabalho nos dias da vida que Deus lhe dá debaixo do sol.
  • 16. Aplicando-me a conhecer a sabedoria e a ver o trabalho que há sobre a terra — pois nem de dia nem de noite vê o homem sono nos seus olhos —,
  • 17. então, contemplei toda a obra de Deus e vi que o homem não pode compreender a obra que se faz debaixo do sol; por mais que trabalhe o homem para a descobrir, não a entenderá; e, ainda que diga o sábio que a virá a conhecer, nem por isso a poderá achar.

Almeida Revista e Atualizada

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