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Assim diz o SENHOR: O céu é o meu trono, e a terra o escabelo dos meus pés; que casa me edificaríeis vós? E qual seria o lugar do meu descanso? Porque a minha mão fez todas estas coisas, e assim todas elas foram feitas, diz o SENHOR; mas para esse olharei, para o pobre e abatido de espírito, e que treme da minha palavra. [Isaías 66: 1-2]

Leitura do Antigo Testamento em 324 dias

Almeida Revista e Atualizada: 156 de 324.

    Jó 10

  • 1. A minha alma tem tédio à minha vida; darei livre curso à minha queixa, falarei com amargura da minha alma.
  • 2. Direi a Deus: Não me condenes; faze-me saber por que contendes comigo.
  • 3. Parece-te bem que me oprimas, que rejeites a obra das tuas mãos e favoreças o conselho dos perversos?
  • 4. Tens tu olhos de carne? Acaso, vês tu como vê o homem?
  • 5. São os teus dias como os dias do mortal? Ou são os teus anos como os anos de um homem,
  • 6. para te informares da minha iniquidade e averiguares o meu pecado?
  • 7. Bem sabes tu que eu não sou culpado; todavia, ninguém há que me livre da tua mão.
  • 8. As tuas mãos me plasmaram e me aperfeiçoaram, porém, agora, queres devorar-me.
  • 9. Lembra-te de que me formaste como em barro; e queres, agora, reduzir-me a pó?
  • 10. Porventura, não me derramaste como leite e não me coalhaste como queijo?
  • 11. De pele e carne me vestiste e de ossos e tendões me entreteceste.
  • 12. Vida me concedeste na tua benevolência, e o teu cuidado a mim me guardou.
  • 13. Estas coisas, as ocultaste no teu coração; mas bem sei o que resolveste contigo mesmo.
  • 14. Se eu pecar, tu me observas; e da minha iniquidade não me perdoarás.
  • 15. Se for perverso, ai de mim! E, se for justo, não ouso levantar a cabeça, pois estou cheio de ignomínia e olho para a minha miséria.
  • 16. Porque, se a levanto, tu me caças como a um leão feroz e de novo revelas poder maravilhoso contra mim.
  • 17. Tu renovas contra mim as tuas testemunhas e multiplicas contra mim a tua ira; males e lutas se sucedem contra mim.
  • 18. Por que, pois, me tiraste da madre? Ah! Se eu morresse antes que olhos nenhuns me vissem!
  • 19. Teria eu sido como se nunca existira e já do ventre teria sido levado à sepultura.
  • 20. Não são poucos os meus dias? Cessa, pois, e deixa-me, para que por um pouco eu tome alento,
  • 21. antes que eu vá para o lugar de que não voltarei, para a terra das trevas e da sombra da morte;
  • 22. terra de negridão, de profunda escuridade, terra da sombra da morte e do caos, onde a própria luz é tenebrosa.
  • Jó 11

  • 1. Então, respondeu Zofar, o naamatita:
  • 2. Porventura, não se dará resposta a esse palavrório? Acaso, tem razão o tagarela?
  • 3. Será o caso de as tuas parolas fazerem calar os homens? E zombarás tu sem que ninguém te envergonhe?
  • 4. Pois dizes: A minha doutrina é pura, e sou limpo aos teus olhos.
  • 5. Oh! Falasse Deus, e abrisse os seus lábios contra ti,
  • 6. e te revelasse os segredos da sabedoria, da verdadeira sabedoria, que é multiforme! Sabe, portanto, que Deus permite seja esquecida parte da tua iniquidade.
  • 7. Porventura, desvendarás os arcanos de Deus ou penetrarás até à perfeição do Todo-Poderoso?
  • 8. Como as alturas dos céus é a sua sabedoria; que poderás fazer? Mais profunda é ela do que o abismo; que poderás saber?
  • 9. A sua medida é mais longa do que a terra e mais larga do que o mar.
  • 10. Se ele passa, prende a alguém e chama a juízo, quem o poderá impedir?
  • 11. Porque ele conhece os homens vãos e, sem esforço, vê a iniquidade.
  • 12. Mas o homem estúpido se tornará sábio, quando a cria de um asno montês nascer homem.
  • 13. Se dispuseres o coração e estenderes as mãos para Deus;
  • 14. se lançares para longe a iniquidade da tua mão e não permitires habitar na tua tenda a injustiça,
  • 15. então, levantarás o rosto sem mácula, estarás seguro e não temerás.
  • 16. Pois te esquecerás dos teus sofrimentos e deles só terás lembrança como de águas que passaram.
  • 17. A tua vida será mais clara que o meio-dia; ainda que lhe haja trevas, serão como a manhã.
  • 18. Sentir-te-ás seguro, porque haverá esperança; olharás em derredor e dormirás tranquilo.
  • 19. Deitar-te-ás, e ninguém te espantará; e muitos procurarão obter o teu favor.
  • 20. Mas os olhos dos perversos desfalecerão, o seu refúgio perecerá; sua esperança será o render do espírito.
  • Jó 12

  • 1. Então, Jó respondeu:
  • 2. Na verdade, vós sois o povo, e convosco morrerá a sabedoria.
  • 3. Também eu tenho entendimento como vós; eu não vos sou inferior; quem não sabe coisas como essas?
  • 4. Eu sou irrisão para os meus amigos; eu, que invocava a Deus, e ele me respondia; o justo e o reto servem de irrisão.
  • 5. No pensamento de quem está seguro, há desprezo para o infortúnio, um empurrão para aquele cujos pés já vacilam.
  • 6. As tendas dos tiranos gozam paz, e os que provocam a Deus estão seguros; têm o punho por seu deus.
  • 7. Mas pergunta agora às alimárias, e cada uma delas to ensinará; e às aves dos céus, e elas to farão saber.
  • 8. Ou fala com a terra, e ela te instruirá; até os peixes do mar to contarão.
  • 9. Qual entre todos estes não sabe que a mão do SENHOR fez isto?
  • 10. Na sua mão está a alma de todo ser vivente e o espírito de todo o gênero humano.
  • 11. Porventura, o ouvido não submete à prova as palavras, como o paladar prova as comidas?
  • 12. Está a sabedoria com os idosos, e, na longevidade, o entendimento?
  • 13. Não! Com Deus está a sabedoria e a força; ele tem conselho e entendimento.
  • 14. O que ele deitar abaixo não se reedificará; lança na prisão, e ninguém a pode abrir.
  • 15. Se retém as águas, elas secam; se as larga, devastam a terra.
  • 16. Com ele está a força e a sabedoria; seu é o que erra e o que faz errar.
  • 17. Aos conselheiros, leva-os despojados do seu cargo e aos juízes faz desvairar.
  • 18. Dissolve a autoridade dos reis, e uma corda lhes cinge os lombos.
  • 19. Aos sacerdotes, leva-os despojados do seu cargo e aos poderosos transtorna.
  • 20. Aos eloquentes ele tira a palavra e tira o entendimento aos anciãos.
  • 21. Lança desprezo sobre os príncipes e afrouxa o cinto dos fortes.
  • 22. Das trevas manifesta coisas profundas e traz à luz a densa escuridade.
  • 23. Multiplica as nações e as faz perecer; dispersa-as e de novo as congrega.
  • 24. Tira o entendimento aos príncipes do povo da terra e os faz vaguear pelos desertos sem caminho.
  • 25. Nas trevas andam às apalpadelas, sem terem luz, e os faz cambalear como ébrios.

Almeida Revista e Atualizada: 156 de 324.


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