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Assim diz o SENHOR: O céu é o meu trono, e a terra o escabelo dos meus pés; que casa me edificaríeis vós? E qual seria o lugar do meu descanso? Porque a minha mão fez todas estas coisas, e assim todas elas foram feitas, diz o SENHOR; mas para esse olharei, para o pobre e abatido de espírito, e que treme da minha palavra. [Isaías 66: 1-2]

    Deuteronômio 24

  • 1. Quando um homem tomar uma mulher e se casar com ela, então será que, se não achar graça em seus olhos, por nela encontrar coisa indecente, far-lhe-á uma carta de repúdio, e lha dará na sua mão, e a despedirá da sua casa.
  • 2. Se ela, pois, saindo da sua casa, for e se casar com outro homem,
  • 3. E este também a desprezar, e lhe fizer carta de repúdio, e lha der na sua mão, e a despedir da sua casa, ou se este último homem, que a tomou para si por mulher, vier a morrer,
  • 4. Então seu primeiro marido, que a despediu, não poderá tornar a tomá-la, para que seja sua mulher, depois que foi contaminada; pois é abominação perante o Senhor; assim não farás pecar a terra que o Senhor teu Deus te dá por herança.
  • 5. Quando um homem for recém-casado não sairá à guerra, nem se lhe imporá encargo algum; por um ano inteiro ficará livre na sua casa para alegrar a mulher que tomou.
  • 6. Não se tomará em penhor ambas as mós, nem a mó de cima nem a de baixo; pois se penhoraria assim a vida.
  • 7. Quando se achar alguém que tiver furtado um dentre os seus irmãos, dos filhos de Israel, e escravizá-lo, ou vendê-lo, esse ladrão morrerá, e tirarás o mal do meio de ti.
  • 8. Guarda-te da praga da lepra, e tenhas grande cuidado de fazer conforme a tudo o que te ensinarem os sacerdotes levitas; como lhes tenho ordenado, terás cuidado de o fazer.
  • 9. Lembra-te do que o Senhor teu Deus fez a Miriã no caminho, quando saíste do Egito.
  • 10. Quando emprestares alguma coisa ao teu próximo, não entrarás em sua casa, para lhe tirar o penhor.
  • 11. Fora ficarás; e o homem, a quem emprestaste, te trará fora o penhor.
  • 12. Porém, se for homem pobre, não te deitarás com o seu penhor.
  • 13. Em se pondo o sol, sem falta lhe restituirás o penhor; para que durma na sua roupa, e te abençoe; e isto te será justiça diante do Senhor teu Deus.
  • 14. Não oprimirás o diarista pobre e necessitado de teus irmãos, ou de teus estrangeiros, que está na tua terra e nas tuas portas.
  • 15. No seu dia lhe pagarás a sua diária, e o sol não se porá sobre isso; porquanto pobre é, e sua vida depende disso; para que não clame contra ti ao Senhor, e haja em ti pecado.
  • 16. Os pais não morrerão pelos filhos, nem os filhos pelos pais; cada um morrerá pelo seu pecado.
  • 17. Não perverterás o direito do estrangeiro e do órfão; nem tomarás em penhor a roupa da viúva.
  • 18. Mas lembrar-te-ás de que foste servo no Egito, e de que o Senhor teu Deus te livrou dali; pelo que te ordeno que faças isso.
  • 19. Quando no teu campo colheres a tua colheita, e esqueceres um molho no campo, não tornarás a tomá-lo; para o estrangeiro, para o órfão, e para a viúva será; para que o Senhor teu Deus te abençoe em toda a obra das tuas mãos.
  • 20. Quando sacudires a tua oliveira, não voltarás para colher o fruto dos ramos; para o estrangeiro, para o órfão, e para a viúva será.
  • 21. Quando vindimares a tua vinha, não voltarás para rebuscá-la; para o estrangeiro, para o órfão, e para a viúva será.
  • 22. E lembrar-te-ás de que foste servo na terra do Egito; portanto te ordeno que faças isso.
  • Salmos 114

  • 1. Quando Israel saiu do Egito, e a casa de Jacó de um povo de língua estranha,
  • 2. Judá foi seu santuário, e Israel seu domínio.
  • 3. O mar viu isto, e fugiu; o Jordão voltou para trás.
  • 4. Os montes saltaram como carneiros, e os outeiros como cordeiros.
  • 5. Que tiveste tu, ó mar, que fugiste, e tu, ó Jordão, que voltaste para trás?
  • 6. Montes, que saltastes como carneiros, e outeiros, como cordeiros?
  • 7. Treme, terra, na presença do Senhor, na presença do Deus de Jacó.
  • 8. O qual converteu o rochedo em lago de águas, e o seixo em fonte de água.
  • Salmos 115

  • 1. Não a nós, Senhor, não a nós, mas ao teu nome dá glória, por amor da tua benignidade e da tua verdade.
  • 2. Por que dirão os gentios: Onde está o seu Deus?
  • 3. Mas o nosso Deus está nos céus; fez tudo o que lhe agradou.
  • 4. Os ídolos deles são prata e ouro, obra das mãos dos homens.
  • 5. Têm boca, mas não falam; olhos têm, mas não veem.
  • 6. Têm ouvidos, mas não ouvem; narizes têm, mas não cheiram.
  • 7. Têm mãos, mas não apalpam; pés têm, mas não andam; nem som algum sai da sua garganta.
  • 8. A eles se tornem semelhantes os que os fazem, assim como todos os que neles confiam.
  • 9. Israel, confia no Senhor; ele é o seu auxílio e o seu escudo.
  • 10. Casa de Arão, confia no Senhor; ele é o seu auxílio e o seu escudo.
  • 11. Vós, os que temeis ao Senhor, confiai no Senhor; ele é o seu auxílio e o seu escudo.
  • 12. O Senhor se lembrou de nós; ele nos abençoará; abençoará a casa de Israel; abençoará a casa de Arão.
  • 13. Abençoará os que temem ao Senhor, tanto pequenos como grandes.
  • 14. O Senhor vos aumentará cada vez mais, a vós e a vossos filhos.
  • 15. Sois benditos do Senhor, que fez os céus e a terra.
  • 16. Os céus são os céus do Senhor; mas a terra a deu aos filhos dos homens.
  • 17. Os mortos não louvam ao Senhor, nem os que descem ao silêncio.
  • 18. Mas nós bendiremos ao Senhor, desde agora e para sempre. Louvai ao Senhor.
  • Isaías 51

  • 1. Ouvi-me, vós os que seguis a justiça, os que buscais ao Senhor. Olhai para a rocha de onde fostes cortados, e para a caverna do poço de onde fostes cavados.
  • 2. Olhai para Abraão, vosso pai, e para Sara, que vos deu à luz; porque, sendo ele só, o chamei, e o abençoei e o multipliquei.
  • 3. Porque o Senhor consolará a Sião; consolará a todos os seus lugares assolados, e fará o seu deserto como o Éden, e a sua solidão como o jardim do Senhor; gozo e alegria se achará nela, ação de graças, e voz de melodia.
  • 4. Atendei-me, povo meu, e nação minha, inclinai os ouvidos para mim; porque de mim sairá a lei, e o meu juízo farei repousar para a luz dos povos.
  • 5. Perto está a minha justiça, vem saindo a minha salvação, e os meus braços julgarão os povos; as ilhas me aguardarão, e no meu braço esperarão.
  • 6. Levantai os vossos olhos para os céus, e olhai para a terra embaixo, porque os céus desaparecerão como a fumaça, e a terra se envelhecerá como roupa, e os seus moradores morrerão semelhantemente; porém a minha salvação durará para sempre, e a minha justiça não será abolida.
  • 7. Ouvi-me, vós que conheceis a justiça, povo em cujo coração está a minha lei; não temais o opróbrio dos homens, nem vos turbeis pelas suas injúrias.
  • 8. Porque a traça os roerá como a roupa, e o bicho os comerá como a lã; mas a minha justiça durará para sempre, e a minha salvação de geração em geração.
  • 9. Desperta, desperta, veste-te de força, ó braço do Senhor; desperta como nos dias passados, como nas gerações antigas. Não és tu aquele que cortou em pedaços a Raabe, o que feriu ao chacal?
  • 10. Não és tu aquele que secou o mar, as águas do grande abismo? O que fez o caminho no fundo do mar, para que passassem os remidos?
  • 11. Assim voltarão os resgatados do Senhor, e virão a Sião com júbilo, e perpétua alegria haverá sobre as suas cabeças; gozo e alegria alcançarão, a tristeza e o gemido fugirão.
  • 12. Eu, eu sou aquele que vos consola; quem, pois, és tu para que temas o homem que é mortal, ou o filho do homem, que se tornará em erva?
  • 13. E te esqueces do Senhor que te criou, que estendeu os céus, e fundou a terra, e temes continuamente todo o dia o furor do angustiador, quando se prepara para destruir; pois onde está o furor do que te atribulava?
  • 14. O exilado cativo depressa será solto, e não morrerá na caverna, e o seu pão não lhe faltará.
  • 15. Porque eu sou o Senhor teu Deus, que agito o mar, de modo que bramem as suas ondas. O Senhor dos Exércitos é o seu nome.
  • 16. E ponho as minhas palavras na tua boca, e te cubro com a sombra da minha mão; para plantar os céus, e para fundar a terra, e para dizer a Sião: Tu és o meu povo.
  • 17. Desperta, desperta, levanta-te, ó Jerusalém, que bebeste da mão do Senhor o cálice do seu furor; bebeste e sorveste os sedimentos do cálice do atordoamento.
  • 18. De todos os filhos que ela teve, nenhum há que a guie mansamente; e de todos os filhos que criou, nenhum há que a tome pela mão.
  • 19. Estas duas coisas te aconteceram; quem terá compaixão de ti? A assolação, e o quebrantamento, e a fome, e a espada! Por quem te consolarei?
  • 20. Os teus filhos já desmaiaram, jazem nas entradas de todos os caminhos, como o antílope na rede; cheios estão do furor do Senhor e da repreensão do teu Deus.
  • 21. Portanto agora ouve isto, ó aflita, e embriagada, mas não de vinho.
  • 22. Assim diz o teu Senhor o Senhor, e o teu Deus, que pleiteará a causa do seu povo: Eis que eu tomo da tua mão o cálice do atordoamento, os sedimentos do cálice do meu furor, nunca mais dele beberás.
  • 23. Porém, pô-lo-ei nas mãos dos que te entristeceram, que disseram à tua alma: Abaixa-te, e passaremos sobre ti; e tu puseste as tuas costas como chão, e como caminho, aos viandantes.

Almeida Corrigida Fiel

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