Leitura diária da Bíblia em 365 dias, o Novo Testamento em 260 dias e o Antigo Testamento em 324 dias. Tudo no automático!

Assim diz o SENHOR: O céu é o meu trono, e a terra o escabelo dos meus pés; que casa me edificaríeis vós? E qual seria o lugar do meu descanso? Porque a minha mão fez todas estas coisas, e assim todas elas foram feitas, diz o SENHOR; mas para esse olharei, para o pobre e abatido de espírito, e que treme da minha palavra. [Isaías 66: 1-2]

Leitura do Antigo Testamento em 324 dias

Almeida Corrigida Fiel: 159 de 324 dias.

    Jó 19

  • 1. Respondeu, porém, Jó, dizendo:
  • 2. Até quando afligireis a minha alma, e me quebrantareis com palavras?
  • 3. Já dez vezes me vituperastes; não tendes vergonha de injuriar-me.
  • 4. Embora haja eu, na verdade, errado, comigo ficará o meu erro.
  • 5. Se deveras vos quereis engrandecer contra mim, e repreender-me pelo meu opróbrio,
  • 6. Sabei agora que Deus é o que me transtornou, e com a sua rede me cercou.
  • 7. Eis que clamo: Violência! Porém não sou ouvido. Grito: Socorro! Porém não há justiça.
  • 8. O meu caminho ele entrincheirou, e já não posso passar, e nas minhas veredas pôs trevas.
  • 9. Da minha honra me despojou; e tirou-me a coroa da minha cabeça.
  • 10. Quebrou-me de todos os lados, e eu me vou; e arrancou a minha esperança, como a uma árvore.
  • 11. E fez inflamar contra mim a sua ira, e me reputou para consigo, como a seus inimigos.
  • 12. Juntas vieram as suas tropas, e prepararam contra mim o seu caminho, e se acamparam ao redor da minha tenda.
  • 13. Pôs longe de mim a meus irmãos, e os que me conhecem, como estranhos se apartaram de mim.
  • 14. Os meus parentes me deixaram, e os meus conhecidos se esqueceram de mim.
  • 15. Os meus domésticos e as minhas servas me reputaram como um estranho, e vim a ser um estrangeiro aos seus olhos.
  • 16. Chamei a meu criado, e ele não me respondeu; cheguei a suplicar-lhe com a minha própria boca.
  • 17. O meu hálito se fez estranho à minha mulher; tanto que supliquei o interesse dos filhos do meu corpo.
  • 18. Até os pequeninos me desprezam, e, levantando-me eu, falam contra mim.
  • 19. Todos os homens da minha confidência me abominam, e até os que eu amava se tornaram contra mim.
  • 20. Os meus ossos se apegaram à minha pele e à minha carne, e escapei só com a pele dos meus dentes.
  • 21. Compadecei-vos de mim, amigos meus, compadecei-vos de mim, porque a mão de Deus me tocou.
  • 22. Por que me perseguis assim como Deus, e da minha carne não vos fartais?
  • 23. Quem me dera agora, que as minhas palavras fossem escritas! Quem me dera, fossem gravadas num livro!
  • 24. E que, com pena de ferro, e com chumbo, para sempre fossem esculpidas na rocha.
  • 25. Porque eu sei que o meu Redentor vive, e que por fim se levantará sobre a terra.
  • 26. E depois de consumida a minha pele, contudo ainda em minha carne verei a Deus,
  • 27. Vê-lo-ei, por mim mesmo, e os meus olhos, e não outros o contemplarão; e por isso as minhas entranhas se consomem no meu interior.
  • 28. Na verdade, que devíeis dizer: Por que o perseguimos? Pois a raiz da acusação se acha em mim.
  • 29. Temei vós mesmos a espada; porque o furor traz os castigos da espada, para saberdes que há um juízo.
  • Jó 20

  • 1. Então respondeu Zofar, o naamatita, e disse:
  • 2. Visto que os meus pensamentos me fazem responder, eu me apresso.
  • 3. Eu ouvi a repreensão, que me envergonha, mas o espírito do meu entendimento responderá por mim.
  • 4. Porventura não sabes tu que desde a antiguidade, desde que o homem foi posto sobre a terra,
  • 5. O júbilo dos ímpios é breve, e a alegria dos hipócritas momentânea?
  • 6. Ainda que a sua altivez suba até ao céu, e a sua cabeça chegue até às nuvens.
  • 7. Contudo, como o seu próprio esterco, perecerá para sempre; e os que o viam dirão: Onde está?
  • 8. Como um sonho voará, e não será achado, e será afugentado como uma visão da noite.
  • 9. O olho, que já o viu, jamais o verá, nem o seu lugar o verá mais.
  • 10. Os seus filhos procurarão agradar aos pobres, e as suas mãos restituirão os seus bens.
  • 11. Os seus ossos estão cheios do vigor da sua mocidade, mas este se deitará com ele no pó.
  • 12. Ainda que o mal lhe seja doce na boca, e ele o esconda debaixo da sua língua,
  • 13. E o guarde, e não o deixe, antes o retenha no seu paladar,
  • 14. Contudo a sua comida se mudará nas suas entranhas; fel de áspides será interiormente.
  • 15. Engoliu riquezas, porém vomitá-las-á; do seu ventre Deus as lançará.
  • 16. Veneno de áspides sorverá; língua de víbora o matará.
  • 17. Não verá as correntes, os rios e os ribeiros de mel e manteiga.
  • 18. Restituirá o seu trabalho, e não o engolirá; conforme ao poder de sua mudança, e não saltará de gozo.
  • 19. Porquanto oprimiu e desamparou os pobres, e roubou a casa que não edificou.
  • 20. Porquanto não sentiu sossego no seu ventre; nada salvará das coisas por ele desejadas.
  • 21. Nada lhe sobejará do que coma; por isso as suas riquezas não durarão.
  • 22. Sendo plena a sua abastança, estará angustiado; toda a força da miséria virá sobre ele.
  • 23. Mesmo estando ele a encher a sua barriga, Deus mandará sobre ele o ardor da sua ira, e a fará chover sobre ele quando for comer.
  • 24. Ainda que fuja das armas de ferro, o arco de bronze o atravessará.
  • 25. Desembainhará a espada que sairá do seu corpo, e resplandecendo virá do seu fel; e haverá sobre ele assombros.
  • 26. Toda a escuridão se ocultará nos seus esconderijos; um fogo não assoprado o consumirá, irá mal com o que ficar na sua tenda.
  • 27. Os céus manifestarão a sua iniquidade; e a terra se levantará contra ele.
  • 28. As riquezas de sua casa serão transportadas; no dia da sua ira todas se derramarão.
  • 29. Esta, da parte de Deus, é a porção do homem ímpio; esta é a herança que Deus lhe decretou.
  • Jó 21

  • 1. Respondeu, porém, Jó, dizendo:
  • 2. Ouvi atentamente as minhas razões; e isto vos sirva de consolação.
  • 3. Sofrei-me, e eu falarei; e havendo eu falado, zombai.
  • 4. Porventura eu me queixo de algum homem? Porém, ainda que assim fosse, por que não se angustiaria o meu espírito?
  • 5. Olhai para mim, e pasmai; e ponde a mão sobre a boca.
  • 6. Porque, quando me lembro disto me perturbo, e a minha carne é sobressaltada de horror.
  • 7. Por que razão vivem os ímpios, envelhecem, e ainda se robustecem em poder?
  • 8. A sua descendência se estabelece com eles perante a sua face; e os seus renovos perante os seus olhos.
  • 9. As suas casas têm paz, sem temor; e a vara de Deus não está sobre eles.
  • 10. O seu touro gera, e não falha; pare a sua vaca, e não aborta.
  • 11. Fazem sair as suas crianças, como a um rebanho, e seus filhos andam saltando.
  • 12. Levantam a voz, ao som do tamboril e da harpa, e alegram-se ao som do órgão.
  • 13. Na prosperidade gastam os seus dias, e num momento descem à sepultura.
  • 14. E, todavia, dizem a Deus: Retira-te de nós; porque não desejamos ter conhecimento dos teus caminhos.
  • 15. Quem é o Todo-Poderoso, para que nós o sirvamos? E que nos aproveitará que lhe façamos orações?
  • 16. Vede, porém, que a prosperidade não está nas mãos deles; esteja longe de mim o conselho dos ímpios!
  • 17. Quantas vezes sucede que se apaga a lâmpada dos ímpios, e lhes sobrevém a sua destruição? E Deus na sua ira lhes reparte dores!
  • 18. Porque são como a palha diante do vento, e como a pragana, que arrebata o redemoinho.
  • 19. Deus guarda a sua violência para seus filhos, e dá-lhe o pago, para que o conheça.
  • 20. Seus olhos verão a sua ruína, e ele beberá do furor do Todo-Poderoso.
  • 21. Por que, que prazer teria na sua casa, depois de morto, cortando-se-lhe o número dos seus meses?
  • 22. Porventura a Deus se ensinaria conhecimento, a ele que julga os excelsos?
  • 23. Um morre na força da sua plenitude, estando inteiramente sossegado e tranquilo.
  • 24. Com seus baldes cheios de leite, e a medula dos seus ossos umedecida.
  • 25. E outro, ao contrário, morre na amargura do seu coração, não havendo provado do bem.
  • 26. Juntamente jazem no pó, e os vermes os cobrem.
  • 27. Eis que conheço bem os vossos pensamentos; e os maus intentos com que injustamente me fazeis violência.
  • 28. Porque direis: Onde está a casa do príncipe, e onde a tenda em que moravam os ímpios?
  • 29. Porventura não perguntastes aos que passam pelo caminho, e não conheceis os seus sinais,
  • 30. Que o mau é preservado para o dia da destruição; e arrebatado no dia do furor?
  • 31. Quem acusará diante dele o seu caminho, e quem lhe dará o pago do que faz?
  • 32. Finalmente é levado à sepultura, e vigiam-lhe o túmulo.
  • 33. Os torrões do vale lhe são doces, e o seguirão todos os homens; e adiante dele foram inumeráveis.
  • 34. Como, pois, me consolais com vaidade? Pois nas vossas respostas ainda resta a transgressão.

Almeida Corrigida Fiel: 159 de 324 dias.


... Igreja Jesus Cristo Brasil, 2008 © 2026