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Assim diz o SENHOR: O céu é o meu trono, e a terra o escabelo dos meus pés; que casa me edificaríeis vós? E qual seria o lugar do meu descanso? Porque a minha mão fez todas estas coisas, e assim todas elas foram feitas, diz o SENHOR; mas para esse olharei, para o pobre e abatido de espírito, e que treme da minha palavra. [Isaías 66: 1-2]

Leitura do Antigo Testamento em 324 dias

Almeida Revista e Atualizada: 158 de 324.

    Jó 16

  • 1. Então, respondeu Jó:
  • 2. Tenho ouvido muitas coisas como estas; todos vós sois consoladores molestos.
  • 3. Porventura, não terão fim essas palavras de vento? Ou que é que te instiga para responderes assim?
  • 4. Eu também poderia falar como vós falais; se a vossa alma estivesse em lugar da minha, eu poderia dirigir-vos um montão de palavras e menear contra vós outros a minha cabeça;
  • 5. poderia fortalecer-vos com as minhas palavras, e a compaixão dos meus lábios abrandaria a vossa dor.
  • 6. Se eu falar, a minha dor não cessa; se me calar, qual é o meu alívio?
  • 7. Na verdade, as minhas forças estão exaustas; tu, ó Deus, destruíste a minha família toda.
  • 8. Testemunha disto é que já me tornaste encarquilhado, a minha magreza já se levanta contra mim e me acusa cara a cara.
  • 9. Na sua ira me despedaçou e tem animosidade contra mim; contra mim rangeu os dentes e, como meu adversário, aguça os olhos.
  • 10. Homens abrem contra mim a boca, com desprezo me esbofeteiam, e contra mim todos se ajuntam.
  • 11. Deus me entrega ao ímpio e nas mãos dos perversos me faz cair.
  • 12. Em paz eu vivia, porém ele me quebrantou; pegou-me pelo pescoço e me despedaçou; pôs-me por seu alvo.
  • 13. Cercam-me as suas flechas, atravessa-me os rins, e não me poupa, e o meu fel derrama na terra.
  • 14. Fere-me com ferimento sobre ferimento, arremete contra mim como um guerreiro.
  • 15. Cosi sobre a minha pele o cilício e revolvi o meu orgulho no pó.
  • 16. O meu rosto está todo afogueado de chorar, e sobre as minhas pálpebras está a sombra da morte,
  • 17. embora não haja violência nas minhas mãos, e seja pura a minha oração.
  • 18. Ó terra, não cubras o meu sangue, e não haja lugar em que se oculte o meu clamor!
  • 19. Já agora sabei que a minha testemunha está no céu, e, nas alturas, quem advoga a minha causa.
  • 20. Os meus amigos zombam de mim, mas os meus olhos se desfazem em lágrimas diante de Deus,
  • 21. para que ele mantenha o direito do homem contra o próprio Deus e o do filho do homem contra o seu próximo.
  • 22. Porque dentro de poucos anos eu seguirei o caminho de onde não tornarei.
  • Jó 17

  • 1. O meu espírito se vai consumindo, os meus dias se vão apagando, e só tenho perante mim a sepultura.
  • 2. Estou, de fato, cercado de zombadores, e os meus olhos são obrigados a lhes contemplar a provocação.
  • 3. Dá-me, pois, um penhor; sê o meu fiador para contigo mesmo; quem mais haverá que se possa comprometer comigo?
  • 4. Porque ao seu coração encobriste o entendimento, pelo que não os exaltarás.
  • 5. Se alguém oferece os seus amigos como presa, os olhos de seus filhos desfalecerão.
  • 6. Mas a mim me pôs por provérbio dos povos; tornei-me como aquele em cujo rosto se cospe.
  • 7. Pelo que já se escureceram de mágoa os meus olhos, e já todos os meus membros são como a sombra;
  • 8. os retos pasmam disto, e o inocente se levanta contra o ímpio.
  • 9. Contudo, o justo segue o seu caminho, e o puro de mãos cresce mais e mais em força.
  • 10. Mas tornai-vos, todos vós, e vinde cá; porque sábio nenhum acharei entre vós.
  • 11. Os meus dias passaram, e se malograram os meus propósitos, as aspirações do meu coração.
  • 12. Convertem-me a noite em dia, e a luz, dizem, está perto das trevas.
  • 13. Mas, se eu aguardo já a sepultura por minha casa; se nas trevas estendo a minha cama;
  • 14. se ao sepulcro eu clamo: tu és meu pai; e aos vermes: vós sois minha mãe e minha irmã,
  • 15. onde está, pois, a minha esperança? Sim, a minha esperança, quem a poderá ver?
  • 16. Ela descerá até às portas da morte, quando juntamente no pó teremos descanso.
  • Jó 18

  • 1. Então, respondeu Bildade, o suíta:
  • 2. Até quando andarás à caça de palavras? Considera bem, e, então, falaremos.
  • 3. Por que somos reputados por animais, e aos teus olhos passamos por curtos de inteligência?
  • 4. Oh! Tu, que te despedaças na tua ira, será a terra abandonada por tua causa? Remover-se-ão as rochas do seu lugar?
  • 5. Na verdade, a luz do perverso se apagará, e para seu fogo não resplandecerá a faísca;
  • 6. a luz se escurecerá nas suas tendas, e a sua lâmpada sobre ele se apagará;
  • 7. os seus passos fortes se estreitarão, e a sua própria trama o derribará.
  • 8. Porque por seus próprios pés é lançado na rede e andará na boca de forje.
  • 9. A armadilha o apanhará pelo calcanhar, e o laço o prenderá.
  • 10. A corda está-lhe escondida na terra, e a armadilha, na vereda.
  • 11. Os assombros o espantarão de todos os lados e o perseguirão a cada passo.
  • 12. A calamidade virá faminta sobre ele, e a miséria estará alerta ao seu lado,
  • 13. a qual lhe devorará os membros do corpo; serão devorados pelo primogênito da morte.
  • 14. O perverso será arrancado da sua tenda, onde está confiado, e será levado ao rei dos terrores.
  • 15. Nenhum dos seus morará na sua tenda, espalhar-se-á enxofre sobre a sua habitação.
  • 16. Por baixo secarão as suas raízes, e murcharão por cima os seus ramos.
  • 17. A sua memória desaparecerá da terra, e pelas praças não terá nome.
  • 18. Da luz o lançarão nas trevas e o afugentarão do mundo.
  • 19. Não terá filho nem posteridade entre o seu povo, nem sobrevivente algum ficará nas suas moradas.
  • 20. Do seu dia se espantarão os do Ocidente, e os do Oriente serão tomados de horror.
  • 21. Tais são, na verdade, as moradas do perverso, e este é o paradeiro do que não conhece a Deus.

Almeida Revista e Atualizada: 158 de 324.


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