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Assim diz o SENHOR: O céu é o meu trono, e a terra o escabelo dos meus pés; que casa me edificaríeis vós? E qual seria o lugar do meu descanso? Porque a minha mão fez todas estas coisas, e assim todas elas foram feitas, diz o SENHOR; mas para esse olharei, para o pobre e abatido de espírito, e que treme da minha palavra. [Isaías 66: 1-2]

    Gênesis 28

  • 1. E Isaque chamou a Jacó, e abençoou-o, e ordenou-lhe, e disse-lhe: Não tomes mulher de entre as filhas de Canaã;
  • 2. Levanta-te, vai a Padã-Arã, à casa de Betuel, pai de tua mãe, e toma de lá uma mulher das filhas de Labão, irmão de tua mãe;
  • 3. E Deus Todo-Poderoso te abençoe, e te faça frutificar, e te multiplique, para que sejas uma multidão de povos;
  • 4. E te dê a bênção de Abraão, a ti e à tua descendência contigo, para que em herança possuas a terra de tuas peregrinações, que Deus deu a Abraão.
  • 5. Assim despediu Isaque a Jacó, o qual se foi a Padã-Arã, a Labão, filho de Betuel, arameu, irmão de Rebeca, mãe de Jacó e de Esaú.
  • 6. Vendo, pois, Esaú que Isaque abençoara a Jacó, e o enviara a Padã-Arã, para tomar mulher dali para si, e que, abençoando-o, lhe ordenara, dizendo: Não tomes mulher das filhas de Canaã;
  • 7. E que Jacó obedecera a seu pai e a sua mãe, e se fora a Padã-Arã;
  • 8. Vendo também Esaú que as filhas de Canaã eram más aos olhos de Isaque seu pai,
  • 9. Foi Esaú a Ismael, e tomou para si por mulher, além das suas mulheres, a Maalate filha de Ismael, filho de Abraão, irmã de Nebaiote.
  • 10. Partiu, pois, Jacó de Berseba, e foi a Harã;
  • 11. E chegou a um lugar onde passou a noite, porque já o sol era posto; e tomou uma das pedras daquele lugar, e a pôs por seu travesseiro, e deitou-se naquele lugar.
  • 12. E sonhou: e eis uma escada posta na terra, cujo topo tocava nos céus; e eis que os anjos de Deus subiam e desciam por ela;
  • 13. E eis que o Senhor estava em cima dela, e disse: Eu sou o Senhor Deus de Abraão teu pai, e o Deus de Isaque; esta terra, em que estás deitado, darei a ti e à tua descendência;
  • 14. E a tua descendência será como o pó da terra, e estender-se-á ao ocidente, e ao oriente, e ao norte, e ao sul, e em ti e na tua descendência serão benditas todas as famílias da terra;
  • 15. E eis que estou contigo, e te guardarei por onde quer que fores, e te farei tornar a esta terra; porque não te deixarei, até que haja cumprido o que te tenho falado.
  • 16. Acordando, pois, Jacó do seu sono, disse: Na verdade o Senhor está neste lugar; e eu não o sabia.
  • 17. E temeu, e disse: Quão terrível é este lugar! Este não é outro lugar senão a casa de Deus; e esta é a porta dos céus.
  • 18. Então levantou-se Jacó pela manhã de madrugada, e tomou a pedra que tinha posto por seu travesseiro, e a pôs por coluna, e derramou azeite em cima dela.
  • 19. E chamou o nome daquele lugar Betel; o nome porém daquela cidade antes era Luz.
  • 20. E Jacó fez um voto, dizendo: Se Deus for comigo, e me guardar nesta viagem que faço, e me der pão para comer, e vestes para vestir;
  • 21. E eu em paz tornar à casa de meu pai, o Senhor me será por Deus;
  • 22. E esta pedra que tenho posto por coluna será casa de Deus; e de tudo quanto me deres, certamente te darei o dízimo.
  • Mateus 27

  • 1. E, chegando a manhã, todos os principais sacerdotes, e os anciãos do povo, formavam juntamente conselho contra Jesus, para o matarem;
  • 2. E amarrando-o, o levaram e entregaram ao presidente Pôncio Pilatos.
  • 3. Então Judas, o que o traíra, vendo que fora condenado, trouxe, arrependido, as trinta moedas de prata aos principais sacerdotes e aos anciãos,
  • 4. Dizendo: Pequei, traindo o sangue inocente. Eles, porém, disseram: Que nos importa? Isso é contigo.
  • 5. E ele, atirando para o templo as moedas de prata, retirou-se e foi enforcar-se.
  • 6. E os principais sacerdotes, tomando as moedas de prata, disseram: Não é lícito colocá-las no cofre das ofertas, porque são preço de sangue.
  • 7. E, tendo deliberado em conselho, compraram com elas o campo de um oleiro, para sepultura dos estrangeiros.
  • 8. Por isso foi chamado aquele campo, até ao dia de hoje, Campo de Sangue.
  • 9. Então se realizou o que fora anunciado pelo profeta Jeremias, que diz: E tomaram as trinta moedas de prata, o preço daquele que foi avaliado, o qual os filhos de Israel avaliaram,
  • 10. E deram-nas pelo campo do oleiro, segundo o que o Senhor me determinou.
  • 11. E Jesus estava em pé diante do presidente, e o presidente o interrogou, dizendo: És tu o Rei dos Judeus? E disse-lhe Jesus: Tu o dizes.
  • 12. E, sendo acusado pelos principais sacerdotes e pelos anciãos, nada respondeu.
  • 13. Disse-lhe então Pilatos: Não ouves quanto testificam contra ti?
  • 14. E nem uma palavra lhe respondeu, de sorte que o presidente estava muito maravilhado.
  • 15. Ora, por ocasião da festa, costumava o presidente soltar um preso, escolhendo o povo aquele que quisesse.
  • 16. E tinham então um preso bem conhecido, chamado Barrabás.
  • 17. Portanto, estando eles reunidos, disse-lhes Pilatos: Qual quereis que vos solte? Barrabás, ou Jesus, chamado Cristo?
  • 18. Porque sabia que por inveja o haviam entregado.
  • 19. E, estando ele assentado no tribunal, sua mulher mandou-lhe dizer: Não entres na questão desse justo, porque num sonho muito sofri por causa dele.
  • 20. Mas os principais sacerdotes e os anciãos persuadiram à multidão que pedisse Barrabás e matasse Jesus.
  • 21. E, respondendo o presidente, disse-lhes: Qual desses dois quereis vós que eu solte? E eles disseram: Barrabás.
  • 22. Disse-lhes Pilatos: Que farei então de Jesus, chamado Cristo? Disseram-lhe todos: Seja crucificado.
  • 23. O presidente, porém, disse: Mas que mal fez ele? E eles mais clamavam, dizendo: Seja crucificado.
  • 24. Então Pilatos, vendo que nada aproveitava, antes o tumulto crescia, tomando água, lavou as mãos diante da multidão, dizendo: Estou inocente do sangue deste justo. Considerai isso.
  • 25. E, respondendo todo o povo, disse: O seu sangue caia sobre nós e sobre nossos filhos.
  • 26. Então soltou-lhes Barrabás, e, tendo mandado açoitar a Jesus, entregou-o para ser crucificado.
  • 27. E logo os soldados do presidente, conduzindo Jesus à audiência, reuniram junto dele toda a coorte.
  • 28. E, despindo-o, o cobriram com uma capa de escarlate;
  • 29. E, tecendo uma coroa de espinhos, puseram-lha na sua cabeça, e em sua mão direita uma cana; e, ajoelhando diante dele, o escarneciam, dizendo: Salve, Rei dos judeus.
  • 30. E, cuspindo nele, tiraram-lhe a cana, e batiam-lhe com ela na cabeça.
  • 31. E, depois de o haverem escarnecido, tiraram-lhe a capa, vestiram-lhe as suas vestes e o levaram para ser crucificado.
  • 32. E, quando saíam, encontraram um homem cireneu, chamado Simão, a quem constrangeram a levar a sua cruz.
  • 33. E, chegando ao lugar chamado Gólgota, que se diz: Lugar da Caveira,
  • 34. Deram-lhe a beber vinagre misturado com fel; mas ele, provando-o, não quis beber.
  • 35. E, havendo-o crucificado, repartiram as suas vestes, lançando sortes, para que se cumprisse o que foi dito pelo profeta: Repartiram entre si as minhas vestes, e sobre a minha túnica lançaram sortes.
  • 36. E, assentados, o guardavam ali.
  • 37. E por cima da sua cabeça puseram escrita a sua acusação: ESTE É JESUS, O REI DOS JUDEUS.
  • 38. E foram crucificados com ele dois salteadores, um à direita, e outro à esquerda.
  • 39. E os que passavam blasfemavam dele, meneando as cabeças,
  • 40. E dizendo: Tu, que destróis o templo, e em três dias o reedificas, salva-te a ti mesmo. Se és Filho de Deus, desce da cruz.
  • 41. E da mesma maneira também os principais sacerdotes, com os escribas, e anciãos, e fariseus, escarnecendo, diziam:
  • 42. Salvou os outros, e a si mesmo não pode salvar-se. Se é o Rei de Israel, desça agora da cruz, e creremos nele.
  • 43. Confiou em Deus; livre-o agora, se o ama; porque disse: Sou Filho de Deus.
  • 44. E o mesmo lhe lançaram também em rosto os salteadores que com ele estavam crucificados.
  • 45. E desde a hora sexta houve trevas sobre toda a terra, até à hora nona.
  • 46. E perto da hora nona exclamou Jesus em alta voz, dizendo: Eli, Eli, lamá sabactâni; isto é, Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?
  • 47. E alguns dos que ali estavam, ouvindo isto, diziam: Este chama por Elias,
  • 48. E logo um deles, correndo, tomou uma esponja, e embebeu-a em vinagre, e, pondo-a numa cana, dava-lhe de beber.
  • 49. Os outros, porém, diziam: Deixa, vejamos se Elias vem livrá-lo.
  • 50. E Jesus, clamando outra vez com grande voz, rendeu o espírito.
  • 51. E eis que o véu do templo se rasgou em dois, de alto a baixo; e tremeu a terra, e fenderam-se as pedras;
  • 52. E abriram-se os sepulcros, e muitos corpos de santos que dormiam foram ressuscitados;
  • 53. E, saindo dos sepulcros, depois da ressurreição dele, entraram na cidade santa, e apareceram a muitos.
  • 54. E o centurião e os que com ele guardavam a Jesus, vendo o terremoto, e as coisas que haviam sucedido, tiveram grande temor, e disseram: Verdadeiramente este era o Filho de Deus.
  • 55. E estavam ali, olhando de longe, muitas mulheres que tinham seguido Jesus desde a Galileia, para o servir;
  • 56. Entre as quais estavam Maria Madalena, e Maria, mãe de Tiago e de José, e a mãe dos filhos de Zebedeu.
  • 57. E, vinda já a tarde, chegou um homem rico, de Arimateia, por nome José, que também era discípulo de Jesus.
  • 58. Este foi ter com Pilatos, e pediu-lhe o corpo de Jesus. Então Pilatos mandou que o corpo lhe fosse dado.
  • 59. E José, tomando o corpo, envolveu-o num fino e limpo lençol,
  • 60. E o pôs no seu sepulcro novo, que havia aberto em rocha, e, rodando uma grande pedra para a porta do sepulcro, retirou-se.
  • 61. E estavam ali Maria Madalena e a outra Maria, assentadas defronte do sepulcro.
  • 62. E no dia seguinte, que é o dia depois da Preparação, reuniram-se os principais sacerdotes e os fariseus em casa de Pilatos,
  • 63. Dizendo: Senhor, lembramo-nos de que aquele enganador, vivendo ainda, disse: Depois de três dias ressuscitarei.
  • 64. Manda, pois, que o sepulcro seja guardado com segurança até ao terceiro dia, não se dê o caso que os seus discípulos vão de noite, e o furtem, e digam ao povo: Ressuscitou dentre os mortos; e assim o último erro será pior do que o primeiro.
  • 65. E disse-lhes Pilatos: Tendes a guarda; ide, guardai-o como entenderdes.
  • 66. E, indo eles, seguraram o sepulcro com a guarda, selando a pedra.
  • Ester 4

  • 1. Quando Mardoqueu soube tudo quanto havia sido feito, Mardoqueu rasgou as suas vestes, e vestiu-se de saco e de cinza, e saiu pelo meio da cidade, e clamou com grande e amargo clamor;
  • 2. E chegou até diante da porta do rei, porque ninguém vestido de saco podia entrar pelas portas do rei.
  • 3. E em todas as províncias aonde a palavra do rei e a sua lei chegava, havia entre os judeus grande luto, com jejum, e choro, e lamentação; e muitos estavam deitados em saco e em cinza.
  • 4. Então vieram as servas de Ester, e os seus camareiros, e fizeram-na saber, do que a rainha muito se doeu; e mandou roupas para vestir a Mardoqueu, e tirar-lhe o pano de saco; porém ele não as aceitou.
  • 5. Então Ester chamou a Hatá (um dos camareiros do rei, que este tinha posto para servi-la), e deu-lhe ordem para ir a Mardoqueu, para saber que era aquilo, e porquê.
  • 6. E, saindo Hatá a Mardoqueu, à praça da cidade, que estava diante da porta do rei,
  • 7. Mardoqueu lhe fez saber tudo quanto lhe tinha sucedido; como também a soma exata do dinheiro, que Hamã dissera que daria para os tesouros do rei, pelos judeus, para destruí-los.
  • 8. Também lhe deu a cópia da lei escrita, que se publicara em Susã, para os destruir, para que a mostrasse a Ester, e a fizesse saber; e para lhe ordenar que fosse ter com o rei, e lhe pedisse e suplicasse na sua presença pelo seu povo.
  • 9. Veio, pois, Hatá, e fez saber a Ester as palavras de Mardoqueu.
  • 10. Então falou Ester a Hatá, mandando-o dizer a Mardoqueu:
  • 11. Todos os servos do rei, e o povo das províncias do rei, bem sabem que todo o homem ou mulher que chegar ao rei no pátio interior, sem ser chamado, não há senão uma sentença, a de morte, salvo se o rei estender para ele o cetro de ouro, para que viva; e eu nestes trinta dias não tenho sido chamada para ir ao rei.
  • 12. E fizeram saber a Mardoqueu as palavras de Ester.
  • 13. Então Mardoqueu mandou que respondessem a Ester: Não imagines no teu íntimo que, por estares na casa do rei, escaparás só tu entre todos os judeus.
  • 14. Porque, se de todo te calares neste tempo, socorro e livramento de outra parte sairá para os judeus, mas tu e a casa de teu pai perecereis; e quem sabe se para tal tempo como este chegaste a este reino?
  • 15. Então disse Ester que tornassem a dizer a Mardoqueu:
  • 16. Vai, ajunta a todos os judeus que se acharem em Susã, e jejuai por mim, e não comais nem bebais por três dias, nem de dia nem de noite, e eu e as minhas servas também assim jejuaremos. E assim irei ter com o rei, ainda que não seja segundo a lei; e se perecer, pereci.
  • 17. Então Mardoqueu foi, e fez conforme a tudo quanto Ester lhe ordenou.

Almeida Corrigida Fiel

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