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Assim diz o SENHOR: O céu é o meu trono, e a terra o escabelo dos meus pés; que casa me edificaríeis vós? E qual seria o lugar do meu descanso? Porque a minha mão fez todas estas coisas, e assim todas elas foram feitas, diz o SENHOR; mas para esse olharei, para o pobre e abatido de espírito, e que treme da minha palavra. [Isaías 66: 1-2]

    Números 6

  • 1. E falou o Senhor a Moisés, dizendo:
  • 2. Fala aos filhos de Israel, e dize-lhes: Quando um homem ou mulher se tiver separado, fazendo voto de nazireu, para se separar ao Senhor,
  • 3. De vinho e de bebida forte se apartará; vinagre de vinho, nem vinagre de bebida forte não beberá; nem beberá alguma beberagem de uvas; nem uvas frescas nem secas comerá.
  • 4. Todos os dias do seu nazireado não comerá de coisa alguma, que se faz da vinha, desde os caroços até às cascas.
  • 5. Todos os dias do voto do seu nazireado sobre a sua cabeça não passará navalha; até que se cumpram os dias, que se separou ao Senhor, santo será, deixando crescer livremente o cabelo da sua cabeça.
  • 6. Todos os dias que se separar para o Senhor não se aproximará do corpo de um morto.
  • 7. Por seu pai, ou por sua mãe, por seu irmão, ou por sua irmã, por eles se não contaminará quando forem mortos; porquanto o nazireado do seu Deus está sobre a sua cabeça.
  • 8. Todos os dias do seu nazireado santo será ao Senhor.
  • 9. E se alguém vier a morrer junto a ele por acaso, subitamente, que contamine a cabeça do seu nazireado, então no dia da sua purificação rapará a sua cabeça, ao sétimo dia a rapará.
  • 10. E ao oitavo dia trará duas rolas, ou dois pombinhos, ao sacerdote, à porta da tenda da congregação;
  • 11. E o sacerdote oferecerá, um para expiação do pecado, e o outro para holocausto; e fará expiação por ele, do que pecou relativamente ao morto; assim naquele mesmo dia santificará a sua cabeça.
  • 12. Então separará os dias do seu nazireado ao Senhor, e para expiação da transgressão trará um cordeiro de um ano; e os dias antecedentes serão perdidos, porquanto o seu nazireado foi contaminado.
  • 13. E esta é a lei do nazireu: no dia em que se cumprirem os dias do seu nazireado, trá-lo-ão à porta da tenda da congregação;
  • 14. E ele oferecerá a sua oferta ao Senhor, um cordeiro sem defeito de um ano em holocausto, e uma cordeira sem defeito de um ano para expiação do pecado, e um carneiro sem defeito por oferta pacífica;
  • 15. E um cesto de pães ázimos, bolos de flor de farinha com azeite, amassados, e coscorões ázimos untados com azeite, como também a sua oferta de alimentos, e as suas libações.
  • 16. E o sacerdote os trará perante o Senhor, e sacrificará a sua expiação do pecado, e o seu holocausto;
  • 17. Também sacrificará o carneiro em sacrifício pacífico ao Senhor, com o cesto dos pães ázimos; e o sacerdote oferecerá a sua oferta de alimentos, e a sua libação.
  • 18. Então o nazireu à porta da tenda da congregação rapará a cabeça do seu nazireado, e tomará o cabelo da cabeça do seu nazireado, e o porá sobre o fogo que está debaixo do sacrifício pacífico.
  • 19. Depois o sacerdote tomará a espádua cozida do carneiro, e um pão ázimo do cesto, e um coscorão ázimo, e os porá nas mãos do nazireu, depois de haver rapado a cabeça do seu nazireado.
  • 20. E o sacerdote os moverá em oferta de movimento perante o Senhor: Isto é santo para o sacerdote, juntamente com o peito da oferta de movimento, e com a espádua da oferta alçada; e depois o nazireu poderá beber vinho.
  • 21. Esta é a lei do nazireu, que fizer voto da sua oferta ao Senhor pelo seu nazireado, além do que suas posses lhe permitirem; segundo o seu voto, que fizer, assim fará conforme à lei do seu nazireado.
  • 22. E falou o Senhor a Moisés, dizendo:
  • 23. Fala a Arão, e a seus filhos dizendo: Assim abençoareis os filhos de Israel, dizendo-lhes:
  • 24. O Senhor te abençoe e te guarde;
  • 25. O Senhor faça resplandecer o seu rosto sobre ti, e tenha misericórdia de ti;
  • 26. O Senhor sobre ti levante o seu rosto e te dê a paz.
  • 27. Assim porão o meu nome sobre os filhos de Israel, e eu os abençoarei.
  • Salmos 40

  • 1. Esperei com paciência no Senhor, e ele se inclinou para mim, e ouviu o meu clamor.
  • 2. Tirou-me de um lago horrível, de um charco de lodo, pôs os meus pés sobre uma rocha, firmou os meus passos.
  • 3. E pôs um novo cântico na minha boca, um hino ao nosso Deus; muitos o verão, e temerão, e confiarão no Senhor.
  • 4. Bem-aventurado o homem que põe no Senhor a sua confiança, e que não respeita os soberbos nem os que se desviam para a mentira.
  • 5. Muitas são, Senhor meu Deus, as maravilhas que tens operado para conosco, e os teus pensamentos não se podem contar diante de ti; se eu os quisera anunciar, e deles falar, são mais do que se podem contar.
  • 6. Sacrifício e oferta não quiseste; os meus ouvidos abriste; holocausto e expiação pelo pecado não reclamaste.
  • 7. Então disse: Eis aqui venho; no rolo do livro de mim está escrito.
  • 8. Deleito-me em fazer a tua vontade, ó Deus meu; sim, a tua lei está dentro do meu coração.
  • 9. Preguei a justiça na grande congregação; eis que não retive os meus lábios, Senhor, tu o sabes.
  • 10. Não escondi a tua justiça dentro do meu coração; apregoei a tua fidelidade e a tua salvação. Não escondi da grande congregação a tua benignidade e a tua verdade.
  • 11. Não retires de mim, Senhor, as tuas misericórdias; guardem-me continuamente a tua benignidade e a tua verdade.
  • 12. Porque males sem número me têm rodeado; as minhas iniquidades me prenderam de modo que não posso olhar para cima. São mais numerosas do que os cabelos da minha cabeça; assim desfalece o meu coração.
  • 13. Digna-te, Senhor, livrar-me: Senhor, apressa-te em meu auxílio.
  • 14. Sejam à uma confundidos e envergonhados os que buscam a minha vida para destruí-la; tornem atrás e confundam-se os que me querem mal.
  • 15. Desolados sejam em pago da sua afronta os que me dizem: Ah! Ah!
  • 16. Folguem e alegrem-se em ti os que te buscam; digam constantemente os que amam a tua salvação: Magnificado seja o Senhor.
  • 17. Mas eu sou pobre e necessitado; contudo o Senhor cuida de mim. Tu és o meu auxílio e o meu libertador; não te detenhas, ó meu Deus.
  • Salmos 41

  • 1. Bem-aventurado é aquele que atende ao pobre; o Senhor o livrará no dia do mal.
  • 2. O Senhor o livrará, e o conservará em vida; será abençoado na terra, e tu não o entregarás à vontade de seus inimigos.
  • 3. O Senhor o sustentará no leito da enfermidade; tu o restaurarás da sua cama de doença.
  • 4. Dizia eu: Senhor, tem piedade de mim; sara a minha alma, porque pequei contra ti.
  • 5. Os meus inimigos falam mal de mim, dizendo: Quando morrerá ele, e perecerá o seu nome?
  • 6. E, se algum deles vem me ver, fala coisas vãs; no seu coração amontoa a maldade; saindo para fora, é disso que fala.
  • 7. Todos os que me odeiam murmuram à uma contra mim; contra mim imaginam o mal, dizendo:
  • 8. Uma doença má se lhe tem apegado; e agora que está deitado, não se levantará mais.
  • 9. Até o meu próprio amigo íntimo, em quem eu tanto confiava, que comia do meu pão, levantou contra mim o seu calcanhar.
  • 10. Porém tu, Senhor, tem piedade de mim, e levanta-me, para que eu lhes dê o pago.
  • 11. Por isto conheço eu que tu me favoreces: que o meu inimigo não triunfa de mim.
  • 12. Quanto a mim, tu me sustentas na minha sinceridade, e me puseste diante da tua face para sempre.
  • 13. Bendito seja o Senhor Deus de Israel de século em século. Amém e Amém.
  • Cânticos 4

  • 1. Eis que és formosa, meu amor, eis que és formosa; os teus olhos são como os das pombas entre as tuas tranças; o teu cabelo é como o rebanho de cabras que pastam no monte de Gileade.
  • 2. Os teus dentes são como o rebanho das ovelhas tosquiadas, que sobem do lavadouro, e das quais todas produzem gêmeos, e nenhuma há estéril entre elas.
  • 3. Os teus lábios são como um fio de escarlate, e o teu falar é agradável; a tua fronte é qual um pedaço de romã entre os teus cabelos.
  • 4. O teu pescoço é como a torre de Davi, edificada para pendurar armas; mil escudos pendem dela, todos broquéis de poderosos.
  • 5. Os teus dois seios são como dois filhos gêmeos da gazela, que se apascentam entre os lírios.
  • 6. Até que refresque o dia, e fujam as sombras, irei ao monte da mirra, e ao outeiro do incenso.
  • 7. Tu és toda formosa, meu amor, e em ti não há mancha.
  • 8. Vem comigo do Líbano, ó minha esposa, vem comigo do Líbano; olha desde o cume de Amana, desde o cume de Senir e de Hermom, desde os covis dos leões, desde os montes dos leopardos.
  • 9. Enlevaste-me o coração, minha irmã, minha esposa; enlevaste-me o coração com um dos teus olhares, com um colar do teu pescoço.
  • 10. Que belos são os teus amores, minha irmã, esposa minha! Quanto melhor é o teu amor do que o vinho! E o aroma dos teus unguentos do que o de todas as especiarias!
  • 11. Favos de mel manam dos teus lábios, minha esposa! Mel e leite estão debaixo da tua língua, e o cheiro dos teus vestidos é como o cheiro do Líbano.
  • 12. Jardim fechado és tu, minha irmã, esposa minha, manancial fechado, fonte selada.
  • 13. Os teus renovos são um pomar de romãs, com frutos excelentes, o cipreste com o nardo.
  • 14. O nardo, e o açafrão, o cálamo, e a canela, com toda a sorte de árvores de incenso, a mirra e aloés, com todas as principais especiarias.
  • 15. És a fonte dos jardins, poço das águas vivas, que correm do Líbano!
  • 16. Levanta-te, vento norte, e vem tu, vento sul; assopra no meu jardim, para que destilem os seus aromas. Ah! entre o meu amado no seu jardim, e coma os seus frutos excelentes!

Almeida Corrigida Fiel

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