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Assim diz o SENHOR: O céu é o meu trono, e a terra o escabelo dos meus pés; que casa me edificaríeis vós? E qual seria o lugar do meu descanso? Porque a minha mão fez todas estas coisas, e assim todas elas foram feitas, diz o SENHOR; mas para esse olharei, para o pobre e abatido de espírito, e que treme da minha palavra. [Isaías 66: 1-2]

    Êxodo 24

  • 1. Depois disse a Moisés: Sobe ao Senhor, tu e Arão, Nadabe e Abiú, e setenta dos anciãos de Israel; e adorai de longe.
  • 2. E só Moisés se chegará ao Senhor; mas eles não se cheguem, nem o povo suba com ele.
  • 3. Veio, pois, Moisés, e contou ao povo todas as palavras do Senhor, e todos os estatutos; então o povo respondeu a uma voz, e disse: Todas as palavras, que o Senhor tem falado, faremos.
  • 4. Moisés escreveu todas as palavras do Senhor, e levantou-se pela manhã de madrugada, e edificou um altar ao pé do monte, e doze monumentos, segundo as doze tribos de Israel;
  • 5. E enviou alguns jovens dos filhos de Israel, os quais ofereceram holocaustos e sacrificaram ao Senhor sacrifícios pacíficos de bezerros.
  • 6. E Moisés tomou a metade do sangue, e a pôs em bacias; e a outra metade do sangue aspergiu sobre o altar.
  • 7. E tomou o livro da aliança e o leu aos ouvidos do povo, e eles disseram: Tudo o que o Senhor tem falado faremos, e obedeceremos.
  • 8. Então tomou Moisés aquele sangue, e aspergiu-o sobre o povo, e disse: Eis aqui o sangue da aliança que o Senhor tem feito convosco sobre todas estas palavras.
  • 9. E subiram Moisés e Arão, Nadabe e Abiú, e setenta dos anciãos de Israel.
  • 10. E viram o Deus de Israel, e debaixo de seus pés havia como que uma pavimentação de pedra de safira, que se parecia com o céu na sua claridade.
  • 11. Porém não estendeu a sua mão sobre os escolhidos dos filhos de Israel, mas viram a Deus, e comeram e beberam.
  • 12. Então disse o Senhor a Moisés: Sobe a mim ao monte, e fica lá; e dar-te-ei as tábuas de pedra e a lei, e os mandamentos que tenho escrito, para os ensinar.
  • 13. E levantou-se Moisés com Josué seu servidor; e subiu Moisés ao monte de Deus.
  • 14. E disse aos anciãos: Esperai-nos aqui, até que tornemos a vós; e eis que Arão e Hur ficam convosco; quem tiver algum negócio, se chegará a eles.
  • 15. E, subindo Moisés ao monte, a nuvem cobriu o monte.
  • 16. E a glória do Senhor repousou sobre o monte Sinai, e a nuvem o cobriu por seis dias; e ao sétimo dia chamou a Moisés do meio da nuvem.
  • 17. E o parecer da glória do Senhor era como um fogo consumidor no cume do monte, aos olhos dos filhos de Israel.
  • 18. E Moisés entrou no meio da nuvem, depois que subiu ao monte; e Moisés esteve no monte quarenta dias e quarenta noites.
  • João 4

  • 1. E quando o Senhor entendeu que os fariseus tinham ouvido que Jesus fazia e batizava mais discípulos do que João
  • 2. (Ainda que Jesus mesmo não batizava, mas os seus discípulos),
  • 3. Deixou a Judeia, e foi outra vez para a Galileia.
  • 4. E era-lhe necessário passar por Samaria.
  • 5. Foi, pois, a uma cidade de Samaria, chamada Sicar, junto da herdade que Jacó tinha dado a seu filho José.
  • 6. E estava ali a fonte de Jacó. Jesus, pois, cansado do caminho, assentou-se assim junto da fonte. Era isto quase à hora sexta.
  • 7. Veio uma mulher de Samaria tirar água. Disse-lhe Jesus: Dá-me de beber.
  • 8. Porque os seus discípulos tinham ido à cidade comprar comida.
  • 9. Disse-lhe, pois, a mulher samaritana: Como, sendo tu judeu, me pedes de beber a mim, que sou mulher samaritana? (porque os judeus não se comunicam com os samaritanos).
  • 10. Jesus respondeu, e disse-lhe: Se tu conheceras o dom de Deus, e quem é o que te diz: Dá-me de beber, tu lhe pedirias, e ele te daria água viva.
  • 11. Disse-lhe a mulher: Senhor, tu não tens com que a tirar, e o poço é fundo; onde, pois, tens a água viva?
  • 12. És tu maior do que o nosso pai Jacó, que nos deu o poço, bebendo ele próprio dele, e os seus filhos, e o seu gado?
  • 13. Jesus respondeu, e disse-lhe: Qualquer que beber desta água tornará a ter sede;
  • 14. Mas aquele que beber da água que eu lhe der nunca terá sede, porque a água que eu lhe der se fará nele uma fonte de água que salte para a vida eterna.
  • 15. Disse-lhe a mulher: Senhor, dá-me dessa água, para que não mais tenha sede, e não venha aqui tirá-la.
  • 16. Disse-lhe Jesus: Vai, chama o teu marido, e vem cá.
  • 17. A mulher respondeu, e disse: Não tenho marido. Disse-lhe Jesus: Disseste bem: Não tenho marido;
  • 18. Porque tiveste cinco maridos, e o que agora tens não é teu marido; isto disseste com verdade.
  • 19. Disse-lhe a mulher: Senhor, vejo que és profeta.
  • 20. Nossos pais adoraram neste monte, e vós dizeis que é em Jerusalém o lugar onde se deve adorar.
  • 21. Disse-lhe Jesus: Mulher, crê-me que a hora vem, em que nem neste monte nem em Jerusalém adorareis o Pai.
  • 22. Vós adorais o que não sabeis; nós adoramos o que sabemos porque a salvação vem dos judeus.
  • 23. Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem.
  • 24. Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade.
  • 25. A mulher disse-lhe: Eu sei que o Messias (que se chama o Cristo) vem; quando ele vier, nos anunciará tudo.
  • 26. Jesus disse-lhe: Eu o sou, eu que falo contigo.
  • 27. E nisto vieram os seus discípulos, e maravilharam-se de que estivesse falando com uma mulher; todavia nenhum lhe disse: Que perguntas? Ou: Por que falas com ela?
  • 28. Deixou, pois, a mulher o seu cântaro, e foi à cidade, e disse àqueles homens:
  • 29. Vinde, vede um homem que me disse tudo quanto tenho feito. Porventura não é este o Cristo?
  • 30. Saíram, pois, da cidade, e foram ter com ele.
  • 31. E entretanto os seus discípulos lhe rogaram, dizendo: Rabi, come.
  • 32. Ele, porém, lhes disse: Uma comida tenho para comer, que vós não conheceis.
  • 33. Então os discípulos diziam uns aos outros: Trouxe-lhe, porventura, alguém algo de comer?
  • 34. Jesus disse-lhes: A minha comida é fazer a vontade daquele que me enviou, e realizar a sua obra.
  • 35. Não dizeis vós que ainda há quatro meses até que venha a ceifa? Eis que eu vos digo: Levantai os vossos olhos, e vede as terras, que já estão brancas para a ceifa.
  • 36. E o que ceifa recebe galardão, e ajunta fruto para a vida eterna; para que, assim o que semeia como o que ceifa, ambos se regozijem.
  • 37. Porque nisto é verdadeiro o ditado, que um é o que semeia, e outro o que ceifa.
  • 38. Eu vos enviei a ceifar onde vós não trabalhastes; outros trabalharam, e vós entrastes no seu trabalho.
  • 39. E muitos dos samaritanos daquela cidade creram nele, pela palavra da mulher, que testificou: Disse-me tudo quanto tenho feito.
  • 40. Indo, pois, ter com ele os samaritanos, rogaram-lhe que ficasse com eles; e ficou ali dois dias.
  • 41. E muitos mais creram nele, por causa da sua palavra.
  • 42. E diziam à mulher: Já não é pelo teu dito que nós cremos; porque nós mesmos o temos ouvido, e sabemos que este é verdadeiramente o Cristo, o Salvador do mundo.
  • 43. E dois dias depois partiu dali, e foi para a Galileia.
  • 44. Porque Jesus mesmo testificou que um profeta não tem honra na sua própria pátria.
  • 45. Chegando, pois, à Galileia, os galileus o receberam, vistas todas as coisas que fizera em Jerusalém, no dia da festa; porque também eles tinham ido à festa.
  • 46. Segunda vez foi Jesus a Caná da Galileia, onde da água fizera vinho. E havia ali um oficial do rei, cujo filho estava enfermo em Cafarnaum.
  • 47. Ouvindo este que Jesus vinha da Judeia para a Galileia, foi ter com ele, e rogou-lhe que descesse, e curasse o seu filho, porque já estava à morte.
  • 48. Então Jesus lhe disse: Se não virdes sinais e milagres, não crereis.
  • 49. Disse-lhe o oficial: Senhor, desce, antes que meu filho morra.
  • 50. Disse-lhe Jesus: Vai, o teu filho vive. E o homem creu na palavra que Jesus lhe disse, e partiu.
  • 51. E descendo ele logo, saíram-lhe ao encontro os seus servos, e lhe anunciaram, dizendo: O teu filho vive.
  • 52. Perguntou-lhes, pois, a que hora se achara melhor. E disseram-lhe: Ontem às sete horas a febre o deixou.
  • 53. Entendeu, pois, o pai que era aquela hora a mesma em que Jesus lhe disse: O teu filho vive; e creu ele, e toda a sua casa.
  • 54. Jesus fez este segundo milagre, quando ia da Judeia para a Galileia.
  • Provérbios 1

  • 1. Provérbios de Salomão, filho de Davi, rei de Israel;
  • 2. Para se conhecer a sabedoria e a instrução; para se entenderem, as palavras da prudência.
  • 3. Para se receber a instrução do entendimento, a justiça, o juízo e a equidade;
  • 4. Para dar aos simples, prudência, e aos moços, conhecimento e discernimento;
  • 5. O sábio ouvirá e crescerá em conhecimento, e o entendido adquirirá sábios conselhos;
  • 6. Para entender os provérbios e sua interpretação; as palavras dos sábios e as suas proposições.
  • 7. O temor do Senhor é o princípio do conhecimento; os loucos desprezam a sabedoria e a instrução.
  • 8. Filho meu, ouve a instrução de teu pai, e não deixes o ensinamento de tua mãe,
  • 9. Porque serão como diadema gracioso em tua cabeça, e colares ao teu pescoço.
  • 10. Filho meu, se os pecadores procuram te atrair com agrados, não aceites.
  • 11. Se disserem: Vem conosco a tocaias de sangue; embosquemos o inocente sem motivo;
  • 12. Traguemo-los vivos, como a sepultura; e inteiros, como os que descem à cova;
  • 13. Acharemos toda sorte de bens preciosos; encheremos as nossas casas de despojos;
  • 14. Lança a tua sorte conosco; teremos todos uma só bolsa!
  • 15. Filho meu, não te ponhas a caminho com eles; desvia o teu pé das suas veredas;
  • 16. Porque os seus pés correm para o mal, e se apressam a derramar sangue.
  • 17. Na verdade é inútil estender-se a rede ante os olhos de qualquer ave.
  • 18. No entanto estes armam ciladas contra o seu próprio sangue; e espreitam suas próprias vidas.
  • 19. São assim as veredas de todo aquele que usa de cobiça: ela põe a perder a alma dos que a possuem.
  • 20. A sabedoria clama lá fora; pelas ruas levanta a sua voz.
  • 21. Nas esquinas movimentadas ela brada; nas entradas das portas e nas cidades profere as suas palavras:
  • 22. Até quando, ó simples, amareis a simplicidade? E vós escarnecedores, desejareis o escárnio? E vós insensatos, odiareis o conhecimento?
  • 23. Atentai para a minha repreensão; pois eis que vos derramarei abundantemente do meu espírito e vos farei saber as minhas palavras.
  • 24. Entretanto, porque eu clamei e recusastes; e estendi a minha mão e não houve quem desse atenção,
  • 25. Antes rejeitastes todo o meu conselho, e não quisestes a minha repreensão,
  • 26. Também de minha parte eu me rirei na vossa perdição e zombarei, em vindo o vosso temor.
  • 27. Vindo o vosso temor como a assolação, e vindo a vossa perdição como uma tormenta, sobrevirá a vós aperto e angústia.
  • 28. Então clamarão a mim, mas eu não responderei; de madrugada me buscarão, porém não me acharão.
  • 29. Porquanto odiaram o conhecimento; e não preferiram o temor do Senhor:
  • 30. Não aceitaram o meu conselho, e desprezaram toda a minha repreensão.
  • 31. Portanto comerão do fruto do seu caminho, e fartar-se-ão dos seus próprios conselhos.
  • 32. Porque o erro dos simples os matará, e o desvario dos insensatos os destruirá.
  • 33. Mas o que me der ouvidos habitará em segurança, e estará livre do temor do mal.

Almeida Corrigida Fiel

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