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Assim diz o SENHOR: O céu é o meu trono, e a terra o escabelo dos meus pés; que casa me edificaríeis vós? E qual seria o lugar do meu descanso? Porque a minha mão fez todas estas coisas, e assim todas elas foram feitas, diz o SENHOR; mas para esse olharei, para o pobre e abatido de espírito, e que treme da minha palavra. [Isaías 66: 1-2]

Leitura do Antigo Testamento em 324 dias

Almeida Revista e Atualizada: 247 de 324.

    Isaías 31

  • 1. Ai dos que descem ao Egito em busca de socorro e se estribam em cavalos; que confiam em carros, porque são muitos, e em cavaleiros, porque são mui fortes, mas não atentam para o Santo de Israel, nem buscam ao SENHOR!
  • 2. Todavia, este é sábio, e faz vir o mal, e não retira as suas palavras; ele se levantará contra a casa dos malfeitores e contra a ajuda dos que praticam a iniquidade.
  • 3. Pois os egípcios são homens e não deuses; os seus cavalos, carne e não espírito. Quando o SENHOR estender a mão, cairão por terra tanto o auxiliador como o ajudado, e ambos juntamente serão consumidos.
  • 4. Porque assim me disse o SENHOR: Como o leão e o cachorro do leão rugem sobre a sua presa, ainda que se convoque contra eles grande número de pastores, e não se espantam das suas vozes, nem se abatem pela sua multidão, assim o SENHOR dos Exércitos descerá, para pelejar sobre o monte Sião e sobre o seu outeiro.
  • 5. Como pairam as aves, assim o SENHOR dos Exércitos amparará a Jerusalém; protegê-la-á e salvá-la-á, poupá-la-á e livrá-la-á.
  • 6. Convertei-vos, pois, ó filhos de Israel, àquele de quem tanto vos afastastes.
  • 7. Pois, naquele dia, cada um lançará fora os seus ídolos de prata e os seus ídolos de ouro, que as vossas mãos fabricaram para pecardes.
  • 8. Então, a Assíria cairá pela espada, não de homem; a espada, não de homem, a devorará; fugirá diante da espada, e os seus jovens serão sujeitos a trabalhos forçados.
  • 9. De medo não atinará com a sua rocha de refúgio; os seus príncipes, espavoridos, desertarão a bandeira, diz o SENHOR, cujo fogo está em Sião e cuja fornalha, em Jerusalém.
  • Isaías 32

  • 1. Eis aí está que reinará um rei com justiça, e em retidão governarão príncipes.
  • 2. Cada um servirá de esconderijo contra o vento, de refúgio contra a tempestade, de torrentes de águas em lugares secos e de sombra de grande rocha em terra sedenta.
  • 3. Os olhos dos que veem não se ofuscarão, e os ouvidos dos que ouvem estarão atentos.
  • 4. O coração dos temerários saberá compreender, e a língua dos gagos falará pronta e distintamente.
  • 5. Ao louco nunca mais se chamará nobre, e do fraudulento jamais se dirá que é magnânimo.
  • 6. Porque o louco fala loucamente, e o seu coração obra o que é iníquo, para usar de impiedade e para proferir mentiras contra o SENHOR, para deixar o faminto na ânsia da sua fome e fazer que o sedento venha a ter falta de bebida.
  • 7. Também as armas do fraudulento são más; ele maquina intrigas para arruinar os desvalidos, com palavras falsas, ainda quando a causa do pobre é justa.
  • 8. Mas o nobre projeta coisas nobres e na sua nobreza perseverará.
  • 9. Levantai-vos, mulheres que viveis despreocupadamente, e ouvi a minha voz; vós, filhas, que estais confiantes, inclinai os ouvidos às minhas palavras.
  • 10. Porque daqui a um ano e dias vireis a tremer, ó mulheres que estais confiantes, porque a vindima se acabará, e não haverá colheita.
  • 11. Tremei, mulheres que viveis despreocupadamente; turbai-vos, vós que estais confiantes. Despi-vos, e ponde-vos desnudas, e cingi com panos de saco os lombos.
  • 12. Batei no peito por causa dos campos aprazíveis e por causa das vinhas frutíferas.
  • 13. Sobre a terra do meu povo virão espinheiros e abrolhos, como também sobre todas as casas onde há alegria, na cidade que exulta.
  • 14. O palácio será abandonado, a cidade populosa ficará deserta; Ofel e a torre da guarda servirão de cavernas para sempre, folga para os jumentos selvagens e pastos para os rebanhos;
  • 15. até que se derrame sobre nós o Espírito lá do alto; então, o deserto se tornará em pomar, e o pomar será tido por bosque;
  • 16. o juízo habitará no deserto, e a justiça morará no pomar.
  • 17. O efeito da justiça será paz, e o fruto da justiça, repouso e segurança, para sempre.
  • 18. O meu povo habitará em moradas de paz, em moradas bem seguras e em lugares quietos e tranquilos,
  • 19. ainda que haja saraivada, caia o bosque e seja a cidade inteiramente abatida.
  • 20. Bem-aventurados vós, os que semeais junto a todas as águas e dais liberdade ao pé do boi e do jumento.
  • Isaías 33

  • 1. Ai de ti, destruidor que não foste destruído, que procedes perfidamente e não foste tratado com perfídia! Acabando tu de destruir, serás destruído, acabando de tratar perfidamente, serás tratado com perfídia.
  • 2. SENHOR, tem misericórdia de nós; em ti temos esperado; sê tu o nosso braço manhã após manhã e a nossa salvação no tempo da angústia.
  • 3. Ao ruído do tumulto, fogem os povos; quando tu te ergues, as nações são dispersas.
  • 4. Então, ajuntar-se-á o vosso despojo como se ajuntam as lagartas; como os gafanhotos saltam, assim os homens saltarão sobre ele.
  • 5. O SENHOR é sublime, pois habita nas alturas; encheu a Sião de direito e de justiça.
  • 6. Haverá, ó Sião, estabilidade nos teus tempos, abundância de salvação, sabedoria e conhecimento; o temor do SENHOR será o teu tesouro.
  • 7. Eis que os heróis pranteiam de fora, e os mensageiros de paz estão chorando amargamente.
  • 8. As estradas estão desoladas, cessam os que passam por elas; rompem-se as alianças, as cidades são desprezadas, já não se faz caso do homem.
  • 9. A terra geme e desfalece; o Líbano se envergonha e se murcha; Sarom se torna como um deserto, Basã e Carmelo são despidos de suas folhas.
  • 10. Agora, me levantarei, diz o SENHOR; levantar-me-ei a mim mesmo; agora, serei exaltado.
  • 11. Concebestes palha, dareis à luz restolho; o vosso bufo enfurecido é fogo que vos há de devorar.
  • 12. Os povos serão queimados como se queima a cal; como espinhos cortados, arderão no fogo.
  • 13. Ouvi vós, os que estais longe, o que tenho feito; e vós, os que estais perto, reconhecei o meu poder.
  • 14. Os pecadores em Sião se assombram, o tremor se apodera dos ímpios; e eles perguntam: Quem dentre nós habitará com o fogo devorador? Quem dentre nós habitará com chamas eternas?
  • 15. O que anda em justiça e fala o que é reto; o que despreza o ganho de opressão; o que, com um gesto de mãos, recusa aceitar suborno; o que tapa os ouvidos, para não ouvir falar de homicídios, e fecha os olhos, para não ver o mal,
  • 16. este habitará nas alturas; as fortalezas das rochas serão o seu alto refúgio, o seu pão lhe será dado, as suas águas serão certas.
  • 17. Os teus olhos verão o rei na sua formosura, verão a terra que se estende até longe.
  • 18. O teu coração se recordará dos terrores, dizendo: Onde está aquele que registrou, onde, o que pesou o tributo, onde, o que contou as torres?
  • 19. Já não verás aquele povo atrevido, povo de fala obscura, que não se pode entender, e de língua bárbara, ininteligível.
  • 20. Olha para Sião, a cidade das nossas solenidades; os teus olhos verão a Jerusalém, habitação tranquila, tenda que não será removida, cujas estacas nunca serão arrancadas, nem rebentada nenhuma de suas cordas.
  • 21. Mas o SENHOR ali nos será grandioso, fará as vezes de rios e correntes largas; barco nenhum de remo passará por eles, navio grande por eles não navegará.
  • 22. Porque o SENHOR é o nosso juiz, o SENHOR é o nosso legislador, o SENHOR é o nosso Rei; ele nos salvará.
  • 23. Agora, as tuas enxárcias estão frouxas; não podem ter firme o mastro, nem estender a vela. Então, se repartirá a presa de abundantes despojos; até os coxos participarão dela.
  • 24. Nenhum morador de Jerusalém dirá: Estou doente; porque ao povo que habita nela, perdoar-se-lhe-á a sua iniquidade.

Almeida Revista e Atualizada: 247 de 324.


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