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Assim diz o SENHOR: O céu é o meu trono, e a terra o escabelo dos meus pés; que casa me edificaríeis vós? E qual seria o lugar do meu descanso? Porque a minha mão fez todas estas coisas, e assim todas elas foram feitas, diz o SENHOR; mas para esse olharei, para o pobre e abatido de espírito, e que treme da minha palavra. [Isaías 66: 1-2]

    Números 34

  • 1. Falou mais o Senhor a Moisés, dizendo:
  • 2. Dá ordem aos filhos de Israel, e dize-lhes: Quando entrardes na terra de Canaã, esta há de ser a terra que vos cairá em herança; a terra de Canaã, segundo os seus termos.
  • 3. O lado do sul vos será desde o deserto de Zim até aos termos de Edom; e o termo do sul vos será desde a extremidade do Mar Salgado para o lado do oriente.
  • 4. E este limite vos irá rodeando do sul para a subida de Acrabim, e passará até Zim; e as suas saídas serão do sul a Cades-Barneia; e sairá a Hazar-Adar, e passará a Azmom;
  • 5. Rodeará mais este limite de Azmom até ao rio do Egito; e as suas saídas serão para o lado do mar.
  • 6. Quanto ao limite do ocidente, o Mar Grande vos será por limite; este vos será o limite do ocidente.
  • 7. E este vos será o termo do norte: desde o Mar Grande marcareis até ao monte Hor.
  • 8. Desde o monte Hor marcareis até à entrada de Hamate; e as saídas deste termo serão até Zedade.
  • 9. E este limite seguirá até Zifrom, e as suas saídas serão em Hazar-Enã; este vos será o termo do norte.
  • 10. E por limite do lado do oriente marcareis de Hazar-Enã até Sefã.
  • 11. E este limite descerá desde Sefã até Ribla, para o lado do oriente de Aim; depois descerá este termo, e irá ao longo da borda do mar de Quinerete para o lado do oriente.
  • 12. Descerá também este limite ao longo do Jordão, e as suas saídas serão no Mar Salgado; esta vos será a terra, segundo os seus limites ao redor.
  • 13. E Moisés deu ordem aos filhos de Israel, dizendo: Esta é a terra que herdareis por sorte, a qual o Senhor mandou dar às nove tribos e à meia tribo.
  • 14. Porque a tribo dos filhos dos rubenitas, segundo a casa de seus pais, e a tribo dos filhos dos gaditas, segundo a casa de seus pais, já receberam; também a meia tribo de Manassés recebeu a sua herança.
  • 15. Já duas tribos e meia tribo receberam a sua herança aquém do Jordão, na direção de Jericó, do lado do oriente, ao nascente.
  • 16. Falou mais o Senhor a Moisés, dizendo:
  • 17. Estes são os nomes dos homens que vos repartirão a terra por herança: Eleazar, o sacerdote, e Josué, filho de Num.
  • 18. Tomareis mais de cada tribo um príncipe, para repartir a terra em herança.
  • 19. E estes são os nomes dos homens: Da tribo de Judá, Calebe, filho de Jefoné;
  • 20. E, da tribo dos filhos de Simeão, Samuel, filho de Amiúde;
  • 21. Da tribo de Benjamim, Elidade, filho de Quislom;
  • 22. E, da tribo dos filhos de Dã, o príncipe Buqui, filho de Jogli;
  • 23. Dos filhos de José, da tribo dos filhos de Manassés, o príncipe Haniel, filho de Éfode;
  • 24. E, da tribo dos filhos de Efraim, o príncipe Quemuel, filho de Siftã;
  • 25. E, da tribo dos filhos de Zebulom, o príncipe Elizafã, filho de Parnaque;
  • 26. E, da tribo dos filhos de Issacar, o príncipe Paltiel, filho de Azã;
  • 27. E, da tribo dos filhos de Aser, o príncipe Aiúde, filho de Selomi;
  • 28. E, da tribo dos filhos de Naftali, o príncipe Pedael, filho de Amiúde.
  • 29. Estes são aqueles a quem o Senhor ordenou, que repartissem as heranças aos filhos de Israel na terra de Canaã.
  • Salmos 78

  • 1. Escutai a minha lei, povo meu; inclinai os vossos ouvidos às palavras da minha boca.
  • 2. Abrirei a minha boca numa parábola; falarei enigmas da antiguidade.
  • 3. Os quais temos ouvido e sabido, e nossos pais no-los têm contado.
  • 4. Não os encobriremos aos seus filhos, mostrando à geração futura os louvores do Senhor, assim como a sua força e as maravilhas que fez.
  • 5. Porque ele estabeleceu um testemunho em Jacó, e pôs uma lei em Israel, a qual deu aos nossos pais para que a fizessem conhecer a seus filhos;
  • 6. Para que a geração vindoura a soubesse, os filhos que nascessem, os quais se levantassem e a contassem a seus filhos;
  • 7. Para que pusessem em Deus a sua esperança, e se não esquecessem das obras de Deus, mas guardassem os seus mandamentos.
  • 8. E não fossem como seus pais, geração obstinada e rebelde, geração que não regeu o seu coração, e cujo espírito não foi fiel a Deus.
  • 9. Os filhos de Efraim, armados e trazendo arcos, viraram as costas no dia da peleja.
  • 10. Não guardaram a aliança de Deus, e recusaram andar na sua lei;
  • 11. E esqueceram-se das suas obras e das maravilhas que lhes fizera ver.
  • 12. Maravilhas que ele fez à vista de seus pais na terra do Egito, no campo de Zoã.
  • 13. Dividiu o mar, e os fez passar por ele; fez com que as águas parassem como num montão.
  • 14. De dia os guiou por uma nuvem, e toda a noite por uma luz de fogo.
  • 15. Fendeu as penhas no deserto; e deu-lhes de beber como de grandes abismos.
  • 16. Fez sair fontes da rocha, e fez correr as águas como rios.
  • 17. E ainda prosseguiram em pecar contra ele, provocando ao Altíssimo na solidão.
  • 18. E tentaram a Deus nos seus corações, pedindo carne para o seu apetite.
  • 19. E falaram contra Deus, e disseram: Acaso pode Deus preparar-nos uma mesa no deserto?
  • 20. Eis que feriu a penha, e águas correram dela: rebentaram ribeiros em abundância. Poderá também dar-nos pão, ou preparar carne para o seu povo?
  • 21. Portanto o Senhor os ouviu, e se indignou; e acendeu um fogo contra Jacó, e furor também subiu contra Israel;
  • 22. Porquanto não creram em Deus, nem confiaram na sua salvação;
  • 23. Ainda que mandara às altas nuvens, e abriu as portas dos céus,
  • 24. E chovera sobre eles o maná para comerem, e lhes dera do trigo do céu.
  • 25. O homem comeu o pão dos anjos; ele lhes mandou comida a fartar.
  • 26. Fez soprar o vento do oriente nos céus, e o trouxe do sul com a sua força.
  • 27. E choveu sobre eles carne como pó, e aves de asas como a areia do mar.
  • 28. E as fez cair no meio do seu arraial, ao redor de suas habitações.
  • 29. Então comeram e se fartaram bem; pois lhes cumpriu o seu desejo.
  • 30. Não refrearam o seu apetite. Ainda lhes estava a comida na boca,
  • 31. Quando a ira de Deus desceu sobre eles, e matou os mais robustos deles, e feriu os escolhidos de Israel.
  • 32. Com tudo isto ainda pecaram, e não deram crédito às suas maravilhas.
  • 33. Por isso consumiu os seus dias na vaidade e os seus anos na angústia.
  • 34. Quando os matava, então o procuravam; e voltavam, e de madrugada buscavam a Deus.
  • 35. E se lembravam de que Deus era a sua rocha, e o Deus Altíssimo o seu Redentor.
  • 36. Todavia lisonjeavam-no com a boca, e com a língua lhe mentiam.
  • 37. Porque o seu coração não era reto para com ele, nem foram fiéis na sua aliança.
  • 38. Ele, porém, que é misericordioso, perdoou a sua iniquidade; e não os destruiu, antes muitas vezes desviou deles o seu furor, e não despertou toda a sua ira.
  • 39. Porque se lembrou de que eram de carne, vento que passa e não volta.
  • 40. Quantas vezes o provocaram no deserto, e o entristeceram na solidão!
  • 41. Voltaram atrás, e tentaram a Deus, e limitaram o Santo de Israel.
  • 42. Não se lembraram da sua mão, nem do dia em que os livrou do adversário;
  • 43. Como operou os seus sinais no Egito, e as suas maravilhas no campo de Zoã;
  • 44. E converteu os seus rios em sangue, e as suas correntes, para que não pudessem beber.
  • 45. Enviou entre eles enxames de moscas que os consumiram, e rãs que os destruíram.
  • 46. Deu também ao pulgão a sua novidade, e o seu trabalho aos gafanhotos.
  • 47. Destruiu as suas vinhas com saraiva, e os seus sicômoros com pedrisco.
  • 48. Também entregou o seu gado à saraiva, e os seus rebanhos aos coriscos.
  • 49. Lançou sobre eles o ardor da sua ira, furor, indignação, e angústia, mandando maus anjos contra eles.
  • 50. Preparou caminho à sua ira; não poupou as suas almas da morte, mas entregou à pestilência as suas vidas.
  • 51. E feriu a todo primogênito no Egito, primícias da sua força nas tendas de Cão.
  • 52. Mas fez com que o seu povo saísse como ovelhas, e os guiou pelo deserto como um rebanho.
  • 53. E os guiou com segurança, que não temeram; mas o mar cobriu os seus inimigos.
  • 54. E os trouxe até ao termo do seu santuário, até este monte que a sua destra adquiriu.
  • 55. E expulsou os gentios de diante deles, e lhes dividiu uma herança por linha, e fez habitar em suas tendas as tribos de Israel.
  • 56. Contudo tentaram e provocaram o Deus Altíssimo, e não guardaram os seus testemunhos.
  • 57. Mas retiraram-se para trás, e portaram-se infielmente como seus pais; viraram-se como um arco enganoso.
  • 58. Pois o provocaram à ira com os seus altos, e moveram o seu zelo com as suas imagens de escultura.
  • 59. Deus ouviu isto e se indignou; e aborreceu a Israel sobremodo.
  • 60. Por isso desamparou o tabernáculo em Siló, a tenda que estabeleceu entre os homens.
  • 61. E deu a sua força ao cativeiro, e a sua glória à mão do inimigo.
  • 62. E entregou o seu povo à espada, e se enfureceu contra a sua herança.
  • 63. O fogo consumiu os seus jovens, e as suas moças não foram dadas em casamento.
  • 64. Os seus sacerdotes caíram à espada, e as suas viúvas não fizeram lamentação.
  • 65. Então o Senhor despertou, como quem acaba de dormir, como um valente que se alegra com o vinho.
  • 66. E feriu os seus adversários por detrás, e pô-los em perpétuo desprezo.
  • 67. Além disto, recusou o tabernáculo de José, e não elegeu a tribo de Efraim.
  • 68. Antes elegeu a tribo de Judá; o monte Sião, que ele amava.
  • 69. E edificou o seu santuário como altos palácios, como a terra, que fundou para sempre.
  • 70. Também elegeu a Davi seu servo, e o tirou dos apriscos das ovelhas;
  • 71. E o tirou do cuidado das que se acharam prenhes; para apascentar a Jacó, seu povo, e a Israel, sua herança.
  • 72. Assim os apascentou, segundo a integridade do seu coração, e os guiou pela perícia de suas mãos.
  • Isaías 26

  • 1. Naquele dia se entoará este cântico na terra de Judá: Temos uma cidade forte, a que Deus pôs a salvação por muros e antemuros.
  • 2. Abri as portas, para que entre nelas a nação justa, que observa a verdade.
  • 3. Tu conservarás em paz aquele cuja mente está firme em ti; porque ele confia em ti.
  • 4. Confiai no Senhor perpetuamente; porque o Senhor Deus é uma rocha eterna.
  • 5. Porque ele abate os que habitam no alto, na cidade elevada; humilha-a, humilha-a até ao chão, e derruba-a até ao pó.
  • 6. O pé pisá-la-á; os pés dos aflitos, e os passos dos pobres.
  • 7. O caminho do justo é todo plano; tu retamente pesas o andar do justo.
  • 8. Também no caminho dos teus juízos, Senhor, te esperamos; no teu nome e na tua memória está o desejo da nossa alma.
  • 9. Com minha alma te desejei de noite, e com o meu espírito, que está dentro de mim, madrugarei a buscar-te; porque, havendo os teus juízos na terra, os moradores do mundo aprendem justiça.
  • 10. Ainda que se mostre favor ao ímpio, nem por isso aprende a justiça; até na terra da retidão ele pratica a iniquidade, e não atenta para a majestade do Senhor.
  • 11. Senhor, a tua mão está exaltada, mas nem por isso a veem; vê-la-ão, porém, e confundir-se-ão por causa do zelo que tens do teu povo; e o fogo consumirá os teus adversários.
  • 12. Senhor, tu nos darás a paz, porque tu és o que fizeste em nós todas as nossas obras.
  • 13. Ó Senhor Deus nosso, já outros senhores têm tido domínio sobre nós; porém, por ti só, nos lembramos de teu nome.
  • 14. Morrendo eles, não tornarão a viver; falecendo, não ressuscitarão; por isso os visitaste e destruíste, e apagaste toda a sua memória.
  • 15. Tu, Senhor, aumentaste a esta nação, tu aumentaste a esta nação, fizeste-te glorioso; alargaste todos os confins da terra.
  • 16. Ó Senhor, na angústia te buscaram; vindo sobre eles a tua correção, derramaram a sua oração secreta.
  • 17. Como a mulher grávida, quando está próxima a sua hora, tem dores de parto, e dá gritos nas suas dores, assim fomos nós diante de ti, ó Senhor!
  • 18. Bem concebemos nós e tivemos dores de parto, porém demos à luz o vento; livramento não trouxemos à terra, nem caíram os moradores do mundo.
  • 19. Os teus mortos e também o meu cadáver viverão e ressuscitarão; despertai e exultai, os que habitais no pó, porque o teu orvalho será como o orvalho das ervas, e a terra lançará de si os mortos.
  • 20. Vai, pois, povo meu, entra nos teus quartos, e fecha as tuas portas sobre ti; esconde-te só por um momento, até que passe a ira.
  • 21. Porque eis que o Senhor sairá do seu lugar, para castigar os moradores da terra, por causa da sua iniquidade, e a terra descobrirá o seu sangue, e não encobrirá mais os seu mortos.

Almeida Corrigida Fiel

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