Leitura diária da Bíblia em 365 dias, o Novo Testamento em 260 dias e o Antigo Testamento em 324 dias. Tudo no automático!

Assim diz o SENHOR: O céu é o meu trono, e a terra o escabelo dos meus pés; que casa me edificaríeis vós? E qual seria o lugar do meu descanso? Porque a minha mão fez todas estas coisas, e assim todas elas foram feitas, diz o SENHOR; mas para esse olharei, para o pobre e abatido de espírito, e que treme da minha palavra. [Isaías 66: 1-2]

Leitura do Antigo Testamento em 324 dias

Almeida Revista e Atualizada: 154 de 324.

    Jó 4

  • 1. Então, respondeu Elifaz, o temanita, e disse:
  • 2. Se intentar alguém falar-te, enfadar-te-ás? Quem, todavia, poderá conter as palavras?
  • 3. Eis que tens ensinado a muitos e tens fortalecido mãos fracas.
  • 4. As tuas palavras têm sustentado aos que tropeçavam, e os joelhos vacilantes tens fortificado.
  • 5. Mas agora, em chegando a tua vez, tu te enfadas; sendo tu atingido, te perturbas.
  • 6. Porventura, não é o teu temor de Deus aquilo em que confias, e a tua esperança, a retidão dos teus caminhos?
  • 7. Lembra-te: acaso, já pereceu algum inocente? E onde foram os retos destruídos?
  • 8. Segundo eu tenho visto, os que lavram a iniquidade e semeiam o mal, isso mesmo eles segam.
  • 9. Com o hálito de Deus perecem; e com o assopro da sua ira se consomem.
  • 10. Cessa o bramido do leão e a voz do leão feroz, e os dentes dos leõezinhos se quebram.
  • 11. Perece o leão, porque não há presa, e os filhos da leoa andam dispersos.
  • 12. Uma palavra se me disse em segredo; e os meus ouvidos perceberam um sussurro dela.
  • 13. Entre pensamentos de visões noturnas, quando profundo sono cai sobre os homens,
  • 14. sobrevieram-me o espanto e o tremor, e todos os meus ossos estremeceram.
  • 15. Então, um espírito passou por diante de mim; fez-me arrepiar os cabelos do meu corpo;
  • 16. parou ele, mas não lhe discerni a aparência; um vulto estava diante dos meus olhos; houve silêncio, e ouvi uma voz:
  • 17. Seria, porventura, o mortal justo diante de Deus? Seria, acaso, o homem puro diante do seu Criador?
  • 18. Eis que Deus não confia nos seus servos e aos seus anjos atribui imperfeições;
  • 19. quanto mais àqueles que habitam em casas de barro, cujo fundamento está no pó, e são esmagados como a traça!
  • 20. Nascem de manhã e à tarde são destruídos; perecem para sempre, sem que disso se faça caso.
  • 21. Se se lhes corta o fio da vida, morrem e não atingem a sabedoria.
  • Jó 5

  • 1. Chama agora! Haverá alguém que te atenda? E para qual dos santos anjos te virarás?
  • 2. Porque a ira do louco o destrói, e o zelo do tolo o mata.
  • 3. Bem vi eu o louco lançar raízes; mas logo declarei maldita a sua habitação.
  • 4. Seus filhos estão longe do socorro, são espezinhados às portas, e não há quem os livre.
  • 5. A sua messe, o faminto a devora e até do meio dos espinhos a arrebata; e o intrigante abocanha os seus bens.
  • 6. Porque a aflição não vem do pó, e não é da terra que brota o enfado.
  • 7. Mas o homem nasce para o enfado, como as faíscas das brasas voam para cima.
  • 8. Quanto a mim, eu buscaria a Deus e a ele entregaria a minha causa;
  • 9. ele faz coisas grandes e inescrutáveis e maravilhas que não se podem contar;
  • 10. faz chover sobre a terra e envia águas sobre os campos,
  • 11. para pôr os abatidos num lugar alto e para que os enlutados se alegrem da maior ventura.
  • 12. Ele frustra as maquinações dos astutos, para que as suas mãos não possam realizar seus projetos.
  • 13. Ele apanha os sábios na sua própria astúcia; e o conselho dos que tramam se precipita.
  • 14. Eles de dia encontram as trevas; ao meio-dia andam como de noite, às apalpadelas.
  • 15. Porém Deus salva da espada que lhes sai da boca, salva o necessitado da mão do poderoso.
  • 16. Assim, há esperança para o pobre, e a iniquidade tapa a sua própria boca.
  • 17. Bem-aventurado é o homem a quem Deus disciplina; não desprezes, pois, a disciplina do Todo-Poderoso.
  • 18. Porque ele faz a ferida e ele mesmo a ata; ele fere, e as suas mãos curam.
  • 19. De seis angústias te livrará, e na sétima o mal te não tocará.
  • 20. Na fome te livrará da morte; na guerra, do poder da espada.
  • 21. Do açoite da língua estarás abrigado e, quando vier a assolação, não a temerás.
  • 22. Da assolação e da fome te rirás e das feras da terra não terás medo.
  • 23. Porque até com as pedras do campo terás a tua aliança, e os animais da terra viverão em paz contigo.
  • 24. Saberás que a paz é a tua tenda, percorrerás as tuas possessões, e nada te faltará.
  • 25. Saberás também que se multiplicará a tua descendência, e a tua posteridade, como a erva da terra.
  • 26. Em robusta velhice entrarás para a sepultura, como se recolhe o feixe de trigo a seu tempo.
  • 27. Eis que isto já o havemos inquirido, e assim é; ouve-o e medita nisso para teu bem.
  • Jó 6

  • 1. Então, Jó respondeu:
  • 2. Oh! Se a minha queixa, de fato, se pesasse, e contra ela, numa balança, se pusesse a minha miséria,
  • 3. esta, na verdade, pesaria mais que a areia dos mares; por isso é que as minhas palavras foram precipitadas.
  • 4. Porque as flechas do Todo-Poderoso estão em mim cravadas, e o meu espírito sorve o veneno delas; os terrores de Deus se arregimentam contra mim.
  • 5. Zurrará o jumento montês junto à relva? Ou mugirá o boi junto à sua forragem?
  • 6. Comer-se-á sem sal o que é insípido? Ou haverá sabor na clara do ovo?
  • 7. Aquilo que a minha alma recusava tocar, isso é agora a minha comida repugnante.
  • 8. Quem dera que se cumprisse o meu pedido, e que Deus me concedesse o que anelo!
  • 9. Que fosse do agrado de Deus esmagar-me, que soltasse a sua mão e acabasse comigo!
  • 10. Isto ainda seria a minha consolação, e saltaria de contente na minha dor, que ele não poupa; porque não tenho negado as palavras do Santo.
  • 11. Por que esperar, se já não tenho forças? Por que prolongar a vida, se o meu fim é certo?
  • 12. Acaso, a minha força é a força da pedra? Ou é de bronze a minha carne?
  • 13. Não! Jamais haverá socorro para mim; foram afastados de mim os meus recursos.
  • 14. Ao aflito deve o amigo mostrar compaixão, a menos que tenha abandonado o temor do Todo-Poderoso.
  • 15. Meus irmãos aleivosamente me trataram; são como um ribeiro, como a torrente que transborda no vale,
  • 16. turvada com o gelo e com a neve que nela se esconde,
  • 17. torrente que no tempo do calor seca, emudece e desaparece do seu lugar.
  • 18. Desviam-se as caravanas dos seus caminhos, sobem para lugares desolados e perecem.
  • 19. As caravanas de Temá procuram essa torrente, os viajantes de Sabá por ela suspiram.
  • 20. Ficam envergonhados por terem confiado; em chegando ali, confundem-se.
  • 21. Assim também vós outros sois nada para mim; vedes os meus males e vos espantais.
  • 22. Acaso, disse eu: dai-me um presente? Ou: oferecei-me um suborno da vossa fazenda?
  • 23. Ou: livrai-me do poder do opressor? Ou: redimi-me das mãos dos tiranos?
  • 24. Ensinai-me, e eu me calarei; dai-me a entender em que tenho errado.
  • 25. Oh! Como são persuasivas as palavras retas! Mas que é o que repreende a vossa repreensão?
  • 26. Acaso, pensais em reprovar as minhas palavras, ditas por um desesperado ao vento?
  • 27. Até sobre o órfão lançaríeis sorte e especularíeis com o vosso amigo?
  • 28. Agora, pois, se sois servidos, olhai para mim e vede que não minto na vossa cara.
  • 29. Tornai a julgar, vos peço, e não haja iniquidade; tornai a julgar, e a justiça da minha causa triunfará.
  • 30. Há iniquidade na minha língua? Não pode o meu paladar discernir coisas perniciosas?

Almeida Revista e Atualizada: 154 de 324.


... Igreja Jesus Cristo Brasil, 2008 © 2026