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Assim diz o SENHOR: O céu é o meu trono, e a terra o escabelo dos meus pés; que casa me edificaríeis vós? E qual seria o lugar do meu descanso? Porque a minha mão fez todas estas coisas, e assim todas elas foram feitas, diz o SENHOR; mas para esse olharei, para o pobre e abatido de espírito, e que treme da minha palavra. [Isaías 66: 1-2]

    Gênesis 35

  • 1. Depois disse Deus a Jacó: Levanta-te, sobe a Betel, e habita ali; e faze ali um altar ao Deus que te apareceu, quando fugiste da face de Esaú teu irmão.
  • 2. Então disse Jacó à sua família, e a todos os que com ele estavam: Tirai os deuses estranhos, que há no meio de vós, e purificai-vos, e mudai as vossas vestes.
  • 3. E levantemo-nos, e subamos a Betel; e ali farei um altar ao Deus que me respondeu no dia da minha angústia, e que foi comigo no caminho que tenho andado.
  • 4. Então deram a Jacó todos os deuses estranhos, que tinham em suas mãos, e os brincos, que estavam em suas orelhas; e Jacó os escondeu debaixo do carvalho que está junto a Siquém.
  • 5. E partiram; e o terror de Deus foi sobre as cidades que estavam ao redor deles, e não seguiram após os filhos de Jacó.
  • 6. Assim chegou Jacó a Luz, que está na terra de Canaã (esta é Betel), ele e todo o povo que com ele havia.
  • 7. E edificou ali um altar, e chamou aquele lugar El-Betel; porquanto Deus ali se lhe tinha manifestado, quando fugia da face de seu irmão.
  • 8. E morreu Débora, a ama de Rebeca, e foi sepultada ao pé de Betel, debaixo do carvalho cujo nome chamou Alom-Bacute.
  • 9. E apareceu Deus outra vez a Jacó, vindo de Padã-Arã, e abençoou-o.
  • 10. E disse-lhe Deus: O teu nome é Jacó; não se chamarás mais o teu nome Jacó, mas Israel será o teu nome. E chamou o seu nome Israel.
  • 11. Disse-lhe mais Deus: Eu sou o Deus Todo-Poderoso; frutifica e multiplica-te; uma nação, sim, uma multidão de nações sairá de ti, e reis procederão dos teus lombos;
  • 12. E te darei a ti a terra que tenho dado a Abraão e a Isaque, e à tua descendência depois de ti darei a terra.
  • 13. E Deus subiu dele, do lugar onde falara com ele.
  • 14. E Jacó pôs uma coluna no lugar onde falara com ele, uma coluna de pedra; e derramou sobre ela uma libação, e deitou sobre ela azeite.
  • 15. E chamou Jacó o nome daquele lugar, onde Deus falara com ele, Betel.
  • 16. E partiram de Betel; e havia ainda um pequeno espaço de terra para chegar a Efrata, e deu à luz Raquel, e ela teve trabalho em seu parto.
  • 17. E aconteceu que, tendo ela trabalho em seu parto, lhe disse a parteira: Não temas, porque também este filho terás.
  • 18. E aconteceu que, saindo-se-lhe a alma (porque morreu), ela chamou o seu nome Benoni; mas seu pai chamou-lhe Benjamim.
  • 19. Assim morreu Raquel, e foi sepultada no caminho de Efrata; que é Belém.
  • 20. E Jacó pôs uma coluna sobre a sua sepultura; esta é a coluna da sepultura de Raquel até o dia de hoje.
  • 21. Então partiu Israel, e estendeu a sua tenda além de Migdal Eder.
  • 22. E aconteceu que, habitando Israel naquela terra, foi Rúben e deitou-se com Bila, concubina de seu pai; e Israel o soube. E eram doze os filhos de Jacó.
  • 23. Os filhos de Lia: Rúben, o primogênito de Jacó, depois Simeão e Levi, e Judá, e Issacar e Zebulom;
  • 24. Os filhos de Raquel: José e Benjamim;
  • 25. E os filhos de Bila, serva de Raquel: Dã e Naftali;
  • 26. E os filhos de Zilpa, serva de Lia: Gade e Aser. Estes são os filhos de Jacó, que lhe nasceram em Padã-Arã.
  • 27. E Jacó veio a seu pai Isaque, a Manre, a Quiriate-Arba (que é Hebrom), onde peregrinaram Abraão e Isaque.
  • 28. E foram os dias de Isaque cento e oitenta anos.
  • 29. E Isaque expirou, e morreu, e foi recolhido ao seu povo, velho e farto de dias; e Esaú e Jacó, seus filhos, o sepultaram.
  • Marcos 6

  • 1. E, partindo dali, chegou à sua pátria, e os seus discípulos o seguiram.
  • 2. E, chegando o sábado, começou a ensinar na sinagoga; e muitos, ouvindo-o, se admiravam, dizendo: De onde lhe vêm estas coisas? E que sabedoria é esta que lhe foi dada? E como se fazem tais maravilhas por suas mãos?
  • 3. Não é este o carpinteiro, filho de Maria, e irmão de Tiago, e de José, e de Judas e de Simão? E não estão aqui conosco suas irmãs? E escandalizavam-se nele.
  • 4. E Jesus lhes dizia: Não há profeta sem honra senão na sua pátria, entre os seus parentes, e na sua casa.
  • 5. E não podia fazer ali nenhuma obra maravilhosa; somente curou alguns poucos enfermos, impondo-lhes as mãos.
  • 6. E estava admirado da incredulidade deles. E percorreu as aldeias vizinhas, ensinando.
  • 7. Chamou a si os doze, e começou a enviá-los a dois e dois, e deu-lhes poder sobre os espíritos imundos;
  • 8. E ordenou-lhes que nada tomassem para o caminho, senão somente um cajado; nem alforje, nem pão, nem dinheiro no cinto;
  • 9. Mas que calçassem sandálias, e que não vestissem duas túnicas.
  • 10. E dizia-lhes: Na casa em que entrardes, ficai nela até partirdes dali.
  • 11. E tantos quantos vos não receberem, nem vos ouvirem, saindo dali, sacudi o pó que estiver debaixo dos vossos pés, em testemunho contra eles. Em verdade vos digo que haverá mais tolerância no dia de juízo para Sodoma e Gomorra, do que para aquela cidade.
  • 12. E, saindo eles, pregavam que se arrependessem.
  • 13. E expulsavam muitos demônios, e ungiam muitos enfermos com óleo, e os curavam.
  • 14. E ouviu isto o rei Herodes (porque o seu nome se tornara notório), e disse: João, o que batizava, ressuscitou dentre os mortos, e por isso estas maravilhas operam nele.
  • 15. Outros diziam: É Elias. E diziam outros: É um profeta, ou como um dos profetas.
  • 16. Herodes, porém, ouvindo isto, disse: Este é João, ao qual eu degolei; ressuscitou dentre os mortos.
  • 17. Porquanto o mesmo Herodes mandara prender a João, e encerrá-lo maniatado no cárcere, por causa de Herodias, mulher de Filipe, seu irmão, porquanto tinha casado com ela.
  • 18. Pois João dizia a Herodes: Não te é lícito possuir a mulher de teu irmão.
  • 19. E Herodias o espiava, e queria matá-lo, mas não podia.
  • 20. Porque Herodes temia a João, sabendo que era homem justo e santo; e guardava-o com segurança, e fazia muitas coisas, atendendo-o, e de boa mente o ouvia.
  • 21. E, chegando uma ocasião favorável em que Herodes, no dia dos seus anos, dava uma ceia aos grandes, e tribunos, e príncipes da Galileia,
  • 22. Entrou a filha da mesma Herodias, e dançou, e agradou a Herodes e aos que estavam com ele à mesa. Disse então o rei à menina: Pede-me o que quiseres, e eu to darei.
  • 23. E jurou-lhe, dizendo: Tudo o que me pedires te darei, até metade do meu reino.
  • 24. E, saindo ela, perguntou a sua mãe: Que pedirei? E ela disse: A cabeça de João o Batista.
  • 25. E, entrando logo, apressadamente, pediu ao rei, dizendo: Quero que imediatamente me dês num prato a cabeça de João o Batista.
  • 26. E o rei entristeceu-se muito; todavia, por causa do juramento e dos que estavam com ele à mesa, não lha quis negar.
  • 27. E, enviando logo o rei o executor, mandou que lhe trouxessem ali a sua cabeça. E ele foi, e degolou-o na prisão;
  • 28. E trouxe a sua cabeça num prato, e deu-a à menina, e a menina a deu a sua mãe.
  • 29. E os seus discípulos, tendo ouvido isto, foram, tomaram o seu corpo, e o puseram num sepulcro.
  • 30. E os apóstolos ajuntaram-se a Jesus, e contaram-lhe tudo, tanto o que tinham feito como o que tinham ensinado.
  • 31. E ele disse-lhes: Vinde vós, aqui à parte, a um lugar deserto, e repousai um pouco. Porque havia muitos que iam e vinham, e não tinham tempo para comer.
  • 32. E foram sós num barco, em particular, para um lugar deserto.
  • 33. E a multidão viu-os partir, e muitos o conheceram; e correram para lá, a pé, de todas as cidades, e ali chegaram primeiro do que eles, e aproximavam-se dele.
  • 34. E Jesus, saindo, viu uma grande multidão, e teve compaixão deles, porque eram como ovelhas que não têm pastor; e começou a ensinar-lhes muitas coisas.
  • 35. E, como o dia fosse já muito adiantado, os seus discípulos se aproximaram dele, e lhe disseram: O lugar é deserto, e o dia está já muito adiantado.
  • 36. Despede-os, para que vão aos lugares e aldeias circunvizinhas, e comprem pão para si; porque não têm que comer.
  • 37. Ele, porém, respondendo, lhes disse: Dai-lhes vós de comer. E eles disseram-lhe: Iremos nós, e compraremos duzentos dinheiros de pão para lhes darmos de comer?
  • 38. E ele disse-lhes: Quantos pães tendes? Ide ver. E, sabendo-o eles, disseram: Cinco pães e dois peixes.
  • 39. E ordenou-lhes que fizessem assentar a todos, em ranchos, sobre a erva verde.
  • 40. E assentaram-se repartidos de cem em cem, e de cinquenta em cinquenta.
  • 41. E, tomando ele os cinco pães e os dois peixes, levantou os olhos ao céu, abençoou e partiu os pães, e deu-os aos seus discípulos para que os pusessem diante deles. E repartiu os dois peixes por todos.
  • 42. E todos comeram, e ficaram fartos;
  • 43. E levantaram doze cestos cheios de pedaços de pão e de peixe.
  • 44. E os que comeram os pães eram quase cinco mil homens.
  • 45. E logo obrigou os seus discípulos a subir para o barco, e passar adiante, para o outro lado, a Betsaida, enquanto ele despedia a multidão.
  • 46. E, tendo-os despedido, foi ao monte a orar.
  • 47. E, sobrevindo a tarde, estava o barco no meio do mar e ele, sozinho, em terra.
  • 48. E vendo que se fatigavam a remar, porque o vento lhes era contrário, perto da quarta vigília da noite aproximou-se deles, andando sobre o mar, e queria passar-lhes adiante.
  • 49. Mas, quando eles o viram andar sobre o mar, cuidaram que era um fantasma, e deram grandes gritos.
  • 50. Porque todos o viam, e perturbaram-se; mas logo falou com eles, e disse-lhes: Tende bom ânimo; sou eu, não temais.
  • 51. E subiu para o barco, para estar com eles, e o vento se aquietou; e entre si ficaram muito assombrados e maravilhados;
  • 52. Pois não tinham compreendido o milagre dos pães; antes o seu coração estava endurecido.
  • 53. E, quando já estavam no outro lado, dirigiram-se à terra de Genesaré, e ali atracaram.
  • 54. E, saindo eles do barco, logo o conheceram;
  • 55. E, correndo toda a terra em redor, começaram a trazer em leitos, aonde quer que sabiam que ele estava, os que se achavam enfermos.
  • 56. E, onde quer que entrava, ou em cidade, ou aldeias, ou no campo, apresentavam os enfermos nas praças, e rogavam-lhe que os deixasse tocar ao menos na orla da sua roupa; e todos os que lhe tocavam saravam.

Almeida Corrigida Fiel

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