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Assim diz o SENHOR: O céu é o meu trono, e a terra o escabelo dos meus pés; que casa me edificaríeis vós? E qual seria o lugar do meu descanso? Porque a minha mão fez todas estas coisas, e assim todas elas foram feitas, diz o SENHOR; mas para esse olharei, para o pobre e abatido de espírito, e que treme da minha palavra. [Isaías 66: 1-2]

Leitura do Antigo Testamento em 324 dias

Almeida Corrigida Fiel: 230 de 324 dias.

    Eclesiastes 1

  • 1. Palavras do pregador, filho de Davi, rei em Jerusalém.
  • 2. Vaidade de vaidades, diz o pregador, vaidade de vaidades! Tudo é vaidade.
  • 3. Que proveito tem o homem, de todo o seu trabalho, que faz debaixo do sol?
  • 4. Uma geração vai, e outra geração vem; mas a terra para sempre permanece.
  • 5. Nasce o sol, e o sol se põe, e apressa-se e volta ao seu lugar de onde nasceu.
  • 6. O vento vai para o sul, e faz o seu giro para o norte; continuamente vai girando o vento, e volta fazendo os seus circuitos.
  • 7. Todos os rios vão para o mar, e contudo o mar não se enche; ao lugar para onde os rios vão, para ali tornam eles a correr.
  • 8. Todas as coisas são trabalhosas; o homem não o pode exprimir; os olhos não se fartam de ver, nem os ouvidos se enchem de ouvir.
  • 9. O que foi, isso é o que há de ser; e o que se fez, isso se fará; de modo que nada há de novo debaixo do sol.
  • 10. Há alguma coisa de que se possa dizer: Vê, isto é novo? Já foi nos séculos passados, que foram antes de nós.
  • 11. Já não há lembrança das coisas que precederam, e das coisas que hão de ser também delas não haverá lembrança, entre os que hão de vir depois.
  • 12. Eu, o pregador, fui rei sobre Israel em Jerusalém.
  • 13. E apliquei o meu coração a esquadrinhar, e a informar-me com sabedoria de tudo quanto sucede debaixo do céu; esta enfadonha ocupação deu Deus aos filhos dos homens, para nela os exercitar.
  • 14. Atentei para todas as obras que se fazem debaixo do sol, e eis que tudo era vaidade e aflição de espírito.
  • 15. Aquilo que é torto não se pode endireitar; aquilo que falta não se pode calcular.
  • 16. Falei eu com o meu coração, dizendo: Eis que eu me engrandeci, e sobrepujei em sabedoria a todos os que houve antes de mim em Jerusalém; e o meu coração contemplou abundantemente a sabedoria e o conhecimento.
  • 17. E apliquei o meu coração a conhecer a sabedoria e a conhecer os desvarios e as loucuras, e vim a saber que também isto era aflição de espírito.
  • 18. Porque na muita sabedoria há muito enfado; e o que aumenta em conhecimento, aumenta em dor.
  • Eclesiastes 2

  • 1. Disse eu no meu coração: Ora vem, eu te provarei com alegria; portanto goza o prazer; mas eis que também isso era vaidade.
  • 2. Ao riso disse: Está doido; e da alegria: De que serve esta?
  • 3. Busquei no meu coração como estimular com vinho a minha carne (regendo porém o meu coração com sabedoria), e entregar-me à loucura, até ver o que seria melhor que os filhos dos homens fizessem debaixo do céu durante o número dos dias de sua vida.
  • 4. Fiz para mim obras magníficas; edifiquei para mim casas; plantei para mim vinhas.
  • 5. Fiz para mim hortas e jardins, e plantei neles árvores de toda a espécie de fruto.
  • 6. Fiz para mim tanques de águas, para regar com eles o bosque em que reverdeciam as árvores.
  • 7. Adquiri servos e servas, e tive servos nascidos em casa; também tive grandes possessões de gados e ovelhas, mais do que todos os que houve antes de mim em Jerusalém.
  • 8. Amontoei também para mim prata e ouro, e tesouros dos reis e das províncias; provi-me de cantores e cantoras, e das delícias dos filhos dos homens; e de instrumentos de música de toda a espécie.
  • 9. E fui engrandecido, e aumentei mais do que todos os que houve antes de mim em Jerusalém; perseverou também comigo a minha sabedoria.
  • 10. E tudo quanto desejaram os meus olhos não lhes neguei, nem privei o meu coração de alegria alguma; mas o meu coração se alegrou por todo o meu trabalho, e esta foi a minha porção de todo o meu trabalho.
  • 11. E olhei eu para todas as obras que fizeram as minhas mãos, como também para o trabalho que eu, trabalhando, tinha feito, e eis que tudo era vaidade e aflição de espírito, e que proveito nenhum havia debaixo do sol.
  • 12. Então passei a contemplar a sabedoria, e a loucura e a estultícia. Pois que fará o homem que seguir ao rei? O mesmo que outros já fizeram.
  • 13. Então vi eu que a sabedoria é mais excelente do que a estultícia, quanto a luz é mais excelente do que as trevas.
  • 14. Os olhos do homem sábio estão na sua cabeça, mas o louco anda em trevas; então também entendi eu que o mesmo lhes sucede a ambos.
  • 15. Assim eu disse no meu coração: Como acontece ao tolo, assim me sucederá a mim; por que então busquei eu mais a sabedoria? Então disse no meu coração que também isto era vaidade.
  • 16. Porque nunca haverá mais lembrança do sábio do que do tolo; porquanto de tudo, nos dias futuros, total esquecimento haverá. E como morre o sábio, assim morre o tolo!
  • 17. Por isso odiei esta vida, porque a obra que se faz debaixo do sol me era penosa; sim, tudo é vaidade e aflição de espírito.
  • 18. Também eu odiei todo o meu trabalho, que realizei debaixo do sol, visto que eu havia de deixá-lo ao homem que viesse depois de mim.
  • 19. E quem sabe se será sábio ou tolo? Todavia, se assenhoreará de todo o meu trabalho que realizei e em que me houve sabiamente debaixo do sol; também isto é vaidade.
  • 20. Então eu me volvi e entreguei o meu coração ao desespero no tocante ao trabalho, o qual realizei debaixo do sol.
  • 21. Porque há homem cujo trabalho é feito com sabedoria, conhecimento, e destreza; contudo deixará o seu trabalho como porção de quem nele não trabalhou; também isto é vaidade e grande mal.
  • 22. Porque, que mais tem o homem de todo o seu trabalho, e da aflição do seu coração, em que ele anda trabalhando debaixo do sol?
  • 23. Porque todos os seus dias são dores, e a sua ocupação é aflição; até de noite não descansa o seu coração; também isto é vaidade.
  • 24. Não há nada melhor para o homem do que comer e beber, e fazer com que sua alma goze do bem do seu trabalho. Também vi que isto vem da mão de Deus.
  • 25. Pois quem pode comer, ou quem pode gozar melhor do que eu?
  • 26. Porque ao homem que é bom diante dele, dá Deus sabedoria e conhecimento e alegria; mas ao pecador dá trabalho, para que ele ajunte, e amontoe, para dá-lo ao que é bom perante Deus. Também isto é vaidade e aflição de espírito.
  • Eclesiastes 3

  • 1. Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu.
  • 2. Há tempo de nascer, e tempo de morrer; tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou;
  • 3. Tempo de matar, e tempo de curar; tempo de derrubar, e tempo de edificar;
  • 4. Tempo de chorar, e tempo de rir; tempo de prantear, e tempo de dançar;
  • 5. Tempo de espalhar pedras, e tempo de ajuntar pedras; tempo de abraçar, e tempo de afastar-se de abraçar;
  • 6. Tempo de buscar, e tempo de perder; tempo de guardar, e tempo de lançar fora;
  • 7. Tempo de rasgar, e tempo de coser; tempo de estar calado, e tempo de falar;
  • 8. Tempo de amar, e tempo de odiar; tempo de guerra, e tempo de paz.
  • 9. Que proveito tem o trabalhador naquilo em que trabalha?
  • 10. Tenho visto o trabalho que Deus deu aos filhos dos homens, para com ele os exercitar.
  • 11. Tudo fez formoso em seu tempo; também pôs o mundo no coração do homem, sem que este possa descobrir a obra que Deus fez desde o princípio até ao fim.
  • 12. Já tenho entendido que não há coisa melhor para eles do que alegrar-se e fazer bem na sua vida;
  • 13. E também que todo o homem coma e beba, e goze do bem de todo o seu trabalho; isto é um dom de Deus.
  • 14. Eu sei que tudo quanto Deus faz durará eternamente; nada se lhe deve acrescentar, e nada se lhe deve tirar; e isto faz Deus para que haja temor diante dele.
  • 15. O que é, já foi; e o que há de ser, também já foi; e Deus pede conta do que passou.
  • 16. Vi mais debaixo do sol que no lugar do juízo havia impiedade, e no lugar da justiça havia iniquidade.
  • 17. Eu disse no meu coração: Deus julgará o justo e o ímpio; porque há um tempo para todo o propósito e para toda a obra.
  • 18. Disse eu no meu coração, quanto a condição dos filhos dos homens, que Deus os provaria, para que assim pudessem ver que são em si mesmos como os animais.
  • 19. Porque o que sucede aos filhos dos homens, isso mesmo também sucede aos animais, e lhes sucede a mesma coisa; como morre um, assim morre o outro; e todos têm o mesmo fôlego, e a vantagem dos homens sobre os animais não é nenhuma, porque todos são vaidade.
  • 20. Todos vão para um lugar; todos foram feitos do pó, e todos voltarão ao pó.
  • 21. Quem sabe que o fôlego do homem vai para cima, e que o fôlego dos animais vai para baixo da terra?
  • 22. Assim que tenho visto que não há coisa melhor do que alegrar-se o homem nas suas obras, porque essa é a sua porção; pois quem o fará voltar para ver o que será depois dele?

Almeida Corrigida Fiel: 230 de 324 dias.


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