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Assim diz o SENHOR: O céu é o meu trono, e a terra o escabelo dos meus pés; que casa me edificaríeis vós? E qual seria o lugar do meu descanso? Porque a minha mão fez todas estas coisas, e assim todas elas foram feitas, diz o SENHOR; mas para esse olharei, para o pobre e abatido de espírito, e que treme da minha palavra. [Isaías 66: 1-2]

    Gênesis 42

  • 1. Vendo então Jacó que havia mantimento no Egito, disse Jacó a seus filhos: Por que estais olhando uns para os outros?
  • 2. Disse mais: Eis que tenho ouvido que há mantimentos no Egito; descei para lá, e comprai-nos dali, para que vivamos e não morramos.
  • 3. Então desceram os dez irmãos de José, para comprarem trigo no Egito.
  • 4. A Benjamim, porém, irmão de José, não enviou Jacó com os seus irmãos, porque dizia: Para que lhe não suceda, porventura, algum desastre.
  • 5. Assim, entre os que iam lá foram os filhos de Israel para comprar, porque havia fome na terra de Canaã.
  • 6. José, pois, era o governador daquela terra; ele vendia a todo o povo da terra; e os irmãos de José chegaram e inclinaram-se a ele, com o rosto em terra.
  • 7. E José, vendo os seus irmãos, conheceu-os; porém mostrou-se estranho para com eles, e falou-lhes asperamente, e disse-lhes: De onde vindes? E eles disseram: Da terra de Canaã, para comprarmos mantimento.
  • 8. José, pois, conheceu os seus irmãos; mas eles não o conheceram.
  • 9. Então José lembrou-se dos sonhos que havia tido deles e disse-lhes: Vós sois espias, e viestes para ver a nudez da terra.
  • 10. E eles lhe disseram: Não, senhor meu; mas teus servos vieram comprar mantimento.
  • 11. Todos nós somos filhos de um mesmo homem; somos homens de retidão; os teus servos não são espias.
  • 12. E ele lhes disse: Não; antes viestes para ver a nudez da terra.
  • 13. E eles disseram: Nós, teus servos, somos doze irmãos, filhos de um homem na terra de Canaã; e eis que o mais novo está com nosso pai hoje; mas um já não existe.
  • 14. Então lhes disse José: Isso é o que vos tenho dito, sois espias;
  • 15. Nisto sereis provados; pela vida de Faraó, não saireis daqui senão quando vosso irmão mais novo vier aqui.
  • 16. Enviai um dentre vós, que traga vosso irmão, mas vós ficareis presos, e vossas palavras sejam provadas, se há verdade convosco; e se não, pela vida de Faraó, vós sois espias.
  • 17. E pô-los juntos, em prisão, três dias.
  • 18. E ao terceiro dia disse-lhes José: Fazei isso, e vivereis; porque eu temo a Deus.
  • 19. Se sois homens de retidão, que fique um de vossos irmãos preso na casa de vossa prisão; e vós ide, levai mantimento para a fome de vossa casa,
  • 20. E trazei-me o vosso irmão mais novo, e serão verificadas vossas palavras, e não morrereis. E eles assim fizeram.
  • 21. Então disseram uns aos outros: Na verdade, somos culpados acerca de nosso irmão, pois vimos a angústia da sua alma, quando nos rogava; nós porém não ouvimos, por isso vem sobre nós esta angústia.
  • 22. E Rúben respondeu-lhes, dizendo: Não vo-lo dizia eu: Não pequeis contra o menino; mas não ouvistes; e vedes aqui, o seu sangue também é requerido.
  • 23. E eles não sabiam que José os entendia, porque havia intérprete entre eles.
  • 24. E retirou-se deles e chorou. Depois tornou a eles, e falou-lhes, e tomou a Simeão dentre eles, e amarrou-o perante os seus olhos.
  • 25. E ordenou José, que enchessem os seus sacos de trigo, e que lhes restituíssem o seu dinheiro a cada um no seu saco, e lhes dessem comida para o caminho; e fizeram-lhes assim.
  • 26. E carregaram o seu trigo sobre os seus jumentos e partiram dali.
  • 27. E, abrindo um deles o seu saco, para dar pasto ao seu jumento na estalagem, viu o seu dinheiro; porque eis que estava na boca do seu saco.
  • 28. E disse a seus irmãos: Devolveram o meu dinheiro, e ei-lo também aqui no saco. Então lhes desfaleceu o coração, e pasmavam, dizendo um ao outro: Que é isto que Deus nos tem feito?
  • 29. E vieram para Jacó, seu pai, na terra de Canaã; e contaram-lhe tudo o que lhes aconteceu, dizendo:
  • 30. O homem, o senhor da terra, falou conosco asperamente, e tratou-nos como espias da terra;
  • 31. Mas dissemos-lhe: Somos homens de retidão; não somos espias;
  • 32. Somos doze irmãos, filhos de nosso pai; um não mais existe, e o mais novo está hoje com nosso pai na terra de Canaã.
  • 33. E aquele homem, o senhor da terra, nos disse: Nisto conhecerei que vós sois homens de retidão; deixai comigo um de vossos irmãos, e tomai para a fome de vossas casas, e parti,
  • 34. E trazei-me vosso irmão mais novo; assim saberei que não sois espias, mas homens de retidão; então vos darei o vosso irmão e negociareis na terra.
  • 35. E aconteceu que, despejando eles os seus sacos, eis que cada um tinha o pacote com seu dinheiro no seu saco; e viram os pacotes com seu dinheiro, eles e seu pai, e temeram.
  • 36. Então Jacó, seu pai, disse-lhes: Tendes-me desfilhado; José já não existe e Simeão não está aqui; agora levareis a Benjamim. Todas estas coisas vieram sobre mim.
  • 37. Mas Rúben falou a seu pai, dizendo: Mata os meus dois filhos, se eu não tornar a trazê-lo para ti; entrega-o em minha mão, e tornarei a trazê-lo.
  • 38. Ele porém disse: Não descerá meu filho convosco; porquanto o seu irmão é morto, e só ele ficou. Se lhe suceder algum desastre no caminho por onde fordes, fareis descer meus cabelos brancos com tristeza à sepultura.
  • Marcos 13

  • 1. E, saindo ele do templo, disse-lhe um dos seus discípulos: Mestre, olha que pedras, e que edifícios!
  • 2. E, respondendo Jesus, disse-lhe: Vês estes grandes edifícios? Não ficará pedra sobre pedra que não seja derrubada.
  • 3. E, assentando-se ele no Monte das Oliveiras, defronte do templo, Pedro, e Tiago, e João e André lhe perguntaram em particular:
  • 4. Dize-nos, quando serão essas coisas, e que sinal haverá quando todas elas estiverem para se cumprir.
  • 5. E Jesus, respondendo-lhes, começou a dizer: Olhai que ninguém vos engane;
  • 6. Porque muitos virão em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo; e enganarão a muitos.
  • 7. E, quando ouvirdes de guerras e de rumores de guerras, não vos perturbeis; porque assim deve acontecer; mas ainda não será o fim.
  • 8. Porque se levantará nação contra nação, e reino contra reino, e haverá terremotos em diversos lugares, e haverá fomes e tribulações. Estas coisas são os princípios das dores.
  • 9. Mas olhai por vós mesmos, porque vos entregarão aos concílios e às sinagogas; e sereis açoitados, e sereis apresentados perante presidentes e reis, por amor de mim, para lhes servir de testemunho.
  • 10. Mas importa que o evangelho seja primeiramente pregado entre todas as nações.
  • 11. Quando, pois, vos conduzirem e vos entregarem, não estejais ansiosos de antemão pelo que haveis de dizer, nem premediteis; mas, o que vos for dado naquela hora, isso falai, porque não sois vós os que falais, mas o Espírito Santo.
  • 12. E o irmão entregará à morte o irmão, e o pai ao filho; e levantar-se-ão os filhos contra os pais, e os farão morrer.
  • 13. E sereis odiados por todos por causa do meu nome; mas quem perseverar até ao fim, esse será salvo.
  • 14. Ora, quando vós virdes a abominação do assolamento, que foi predita por Daniel o profeta, estando aonde não deve estar (quem lê, entenda), então os que estiverem na Judeia fujam para os montes.
  • 15. E o que estiver sobre o telhado não desça para casa, nem entre a tomar coisa alguma de sua casa;
  • 16. E o que estiver no campo não volte atrás, para tomar as suas vestes.
  • 17. Mas ai das grávidas, e das que criarem naqueles dias!
  • 18. Orai, pois, para que a vossa fuga não suceda no inverno.
  • 19. Porque naqueles dias haverá uma aflição tal, qual nunca houve desde o princípio da criação, que Deus criou, até agora, nem jamais haverá.
  • 20. E, se o Senhor não abreviasse aqueles dias, nenhuma carne se salvaria; mas, por causa dos eleitos que escolheu, abreviou aqueles dias.
  • 21. E então, se alguém vos disser: Eis aqui o Cristo; ou: Ei-lo ali; não acrediteis.
  • 22. Porque se levantarão falsos cristos, e falsos profetas, e farão sinais e prodígios, para enganarem, se for possível, até os escolhidos.
  • 23. Mas vós vede; eis que de antemão vos tenho dito tudo.
  • 24. Ora, naqueles dias, depois daquela aflição, o sol se escurecerá, e a lua não dará a sua luz.
  • 25. E as estrelas cairão do céu, e as forças que estão nos céus serão abaladas.
  • 26. E então verão vir o Filho do homem nas nuvens, com grande poder e glória.
  • 27. E ele enviará os seus anjos, e ajuntará os seus escolhidos, desde os quatro ventos, da extremidade da terra até a extremidade do céu.
  • 28. Aprendei, pois, a parábola da figueira: Quando já o seu ramo se torna tenro, e brota folhas, bem sabeis que já está próximo o verão.
  • 29. Assim também vós, quando virdes sucederem estas coisas, sabei que já está perto, às portas.
  • 30. Na verdade vos digo que não passará esta geração, sem que todas estas coisas aconteçam.
  • 31. Passará o céu e a terra, mas as minhas palavras não passarão.
  • 32. Mas daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos que estão no céu, nem o Filho, senão o Pai.
  • 33. Olhai, vigiai e orai; porque não sabeis quando será o tempo.
  • 34. É como um homem que, partindo para fora da terra, deixou a sua casa, e deu autoridade aos seus servos, e a cada um a sua obra, e mandou ao porteiro que vigiasse.
  • 35. Vigiai, pois, porque não sabeis quando virá o senhor da casa; se à tarde, se à meia-noite, se ao cantar do galo, se pela manhã,
  • 36. Para que, vindo de improviso, não vos ache dormindo.
  • 37. E as coisas que vos digo, digo-as a todos: Vigiai.
  • Jó 9

  • 1. Então Jó respondeu, dizendo:
  • 2. Na verdade sei que assim é; porque, como se justificaria o homem para com Deus?
  • 3. Se quiser contender com ele, nem a uma de mil coisas lhe poderá responder.
  • 4. Ele é sábio de coração, e forte em poder; quem se endureceu contra ele, e teve paz?
  • 5. Ele é o que remove os montes, sem que o saibam, e o que os transtorna no seu furor.
  • 6. O que sacode a terra do seu lugar, e as suas colunas estremecem.
  • 7. O que fala ao sol, e ele não nasce, e sela as estrelas.
  • 8. O que sozinho estende os céus, e anda sobre os altos do mar.
  • 9. O que fez a Ursa, o Órion, e o Sete-estrelo, e as recâmaras do sul.
  • 10. O que faz coisas grandes e inescrutáveis; e maravilhas sem número.
  • 11. Eis que ele passa por diante de mim, e não o vejo; e torna a passar perante mim, e não o sinto.
  • 12. Eis que arrebata a presa; quem lha fará restituir? Quem lhe dirá: Que é o que fazes?
  • 13. Deus não revogará a sua ira; debaixo dele se encurvam os auxiliadores soberbos.
  • 14. Quanto menos lhe responderia eu, ou escolheria diante dele as minhas palavras!
  • 15. Porque, ainda que eu fosse justo, não lhe responderia; antes ao meu Juiz pediria misericórdia.
  • 16. Ainda que chamasse, e ele me respondesse, nem por isso creria que desse ouvidos à minha voz.
  • 17. Porque me quebranta com uma tempestade, e multiplica as minhas chagas sem causa.
  • 18. Não me permite respirar, antes me farta de amarguras.
  • 19. Quanto às forças, eis que ele é o forte; e, quanto ao juízo, quem me citará com ele?
  • 20. Se eu me justificar, a minha boca me condenará; se for perfeito, então ela me declarará perverso.
  • 21. Se for perfeito, não estimo a minha alma; desprezo a minha vida.
  • 22. A coisa é esta; por isso eu digo que ele consome ao perfeito e ao ímpio.
  • 23. Quando o açoite mata de repente, então ele zomba da prova dos inocentes.
  • 24. A terra é entregue nas mãos do ímpio; ele cobre o rosto dos juízes; se não é ele, quem é, logo?
  • 25. E os meus dias são mais velozes do que um correio; fugiram, e não viram o bem.
  • 26. Passam como navios veleiros; como águia que se lança à comida.
  • 27. Se eu disser: Eu me esquecerei da minha queixa, e mudarei o meu aspecto e tomarei alento,
  • 28. Receio todas as minhas dores, porque bem sei que não me terás por inocente.
  • 29. E, sendo eu ímpio, por que trabalharei em vão?
  • 30. Ainda que me lave com água de neve, e purifique as minhas mãos com sabão,
  • 31. Ainda me submergirás no fosso, e as minhas próprias vestes me abominarão.
  • 32. Porque ele não é homem, como eu, a quem eu responda, vindo juntamente a juízo.
  • 33. Não há entre nós árbitro que ponha a mão sobre nós ambos.
  • 34. Tire ele a sua vara de cima de mim, e não me amedronte o seu terror.
  • 35. Então falarei, e não o temerei; porque não sou assim em mim mesmo.

Almeida Corrigida Fiel

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