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Assim diz o SENHOR: O céu é o meu trono, e a terra o escabelo dos meus pés; que casa me edificaríeis vós? E qual seria o lugar do meu descanso? Porque a minha mão fez todas estas coisas, e assim todas elas foram feitas, diz o SENHOR; mas para esse olharei, para o pobre e abatido de espírito, e que treme da minha palavra. [Isaías 66: 1-2]

Leitura do Antigo Testamento em 324 dias

Almeida Revista e Atualizada: 172 de 324.

    Salmos 16

  • 1. Guarda-me, ó Deus, porque em ti me refugio.
  • 2. Digo ao SENHOR: Tu és o meu Senhor; outro bem não possuo, senão a ti somente.
  • 3. Quanto aos santos que há na terra, são eles os notáveis nos quais tenho todo o meu prazer.
  • 4. Muitas serão as penas dos que trocam o SENHOR por outros deuses; não oferecerei as suas libações de sangue, e os meus lábios não pronunciarão o seu nome.
  • 5. O SENHOR é a porção da minha herança e o meu cálice; tu és o arrimo da minha sorte.
  • 6. Caem-me as divisas em lugares amenos, é mui linda a minha herança.
  • 7. Bendigo o SENHOR, que me aconselha; pois até durante a noite o meu coração me ensina.
  • 8. O SENHOR, tenho-o sempre à minha presença; estando ele à minha direita, não serei abalado.
  • 9. Alegra-se, pois, o meu coração, e o meu espírito exulta; até o meu corpo repousará seguro.
  • 10. Pois não deixarás a minha alma na morte, nem permitirás que o teu Santo veja corrupção.
  • 11. Tu me farás ver os caminhos da vida; na tua presença há plenitude de alegria, na tua destra, delícias perpetuamente.
  • Salmos 17

  • 1. Ouve, SENHOR, a causa justa, atende ao meu clamor, dá ouvidos à minha oração, que procede de lábios não fraudulentos.
  • 2. Baixe de tua presença o julgamento a meu respeito; os teus olhos veem com equidade.
  • 3. Sondas-me o coração, de noite me visitas, provas-me no fogo e iniquidade nenhuma encontras em mim; a minha boca não transgride.
  • 4. Quanto às ações dos homens, pela palavra dos teus lábios, eu me tenho guardado dos caminhos do violento.
  • 5. Os meus passos se afizeram às tuas veredas, os meus pés não resvalaram.
  • 6. Eu te invoco, ó Deus, pois tu me respondes; inclina-me os ouvidos e acode às minhas palavras.
  • 7. Mostra as maravilhas da tua bondade, ó Salvador dos que à tua destra buscam refúgio dos que se levantam contra eles.
  • 8. Guarda-me como a menina dos olhos, esconde-me à sombra das tuas asas,
  • 9. dos perversos que me oprimem, inimigos que me assediam de morte.
  • 10. Insensíveis, cerram o coração, falam com lábios insolentes;
  • 11. andam agora cercando os nossos passos e fixam em nós os olhos para nos deitar por terra.
  • 12. Parecem-se com o leão, ávido por sua presa, ou o leãozinho, que espreita de emboscada.
  • 13. Levanta-te, SENHOR, defronta-os, arrasa-os; livra do ímpio a minha alma com a tua espada,
  • 14. com a tua mão, SENHOR, dos homens mundanos, cujo quinhão é desta vida e cujo ventre tu enches dos teus tesouros; os quais se fartam de filhos e o que lhes sobra deixam aos seus pequeninos.
  • 15. Eu, porém, na justiça contemplarei a tua face; quando acordar, eu me satisfarei com a tua semelhança.
  • Salmos 18

  • 1. Eu te amo, ó SENHOR, força minha.
  • 2. O SENHOR é a minha rocha, a minha cidadela, o meu libertador; o meu Deus, o meu rochedo em que me refugio; o meu escudo, a força da minha salvação, o meu baluarte.
  • 3. Invoco o SENHOR, digno de ser louvado, e serei salvo dos meus inimigos.
  • 4. Laços de morte me cercaram, torrentes de impiedade me impuseram terror.
  • 5. Cadeias infernais me cingiram, e tramas de morte me surpreenderam.
  • 6. Na minha angústia, invoquei o SENHOR, gritei por socorro ao meu Deus. Ele do seu templo ouviu a minha voz, e o meu clamor lhe penetrou os ouvidos.
  • 7. Então, a terra se abalou e tremeu, vacilaram também os fundamentos dos montes e se estremeceram, porque ele se indignou.
  • 8. Das suas narinas subiu fumaça, e fogo devorador, da sua boca; dele saíram brasas ardentes.
  • 9. Baixou ele os céus, e desceu, e teve sob os pés densa escuridão.
  • 10. Cavalgava um querubim e voou; sim, levado velozmente nas asas do vento.
  • 11. Das trevas fez um manto em que se ocultou; escuridade de águas e espessas nuvens dos céus eram o seu pavilhão.
  • 12. Do resplendor que diante dele havia, as densas nuvens se desfizeram em granizo e brasas chamejantes.
  • 13. Trovejou, então, o SENHOR, nos céus; o Altíssimo levantou a voz, e houve granizo e brasas de fogo.
  • 14. Despediu as suas setas e espalhou os meus inimigos, multiplicou os seus raios e os desbaratou.
  • 15. Então, se viu o leito das águas, e se descobriram os fundamentos do mundo, pela tua repreensão, SENHOR, pelo iroso resfolgar das tuas narinas.
  • 16. Do alto me estendeu ele a mão e me tomou; tirou-me das muitas águas.
  • 17. Livrou-me de forte inimigo e dos que me aborreciam, pois eram mais poderosos do que eu.
  • 18. Assaltaram-me no dia da minha calamidade, mas o SENHOR me serviu de amparo.
  • 19. Trouxe-me para um lugar espaçoso; livrou-me, porque ele se agradou de mim.
  • 20. Retribuiu-me o SENHOR, segundo a minha justiça, recompensou-me conforme a pureza das minhas mãos.
  • 21. Pois tenho guardado os caminhos do SENHOR e não me apartei perversamente do meu Deus.
  • 22. Porque todos os seus juízos me estão presentes, e não afastei de mim os seus preceitos.
  • 23. Também fui íntegro para com ele e me guardei da iniquidade.
  • 24. Daí retribuir-me o SENHOR, segundo a minha justiça, conforme a pureza das minhas mãos, na sua presença.
  • 25. Para com o benigno, benigno te mostras; com o íntegro, também íntegro.
  • 26. Com o puro, puro te mostras; com o perverso, inflexível.
  • 27. Porque tu salvas o povo humilde, mas os olhos altivos, tu os abates.
  • 28. Porque fazes resplandecer a minha lâmpada; o SENHOR, meu Deus, derrama luz nas minhas trevas.
  • 29. Pois contigo desbarato exércitos, com o meu Deus salto muralhas.
  • 30. O caminho de Deus é perfeito; a palavra do SENHOR é provada; ele é escudo para todos os que nele se refugiam.
  • 31. Pois quem é Deus, senão o SENHOR? E quem é rochedo, senão o nosso Deus?
  • 32. O Deus que me revestiu de força e aperfeiçoou o meu caminho,
  • 33. ele deu a meus pés a ligeireza das corças e me firmou nas minhas alturas.
  • 34. Ele adestrou as minhas mãos para o combate, de sorte que os meus braços vergaram um arco de bronze.
  • 35. Também me deste o escudo da tua salvação, a tua direita me susteve, e a tua clemência me engrandeceu.
  • 36. Alargaste sob meus passos o caminho, e os meus pés não vacilaram.
  • 37. Persegui os meus inimigos, e os alcancei, e só voltei depois de haver dado cabo deles.
  • 38. Esmaguei-os a tal ponto, que não puderam levantar-se; caíram sob meus pés.
  • 39. Pois de força me cingiste para o combate e me submeteste os que se levantaram contra mim.
  • 40. Também puseste em fuga os meus inimigos, e os que me odiaram, eu os exterminei.
  • 41. Gritaram por socorro, mas ninguém lhes acudiu; clamaram ao SENHOR, mas ele não respondeu.
  • 42. Então, os reduzi a pó ao léu do vento, lancei-os fora como a lama das ruas.
  • 43. Das contendas do povo me livraste e me fizeste cabeça das nações; povo que não conheci me serviu.
  • 44. Bastou-lhe ouvir-me a voz, logo me obedeceu; os estrangeiros se me mostram submissos.
  • 45. Sumiram-se os estrangeiros e das suas fortificações saíram, espavoridos.
  • 46. Vive o SENHOR, e bendita seja a minha rocha! Exaltado seja o Deus da minha salvação,
  • 47. o Deus que por mim tomou vingança e me submeteu povos;
  • 48. o Deus que me livrou dos meus inimigos; sim, tu que me exaltaste acima dos meus adversários e me livraste do homem violento.
  • 49. Glorificar-te-ei, pois, entre os gentios, ó SENHOR, e cantarei louvores ao teu nome.
  • 50. É ele quem dá grandes vitórias ao seu rei e usa de benignidade para com o seu ungido, com Davi e sua posteridade, para sempre.

Almeida Revista e Atualizada: 172 de 324.


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