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Assim diz o SENHOR: O céu é o meu trono, e a terra o escabelo dos meus pés; que casa me edificaríeis vós? E qual seria o lugar do meu descanso? Porque a minha mão fez todas estas coisas, e assim todas elas foram feitas, diz o SENHOR; mas para esse olharei, para o pobre e abatido de espírito, e que treme da minha palavra. [Isaías 66: 1-2]

    Gênesis 16

  • 1. Ora Sarai, mulher de Abrão, não lhe dava filhos, e ele tinha uma serva egípcia, cujo nome era Agar.
  • 2. E disse Sarai a Abrão: Eis que o Senhor me tem impedido de dar à luz; toma, pois, a minha serva; porventura terei filhos dela. E ouviu Abrão a voz de Sarai.
  • 3. Assim tomou Sarai, mulher de Abrão, a Agar egípcia, sua serva, e deu-a por mulher a Abrão seu marido, ao fim de dez anos que Abrão habitara na terra de Canaã.
  • 4. E ele possuiu a Agar, e ela concebeu; e vendo ela que concebera, foi sua senhora desprezada aos seus olhos.
  • 5. Então disse Sarai a Abrão: Meu agravo seja sobre ti; minha serva pus eu em teu regaço; vendo ela agora que concebeu, sou menosprezada aos seus olhos; o Senhor julgue entre mim e ti.
  • 6. E disse Abrão a Sarai: Eis que tua serva está na tua mão; faze-lhe o que bom é aos teus olhos. E afligiu-a Sarai, e ela fugiu de sua face.
  • 7. E o anjo do Senhor a achou junto a uma fonte de água no deserto, junto à fonte no caminho de Sur.
  • 8. E disse: Agar, serva de Sarai, donde vens, e para onde vais? E ela disse: Venho fugida da face de Sarai minha senhora.
  • 9. Então lhe disse o anjo do Senhor: Torna-te para tua senhora, e humilha-te debaixo de suas mãos.
  • 10. Disse-lhe mais o anjo do Senhor: Multiplicarei sobremaneira a tua descendência, que não será contada, por numerosa que será.
  • 11. Disse-lhe também o anjo do Senhor: Eis que concebeste, e darás à luz um filho, e chamarás o seu nome Ismael; porquanto o Senhor ouviu a tua aflição.
  • 12. E ele será homem feroz, e a sua mão será contra todos, e a mão de todos contra ele; e habitará diante da face de todos os seus irmãos.
  • 13. E ela chamou o nome do Senhor, que com ela falava: Tu és Deus que me vê; porque disse: Não olhei eu também aqui para aquele que me vê?
  • 14. Por isso se chama aquele poço de Beer-Laai-Rói; eis que está entre Cades e Berede.
  • 15. E Agar deu à luz um filho a Abrão; e Abrão chamou o nome do seu filho que Agar tivera, Ismael.
  • 16. E era Abrão da idade de oitenta e seis anos, quando Agar deu à luz Ismael.
  • Mateus 15

  • 1. Então chegaram a Jesus uns escribas e fariseus de Jerusalém, dizendo:
  • 2. Por que transgridem os teus discípulos a tradição dos anciãos? Pois não lavam as mãos quando comem pão.
  • 3. Ele, porém, respondendo, disse-lhes: Por que transgredis vós, também, o mandamento de Deus pela vossa tradição?
  • 4. Porque Deus ordenou, dizendo: Honra a teu pai e a tua mãe; e: Quem maldisser ao pai ou à mãe, certamente morrerá.
  • 5. Mas vós dizeis: Qualquer que disser ao pai ou à mãe: É oferta ao Senhor o que poderias aproveitar de mim; esse não precisa honrar nem a seu pai nem a sua mãe,
  • 6. E assim invalidastes, pela vossa tradição, o mandamento de Deus.
  • 7. Hipócritas, bem profetizou Isaías a vosso respeito, dizendo:
  • 8. Este povo se aproxima de mim com a sua boca e me honra com os seus lábios, mas o seu coração está longe de mim.
  • 9. Mas, em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos dos homens.
  • 10. E, chamando a si a multidão, disse-lhes: Ouvi, e entendei:
  • 11. O que contamina o homem não é o que entra na boca, mas o que sai da boca, isso é o que contamina o homem.
  • 12. Então, acercando-se dele os seus discípulos, disseram-lhe: Sabes que os fariseus, ouvindo essas palavras, se escandalizaram?
  • 13. Ele, porém, respondendo, disse: Toda a planta, que meu Pai celestial não plantou, será arrancada.
  • 14. Deixai-os; são cegos condutores de cegos. Ora, se um cego guiar outro cego, ambos cairão na cova.
  • 15. E Pedro, respondendo, disse-lhe: Explica-nos essa parábola.
  • 16. Jesus, porém, disse: Até vós mesmos estais ainda sem entender?
  • 17. Ainda não compreendeis que tudo o que entra pela boca desce para o ventre, e é lançado fora no esgoto?
  • 18. Mas, o que sai da boca, procede do coração, e isso contamina o homem.
  • 19. Porque do coração procedem os maus pensamentos, mortes, adultérios, fornicação, furtos, falsos testemunhos e blasfêmias.
  • 20. São estas coisas que contaminam o homem; mas comer sem lavar as mãos, isso não contamina o homem.
  • 21. E, partindo Jesus dali, foi para as partes de Tiro e de Sidom.
  • 22. E eis que uma mulher cananeia, que saíra daquelas cercanias, clamou, dizendo: Senhor, Filho de Davi, tem misericórdia de mim, que minha filha está miseravelmente endemoninhada.
  • 23. Mas ele não lhe respondeu palavra. E os seus discípulos, chegando a ele, rogaram-lhe, dizendo: Despede-a, que vem gritando atrás de nós.
  • 24. E ele, respondendo, disse: Eu não fui enviado senão às ovelhas perdidas da casa de Israel.
  • 25. Então chegou ela, e adorou-o, dizendo: Senhor, socorre-me!
  • 26. Ele, porém, respondendo, disse: Não é bom pegar no pão dos filhos e deitá-lo aos cachorrinhos.
  • 27. E ela disse: Sim, Senhor, mas também os cachorrinhos comem das migalhas que caem da mesa dos seus senhores.
  • 28. Então respondeu Jesus, e disse-lhe: Ó mulher, grande é a tua fé! Seja isso feito para contigo como tu desejas. E desde aquela hora a sua filha ficou sã.
  • 29. Partindo Jesus dali, veio ao mar da Galileia, e, subindo a um monte, assentou-se lá.
  • 30. E vieram a ele grandes multidões, que traziam consigo coxos, cegos, mudos, aleijados, e outros muitos, e os lançaram aos pés de Jesus, e ele os sarou,
  • 31. De tal sorte, que a multidão se maravilhou vendo os mudos a falar, os aleijados sãos, os coxos a andar, e os cegos a ver; e glorificava o Deus de Israel.
  • 32. E Jesus, chamando os seus discípulos, disse: Tenho compaixão da multidão, porque já está comigo há três dias, e não tem o que comer; e não quero despedi-la em jejum, para que não desfaleça no caminho.
  • 33. E os seus discípulos disseram-lhe: De onde nos viriam, num deserto, tantos pães, para saciar tal multidão?
  • 34. E Jesus disse-lhes: Quantos pães tendes? E eles disseram: Sete, e uns poucos de peixinhos.
  • 35. Então mandou à multidão que se assentasse no chão,
  • 36. E, tomando os sete pães e os peixes, e dando graças, partiu-os, e deu-os aos seus discípulos, e os discípulos à multidão.
  • 37. E todos comeram e se saciaram; e levantaram, do que sobejou, sete cestos cheios de pedaços.
  • 38. Ora, os que tinham comido eram quatro mil homens, além de mulheres e crianças.
  • 39. E, tendo despedido a multidão, entrou no barco, e dirigiu-se ao território de Magadã.
  • Neemias 5

  • 1. Foi, porém, grande o clamor do povo e de suas mulheres, contra os judeus, seus irmãos.
  • 2. Porque havia quem dizia: Nós, nossos filhos e nossas filhas, somos muitos; então tomemos trigo, para que comamos e vivamos.
  • 3. Também havia quem dizia: As nossas terras, as nossas vinhas e as nossas casas empenhamos, para tomarmos trigo nesta fome.
  • 4. Também havia quem dizia: Tomamos emprestado dinheiro até para o tributo do rei, sobre as nossas terras e as nossas vinhas.
  • 5. Agora, pois, a nossa carne é como a carne de nossos irmãos, e nossos filhos como seus filhos; e eis que sujeitamos nossos filhos e nossas filhas para serem servos; e até algumas de nossas filhas são tão sujeitas, que já não estão no poder de nossas mãos; e outros têm as nossas terras e as nossas vinhas.
  • 6. Ouvindo eu, pois, o seu clamor, e estas palavras, muito me indignei.
  • 7. E considerei comigo mesmo no meu coração; depois pelejei com os nobres e com os magistrados, e disse-lhes: Sois usurários cada um para com seu irmão. E convoquei contra eles uma grande assembleia.
  • 8. E disse-lhes: Nós resgatamos os judeus, nossos irmãos, que foram vendidos às nações, segundo nossas posses; e vós outra vez venderíeis a vossos irmãos, ou vender-se-iam a nós? Então se calaram, e não acharam que responder.
  • 9. Disse mais: Não é bom o que fazeis; porventura não andaríeis no temor do nosso Deus, por causa do opróbrio das nações, os nossos inimigos?
  • 10. Também eu, meus irmãos e meus servos, a juros lhes temos emprestado dinheiro e trigo. Deixemos este ganho.
  • 11. Restituí-lhes hoje, vos peço, as suas terras, as suas vinhas, os seus olivais e as suas casas; como também a centésima parte do dinheiro, do trigo, do mosto e do azeite, que vós exigis deles.
  • 12. Então disseram: Restituir-lhes-emos, e nada procuraremos deles; faremos assim como dizes. Então chamei os sacerdotes, e os fiz jurar que fariam conforme a esta palavra.
  • 13. Também sacudi as minhas vestes, e disse: Assim sacuda Deus todo o homem da sua casa e do seu trabalho que não confirmar esta palavra, e assim seja sacudido e vazio. E toda a congregação disse: Amém! E louvaram ao Senhor; e o povo fez conforme a esta palavra.
  • 14. Também desde o dia em que me mandou que eu fosse seu governador na terra de Judá, desde o ano vinte, até ao ano trinta e dois do rei Artaxerxes, doze anos, nem eu nem meus irmãos comemos o pão do governador.
  • 15. Mas os primeiros governadores, que foram antes de mim, oprimiram o povo, e tomaram-lhe pão e vinho e, além disso, quarenta siclos de prata, como também os seus servos dominavam sobre o povo; porém eu assim não fiz, por causa do temor de Deus.
  • 16. Como também na obra deste muro fiz reparação, e terra nenhuma compramos; e todos os meus servos se ajuntaram ali à obra.
  • 17. Também dos judeus e dos magistrados, cento e cinquenta homens, e os que vinham a nós dentre as nações que estão ao redor de nós, se punham à minha mesa.
  • 18. E o que se preparava para cada dia era um boi e seis ovelhas escolhidas; também aves se me preparavam e, de dez em dez dias, muito vinho de todas as espécies; e nem por isso exigi o pão do governador, porquanto a servidão deste povo era grande.
  • 19. Lembra-te de mim para bem, ó meu Deus, e de tudo quanto fiz a este povo.

Almeida Corrigida Fiel

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